Saúde

Curso qualifica equipes de saúde bucal do SUS para o cuidado de meninas e mulheres vítimas de violência

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O Ministério da Saúde lançou o Curso de Aperfeiçoamento em Atenção à Saúde Bucal de Meninas e Mulheres Vítimas de Violência, iniciativa que fortalece a atuação das equipes da atenção primária no acolhimento, identificação e cuidado integral das pessoas atendidas. O objetivo é ampliar estratégias de qualificação profissional voltadas à proteção e ao cuidado humanizado, consolidando o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) na garantia de direitos.

A formação dialoga diretamente com o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, instituído recentemente. Ele reforça a organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e reconhece a posição estratégica das equipes de Saúde Bucal para a identificação precoce das violências.

“Grande parte das agressões físicas atinge a região orofacial, ou seja, cabeça, face e pescoço, o que torna dentistas, auxiliares e técnicos profissionais-chave no reconhecimento de sinais clínicos e comportamentais. O vínculo territorial construído na atenção primária favorece a escuta qualificada e o acompanhamento contínuo das usuárias”, explica o coordenador-geral de Saúde Bucal, Edson Lucena.

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Com carga horária total de 180 horas e vagas ilimitadas, a formação é destinada a profissionais e estudantes de saúde bucal, além de outros trabalhadores da saúde interessados na temática. Executado pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde e pela Universidade Federal do Maranhão (UNA-SUS/UFMA), as inscrições para o primeiro módulo já estão abertas no site oficial e as atividades terão início no dia 31 de março. O público tem até 31 de agosto para se inscrever.

Estrutura do programa

O curso é composto por seis módulos independentes, permitindo que os participantes avancem de forma progressiva no tema. Cada módulo conta com certificação própria.

Conheça o conteúdo programático:

  • Módulo 1: Enfrentamento das violências contra meninas e mulheres pelas equipes de Saúde Bucal – 30h
  • Módulo 2: O papel dos profissionais da saúde bucal na identificação das violências – 30h
  • Módulo 4: Odontologia legal e registros de evidências – 15h
  • Módulo 5: Condutas profissionais frente às lesões traumáticas – 45h
  • Módulo 6: Impactos da violência na saúde mental – 30h 
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Saiba mais sobre o curso

Inscrições para o primeiro módulo até 31 de março

Saiba mais sobre o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica

Thaís Ellen S. Rodrigues

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

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O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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