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Presidente da ALMT entrega Comenda Dante de Oliveira a procurador aposentado Hélio Faust

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Em uma cerimônia realizada nesta quarta-feira (18) no Ministério Público, o deputado Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), fez a entrega da Comenda Dante de Oliveira ao procurador de Justiça aposentado Hélio Fredolino Faust.

A homenagem, concedida pelo Parlamento Estadual, reconhece a trajetória de quase 40 anos de dedicação de Hélio Faust ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), onde desempenhou funções estratégicas e deixou um legado eficiência, especialmente à frente da Corregedoria. Durante a solenidade, o deputado Max destacou os relevantes serviços do procurador, ressaltando não apenas seu currículo, mas também sua constância e dedicação.

“Hoje, não é apenas uma cerimônia de despedida. É, sobretudo, um momento de reconhecimento de uma trajetória que honra o Ministério Público. Mas talvez o que mais impressiona não seja apenas o currículo, que, por si só, já é extraordinário. É a constância, dedicação ao longo de décadas e a capacidade de servir sem jamais perder o senso de missão. E por isso homenageamos com a comenda Dante de Oliveira”, afirmou Russi.

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A Comenda Dante de Oliveira, uma das principais honrarias concedidas pela ALMT, é destinada a personalidades que se destacam na defesa da democracia, cidadania e direitos humanos. “É justamente o espírito que encontramos na trajetória de Hélio Faust. Um homem que ajudou a construir com trabalho silencioso, firme e contínuo as bases de um MP respeitado, atuante e essencial à democracia”, concluiu o presidente da ALMT.

A carreira de Hélio Faust no MPMT teve início em 1985, quando ingressou como promotor de Justiça em Sinop. Sua ascensão profissional o levou a Diamantino (1987) e Barra do Garças (1988), antes de se estabelecer em Cuiabá em 1990. Em 1997, alcançou o cargo de procurador de Justiça, consolidando-se como um dos nomes mais respeitados da instituição.

Ao longo de sua atuação, coordenou o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), atuou como procurador-geral adjunto e subprocurador-geral administrativo, além de integrar diversas comissões e órgãos deliberativos, e participar recorrentemente do Conselho Superior do Ministério Público.

Fonte: ALMT – MT

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Decisão do STF reforça atuação da ALMT no debate sobre áreas úmidas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deve liderar as discussões para elaboração de uma legislação específica que regulamente o uso e a proteção das áreas úmidas no estado. A afirmação foi feita pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em 15 de maio, que extinguiu, sem julgamento do mérito, a ação civil pública que havia suspendido os efeitos da Resolução Consema nº 45/2022.

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes acolheu recurso do Governo do Estado e entendeu que a ação civil pública foi utilizada de forma inadequada para suspender, com efeitos gerais, uma norma estadual. Segundo ele, a medida ultrapassou os limites de um caso concreto ao buscar afastar a aplicação da resolução e impor outra lei estadual a áreas ainda sem regulamentação específica.

Na avaliação de Max Russi, o posicionamento do STF contribui para dar mais clareza e segurança jurídica ao debate ambiental em Mato Grosso, ao afastar dúvidas sobre temas como licenciamento, produção e proteção ambiental.

“A decisão ajuda a reduzir a insegurança que havia sobre licenciamento, produção e proteção ambiental. O STF não julgou se a resolução é boa ou ruim do ponto de vista ambiental; disse apenas que não se pode suspender uma norma de efeito geral por meio inadequado. Isso dá mais clareza ao debate”, afirmou.

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Russi ressaltou ainda que o estado precisa avançar na criação de uma legislação específica para as áreas úmidas, especialmente nas regiões do Araguaia e do Guaporé.

“Precisamos contar com uma legislação clara, técnica e equilibrada sobre áreas úmidas. Regiões como Araguaia e Guaporé têm características próprias e não podem ficar presas à insegurança jurídica. É preciso proteger o meio ambiente, mas também garantir que o produtor possa trabalhar dentro da lei”, frisou.

Conforme o parlamentar, caberá à Assembleia Legislativa conduzir as discussões e ouvir os diferentes setores envolvidos.

“O papel da Assembleia é liderar esse processo com responsabilidade. Para isso, devemos ouvir o setor produtivo, o Ministério Público, a Sema [Secretaria de Estado de Meio Ambiente], o Consema [Conselho Estadual do Meio Ambiente], os pesquisadores e a sociedade para construir uma legislação moderna, baseada em dados técnicos. A Casa já vinha defendendo esse caminho: diálogo, ciência, equilíbrio e segurança jurídica”, declarou.

Impactos regionais da decisão – Representante do Araguaia na ALMT, o deputado estadual Dr. Eugênio (Republicanos) afirmou que a decisão do STF representa um avanço para o Araguaia ao reforçar a segurança jurídica sobre a regulamentação das áreas úmidas. Segundo ele, estudos técnicos indicam que a região não pode ser enquadrada como bioma Pantanal, o que, em sua avaliação, justifica a adoção de regras específicas compatíveis com a realidade ambiental local.

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O parlamentar também destacou a necessidade de conciliar produção e preservação ambiental. “Nosso trabalho é fazer com que nós possamos produzir com sustentabilidade, respeitando o meio ambiente, mas também não impedindo que o nosso Araguaia cresça”, salientou.

Para o deputado Valmir Moretto (Republicanos), a extinção da ação civil pública restabelece a vigência das regras de licenciamento ambiental e destrava processos que estavam paralisados, especialmente na região do Guaporé.

“A extinção da ACP afasta o risco imediato de cancelamento de licenças de drenagem e de outras atividades agropecuárias em áreas úmidas, algo essencial para a economia do estado. Os estudos sobre a estratificação dessas áreas e as discussões sobre o melhor uso do território, conciliando preservação ambiental e produção, representam um caminho mais seguro do que tentar adaptar ao Vale do Guaporé uma norma elaborada para outro bioma”, acrescentou.

Fonte: ALMT – MT

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