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Prefeitura de Cuiabá inaugura USF do Pedregal nesta segunda e amplia atendimento na região

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inaugura nesta segunda-feira (23) a Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, reforçando a ampliação do acesso aos serviços básicos de saúde na região.

A nova unidade, localizada na Rua Taiamã, vai beneficiar diretamente moradores do Pedregal e bairros adjacentes, garantindo mais proximidade e agilidade no atendimento. A solenidade de entrega contará com a presença do prefeito Abilio Brunini e da secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona.

A USF conta com duas equipes de Saúde da Família e uma equipe de Saúde Bucal, com profissionais como médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, assegurando atendimento contínuo e humanizado.

A estrutura inclui sala de pré-consulta, sala de gerência e administração, consultórios de enfermagem, consultório médico, consultório odontológico e multidisciplinar, farmácia, sala de procedimentos e coleta, sala de vacina, sala de reuniões, Central de Material Esterilizado (CME) e área de cozinha/copa.

As Unidades de Saúde da Família integram a Atenção Primária à Saúde e são consideradas a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesses espaços, a população tem acesso a atendimentos iniciais, vacinação, acompanhamento de gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas, além de ações de prevenção e promoção da saúde.

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SERVIÇO

Assunto: Inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) Pedregal

Onde: Bairro Pedregal

Quando: Segunda-feira, 23 de março

Horário: 9h

Endereço: Rua Taiamã, bairro Pedregal, Cuiabá

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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