Saúde

Fórum de Mulheres na Saúde promove debate sobre direitos e equidade no SUS em Salvador

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O fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde das mulheres esteve no centro dos debates do Fórum de Mulheres na Saúde, realizado nesta terça-feira (17), em Salvador. Com realização do Ministério da Saúde, em articulação com o Ministério das Mulheres, o encontro reuniu gestoras, especialistas, representantes de instituições e movimentos sociais em um espaço de diálogo e construção coletiva de propostas para o Sistema Único de Saúde.

Representando o Ministério da Saúde, a chefe de gabinete do ministro, Eliane Aparecida da Cruz, destacou o caráter estratégico da iniciativa e a mobilização nacional em torno da pauta. “Estamos aqui na Bahia com quase 200 mulheres que vieram participar do Fórum de Mulheres na Saúde. Este é o primeiro passo para que essa seja uma atividade nacional iniciada pelo próprio Ministério, com a previsão de percorrer todos os estados até o final de abril”, afirmou.

Eliane também ressaltou a diversidade de temas debatidos e o compromisso com a ampliação do cuidado. “São diversas questões em pauta, desde a reconstrução de políticas até o atendimento em saúde mental, alcançando centenas de milhares de mulheres. Entre os temas levantados aqui na Bahia, destaca-se a saúde da mulher negra, uma questão muito importante e que foi fortemente trazida pelas participantes”, pontuou.

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A iniciativa integra uma agenda nacional que busca ampliar a participação social e fortalecer a articulação entre gestão pública e sociedade civil. O objetivo é avançar na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, além de qualificar a implementação de políticas públicas voltadas à saúde das mulheres em todo o país.

Ao longo da programação, as participantes se dividiram em grupos de trabalho para discutir temas prioritários, como mortalidade materna, acesso à contracepção, atenção no climatério e na menopausa, violência e seus impactos na saúde, além das desigualdades territoriais e raciais no acesso aos serviços do SUS.

As discussões resultaram em propostas que devem subsidiar os próximos encaminhamentos e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas na área. O Ministério da Saúde apresentou, ainda, ações voltadas à ampliação do acesso e à qualificação do cuidado em saúde das mulheres.

O encontro contou também com uma mesa de diálogo que reuniu representantes de conselhos de saúde, organismos internacionais, entidades científicas e movimentos sociais. O espaço aberto para perguntas e troca de experiências foi um dos destaques do encontro, aproximando gestão e sociedade civil. 

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Esta é a primeira edição do fórum dentro da agenda nacional, que será realizada em diferentes estados brasileiros. A proposta é fortalecer o debate nos territórios e garantir que as mulheres participem ativamente da construção de políticas públicas nas esferas federal, estadual e municipal. 

Como encaminhamento, foi proposta a criação de um Fórum Estadual de Saúde das Mulheres, com o objetivo de dar continuidade às discussões e ampliar a participação social.

A agenda do Fórum de Mulheres na Saúde seguirá por outros estados, como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Piauí, São Paulo, Roraima, Alagoas, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraná, reforçando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade e o cuidado integral às mulheres no SUS.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministro da Saúde participa de cerimônia da Funasa para instalação de mais de 20,8 mil cisternas em 498 municípios do Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (17), da cerimônia promovida pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que autorizou a instalação de 20,9 mil cisternas em 498 municípios brasileiros. Com investimento superior a R$ 250 milhões, a iniciativa beneficiará mais de 20 mil famílias e representa uma das maiores ações recentes de promoção da segurança hídrica no Semiárido brasileiro. Durante o evento, também tomou posse o novo presidente da Funasa, Lenildo Morais.

Ao destacar a importância da iniciativa, o ministro Alexandre Padilha ressaltou que o acesso à água de qualidade é fundamental para a promoção da saúde, a prevenção de doenças e o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas. “Levar água ao povo do Semiárido brasileiro é uma das ações mais importantes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura média eleva o risco de secas e enchentes, exigindo novos desafios para o saneamento. A Funasa tem um papel histórico no combate às doenças relacionadas à falta de saneamento e, agora, contribui para garantir água de qualidade e mais segurança às populações vulneráveis. Essa é mais uma ação do Ministério da Saúde para adaptar o SUS ao enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou Padilha.

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As cisternas serão instaladas em municípios da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A tecnologia social permite captar e armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando a segurança hídrica, reduzindo a vulnerabilidade das famílias e contribuindo para melhores condições de saúde e qualidade de vida.

A autorização das ordens de serviço marca o início da fase de implantação de uma das maiores ações de acesso à água conduzidas pelo Governo do Brasil na região. Para milhares de famílias, a chegada das cisternas representará mais segurança no abastecimento, redução da dependência de fontes precárias de água e maior proteção diante dos períodos de estiagem prolongada.

Prioridade às famílias em situação de vulnerabilidade

A nova etapa é resultado de um processo iniciado pela Funasa em 2025, com a seleção pública dos municípios aptos a receber as cisternas. Ao final da etapa de habilitação, foram contemplados 498 municípios distribuídos pelos oito estados participantes da ação.

A definição dos beneficiários priorizou famílias em situação de maior vulnerabilidade social, especialmente aquelas chefiadas por mulheres, pessoas com deficiência, famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e comunidades quilombolas.

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Antes da autorização das obras, equipes técnicas da Funasa realizaram análises e vistorias para validar as propostas e os locais previstos para implantação das estruturas, garantindo o cumprimento dos critérios técnicos estabelecidos.

Além de ampliar o acesso à água para consumo humano, a iniciativa contribui para a prevenção de doenças relacionadas à escassez hídrica e à falta de abastecimento adequado, fortalecendo as ações de saúde ambiental desenvolvidas pelo Governo do Brasil. A ampliação da segurança hídrica é considerada estratégica para proteger a saúde da população e aumentar a resiliência das comunidades mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Com a implantação das 20.976 cisternas, o Brasil avança na promoção da saúde, da qualidade de vida e da dignidade de milhares de famílias do Semiárido, reforçando o compromisso do Sistema Único de Saúde com a prevenção, a equidade e a adaptação às mudanças climáticas.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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