Mato Grosso

Secel percorrerá todas as regiões de MT para construção coletiva do novo Plano Estadual de Cultura

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) dará início, em abril, à segunda edição da Caravana Fluxo, percorrendo todas as regiões do Estado para dialogar com gestores e trabalhadores do setor cultural. Neste ano, o foco do movimento é a construção coletiva do novo Plano Estadual de Cultura. Para participar dos encontros, os interessados podem se inscrever AQUI.

“Apresentamos esse calendário para que a sociedade possa se preparar e nos ajudar a construir o próximo Plano Estadual de Cultura. É um processo de diálogo muito importante para a elaboração participativa do instrumento que refletirá as diretrizes da política cultural em Mato Grosso”, explica o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

Promovido em parceria com o Conselho Estadual de Cultura, o Fluxo 2026 passará por seis municípios polos das divisões regionais do órgão consultivo, chamadas de Territórios. A primeira visita ocorre no Território Araguaia, nos dias 1º e 2 de abril, com atividades realizadas em Barra do Garças.

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A programação prossegue até início de junho, com encontros em Sinop (Território Teles Pires), Juína (Território Juruena), Cáceres (Territórios Paraguai/Guaporé), Rondonópolis (Território Vermelho) e Cuiabá (Território Cuiabá). Veja cronograma no final.

Durante os encontros, o Plano Estadual de Cultura vigente e o processo de construção do novo plano serão contextualizados aos participantes. Para ajudar na formulação de propostas, haverá ainda mesas temáticas, atividades em grupos de trabalho e escuta aberta dos agentes culturais, finalizando com consolidação e encaminhamentos.

O Plano de Cultura é um instrumento de planejamento estratégico das políticas públicas culturais do ente federativo. O documento estabelece diretrizes, metas e ações para assegurar o desenvolvimento cultural, funcionando como política de Estado, independentemente de mudanças de gestão.

Com vigência de 10 anos, o Plano Estadual de Cultura de Mato Grosso foi instituído pela Lei nº 10.363, de 27 de janeiro de 2016. Entre seus objetivos estão a implantação e integração dos sistemas de gestão cultural, fortalecimento dos mecanismos de financiamentos públicos da cultura e descentralização das políticas públicas de cultura, atingindo todas as regiões do Estado.

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Junto com os encontros presenciais da caravana Fluxo, a Secel abrirá uma consulta pública online para que toda a sociedade forneça sugestões para construção participativa do novo Plano Estadual de Cultura 2026-2036.

Confira o cronograma de encontros presenciais.

Território Araguaia: 1º e 2 de abril
Município: Barra do Garças

Território Teles Pires: 8 e 9 de abril
Município: Sinop

Território Juruena: 16 e 17 de abril
Município: Juína

Territórios Paraguai/Guaporé: 14 e 15 de maio
Município: Cáceres

Território Vermelho: 28 e 29 de maio
Município: Rondonópolis

Território Cuiabá: 9 e 10 de junho
Município: Cuiabá

Inscrição para participar das atividades no site: www.secel.mt.gov.br/-/fluxo-2026

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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