AGRONEGÓCIO

Pecuária de corte movimenta mais de R$ 3 milhões e impulsiona diversificação econômica em cidade mineradora de MG

Publicado em

Agro ganha força como alternativa à mineração em Rio Piracicaba

Tradicionalmente marcada pela atividade mineradora, a economia de Rio Piracicaba começa a se diversificar com o avanço do agronegócio. A bovinocultura de corte tem se destacado como uma alternativa viável, impulsionada por assistência técnica e investimentos no setor rural.

No primeiro ano do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Bovinocultura de Corte, promovido pelo Sistema Faemg Senar, 30 produtores atendidos no município somaram mais de R$ 3 milhões em receita, evidenciando o potencial produtivo da atividade.

Assistência técnica impulsiona produtividade no campo

Segundo o técnico de campo Kelton Gomes, a adesão dos produtores à metodologia do ATeG foi determinante para os resultados alcançados. Ele também destaca que a atuação conjunta com a prefeitura contribuiu diretamente para o desenvolvimento das propriedades.

O acompanhamento técnico tem promovido mudanças práticas na rotina dos produtores, refletindo em ganhos de produtividade e eficiência.

Produtores relatam evolução na gestão e no rebanho

Entre os beneficiados está o produtor Ronaldo Oliveira, que atua na pecuária há oito anos. Após ingressar no programa, ele passou a investir na cria e aprimorar o manejo do rebanho.

“Com o tempo fui aprendendo e aplicando as orientações. Hoje tenho 15 piquetes e ampliei meu rebanho de 20 para 60 cabeças, sem sobrecarregar a área”, relata.

Ele também destaca a evolução na nutrição animal. “Antes utilizava apenas sal branco. Agora uso suplementos minerais e proteinados, o que trouxe melhores resultados”, afirma.

Outro exemplo é o produtor Wagner Oliveira, que integra a pecuária à fruticultura. Na propriedade, o gado também contribui com a produção de esterco utilizado como adubo nos pomares.

“Com o ATeG, estou mais dedicado ao rebanho e consciente do potencial econômico da atividade”, destaca.

Melhorias estruturais e manejo elevam eficiência

Os avanços observados nas propriedades são resultado de um conjunto de melhorias implementadas ao longo do programa. Entre as principais ações estão:

  • Recuperação e formação de pastagens
  • Implantação de piquetes
Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá promove 3ª rodada de vacinação contra gripe em shoppings
Ajustes na alimentação do rebanho, incluindo produção de fubá reidratado
  • Aperfeiçoamento do manejo do gado
  • Construção de currais e bretes
  • Instalação de balanças para controle produtivo

Essas iniciativas têm contribuído para reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a gestão das propriedades.

Parcerias fortalecem o desenvolvimento rural

O programa é resultado da atuação conjunta entre o Sistema Faemg Senar, a Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Rio Piracicaba, o Sindicato dos Produtores Rurais de Alvinópolis e a prefeitura municipal, que subsidia parte dos custos do grupo.

De acordo com o prefeito Augusto Silva, os investimentos no setor rural foram ampliados após resultados positivos obtidos anteriormente com o ATeG voltado à bovinocultura de leite.

“O desempenho das primeiras turmas mostrou a força do campo no município, o que nos motivou a ampliar o apoio aos produtores”, afirma.

Para o gerente regional do Sistema Faemg Senar em Viçosa, Marcos Reis, a integração entre os diferentes atores tem sido essencial.

“A união entre produtores, entidades e poder público está gerando resultados expressivos para a pecuária local”, destaca.

Agro desponta como caminho para diversificação econômica

Na avaliação do presidente da Aciarp, Thales Alves, os resultados do programa apontam para um futuro promissor.

“Rio Piracicaba tem forte base na mineração, mas sabemos que é uma atividade finita. O agronegócio surge como uma alternativa sólida para diversificar a economia local”, ressalta.

Investimentos em genética e solo ampliam potencial produtivo

Além da assistência técnica, a prefeitura iniciou, em 2025, um projeto de melhoramento genético do rebanho, com inseminação artificial gratuita para produtores atendidos pelo ATeG.

Leia Também:  Tecnoshow COMIGO 2026 lança Pavilhão de Tecnologia e amplia foco em inovação no agronegócio

A iniciativa, que começou em parceria com a Conafer e posteriormente passou a contar com recursos próprios, já recebeu investimentos de R$ 250 mil e apresenta os primeiros resultados, com o nascimento de bezerros nas propriedades.

O produtor Geraldo Araújo comemora os avanços. “É só o começo das melhorias. Estamos vendo novas oportunidades surgirem”, afirma.

Recuperação de pastagens e apoio ao produtor rural

Outro foco importante tem sido o cuidado com o solo e a recuperação de áreas produtivas. Para isso, foram disponibilizados insumos e apoio logístico aos produtores.

Entre as ações estão a entrega de 36 caminhões de calcário, oferta de maquinário a baixo custo e distribuição de sementes de milho.

“Foi a primeira vez que utilizei calcário na propriedade. Uma ação simples, mas que trouxe grande diferença”, relata Ronaldo Oliveira.

Mobilização regional reforça importância do agro

O encontro que apresentou os resultados do programa contou com a presença de lideranças locais e representantes do setor, incluindo autoridades municipais, técnicos e entidades ligadas ao agronegócio.

A mobilização reforça o papel estratégico da pecuária de corte e do agronegócio como motores de desenvolvimento econômico sustentável para municípios com forte dependência de atividades extrativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

Published

on

O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

Leia Também:  Preço do tomate sobe após o Carnaval com oferta irregular e qualidade afetada pelas chuvas

No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
Leia Também:  Tecnoshow COMIGO 2026 lança Pavilhão de Tecnologia e amplia foco em inovação no agronegócio

O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA