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Aprosoja MT debate futuro do Fethab II em meio à crise de custos no setor produtivo

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Reunião reúne produtores e Governo de MT para discutir Fethab

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participou, em 19 de março, de uma reunião promovida pelo Fórum Agro MT com representantes do Governo de Mato Grosso para debater pautas relacionadas ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

O encontro contou com a presença de lideranças de diversas entidades, como Acrimat, Acrismat, AMPA, APROSMAT, Famato e Sistema OCB/MT, além do vice-governador Otaviano Pivetta e do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Setor produtivo pede não renovação do Fethab II

Durante a agenda, as entidades solicitaram ao governo que não renove o Fethab II ao final deste ano, destacando o impacto do fundo sobre a rentabilidade do setor. O pedido ganha força diante de um cenário de juros elevados, aumento dos custos de produção e endividamento histórico dos produtores, fatores que pressionam diferentes cadeias produtivas em Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, reforçou que, apesar da importância histórica do Fethab para investimentos em infraestrutura, o momento exige reavaliação do fundo, considerando as dificuldades econômicas enfrentadas pelos produtores.

“Estamos vivendo uma crise. O IMEA mostra que o cenário é grave e que o problema se intensifica na safra atual. É fundamental buscarmos soluções junto ao Governo do Estado”, afirmou Beber.

Governo de MT mantém diálogo aberto

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Luiz Gallo, destacou que o governo reconhece os desafios do setor agrícola, principalmente diante dos altos custos de produção, e se comprometeu a avaliar ajustes necessários no Fethab II.

“Houve sensibilidade do Governo em rever o que for necessário. Esta mesa segue aberta para discussão permanente com os setores produtivos”, explicou Gallo.

Impacto do Fethab sobre a renda agrícola

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA-MT), Cleiton Gauer, apresentou dados que mostram como o Fethab tem afetado a lucratividade das principais cadeias produtivas do estado. Segundo ele, algumas cadeias já operam no negativo, mas ainda contribuem para o fundo, o que aumenta a pressão sobre os produtores.

“Hoje, a preocupação é com a participação deste tributo no lucro das atividades, principalmente diante do cenário que se desenha para a safra 27”, ressaltou Gauer.

Próximos passos e ampliação do diálogo

Como encaminhamento, a Aprosoja MT convidou o vice-governador Otaviano Pivetta para participar da próxima assembleia da entidade, prevista para o início do próximo mês. O objetivo é aproximar o governo da base produtora e construir um posicionamento consistente sobre o Fethab II, alinhando políticas públicas às condições reais do setor agrícola em Mato Grosso.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno cai no Brasil com consumo enfraquecido e oferta elevada no mercado interno

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com novas quedas nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado, refletindo um cenário de consumo doméstico enfraquecido e oferta confortável de animais para abate.

De acordo com análises do setor, os frigoríficos mantêm postura cautelosa nas compras e seguem pressionando as negociações por valores menores, diante da disponibilidade elevada de suínos no mercado.

No atacado, a carne suína continua enfrentando dificuldades para recuperar preços, mesmo após os recuos acumulados nas últimas semanas, que aumentaram a competitividade da proteína frente às carnes bovina e de frango.

Consumo abaixo do esperado limita recuperação do setor

O desempenho fraco da demanda doméstica continua sendo o principal fator de pressão sobre a cadeia suinícola brasileira. O menor poder de compra das famílias no fim do mês reduz o ritmo de reposição no varejo e compromete a recuperação mais consistente dos preços.

Segundo avaliação de mercado, apesar da carne suína estar mais competitiva em relação às proteínas concorrentes, o consumo segue abaixo das expectativas da indústria e dos produtores.

As exportações brasileiras continuam apresentando resultado positivo, mas ainda insuficiente para enxugar a oferta interna em um nível capaz de sustentar uma reação mais firme das cotações.

Média nacional do suíno vivo recua na semana

Levantamento de mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,53 para R$ 5,48 na semana.

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No atacado, a média dos cortes de carcaça caiu de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo. O pernil também apresentou leve retração, passando de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 104,00 para R$ 103,00.

Cotações apresentam pressão em diversas regiões produtoras

Nas principais praças produtoras do país, o mercado apresentou comportamento misto, com predominância de estabilidade nas integrações e queda no mercado independente.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,90 no sistema de integração, enquanto o mercado do interior caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25.

Em Santa Catarina, a integração seguiu em R$ 5,90, mas o mercado independente recuou de R$ 5,30 para R$ 5,15.

No Paraná, o preço do suíno vivo no mercado livre caiu de R$ 5,15 para R$ 5,10, enquanto a integração permaneceu em R$ 5,90.

Já em Minas Gerais, o interior do estado registrou retração de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,90.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, mas a integração estadual recuou de R$ 5,95 para R$ 5,90.

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Exportações de carne suína avançam em maio

Apesar das dificuldades no mercado interno, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” seguem em ritmo positivo em maio.

Nos primeiros 10 dias úteis do mês, o Brasil embarcou 55,571 mil toneladas, com média diária de 5,557 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A receita obtida no período alcançou US$ 138,459 milhões, com média diária de US$ 13,846 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 2.491,6.

Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 10,2% no volume médio diário exportado e avanço de 6% na receita média diária. Por outro lado, o preço médio por tonelada registrou queda de 3,8%.

Mercado segue atento ao comportamento do consumo

O setor suinícola acompanha com atenção o comportamento do consumo doméstico nas próximas semanas, especialmente diante do impacto da renda das famílias e da competitividade entre proteínas.

Enquanto isso, o avanço das exportações continua sendo um fator importante para equilibrar o mercado, embora ainda insuficiente para provocar uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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