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Prefeito anuncia calçadão noturno e restauração de casarões na Praça da Mandioca

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, esteve na Praça da Mandioca, no Centro Histórico da capital, na noite desta segunda-feira (16), acompanhado do secretário municipal José Portocarrero, para anunciar um conjunto de intervenções voltadas à revitalização da região.

Durante a visita, o prefeito afirmou que a proposta é devolver vida ao espaço, tradicional ponto de encontro da cidade, com ações que incentivem a convivência, a circulação de pessoas e o fortalecimento da atividade econômica local.

Entre as medidas, está o fechamento da Travessa Aníbal de Toledo, que liga a Praça da Mandioca à Avenida Mato Grosso, para funcionamento como calçadão no período noturno. A via ficará interditada diariamente das 20h às 3h, permitindo que bares, restaurantes e frequentadores utilizem o espaço de forma ampliada.

“Vamos transformar esse trecho em um ambiente de convivência, com mais movimento, mais gente nas ruas e valorização dos comércios locais”, afirmou o prefeito.

Além da criação do calçadão, Abilio Brunini também anunciou que a Prefeitura irá promover ações de revitalização e restauração de imóveis históricos da região. Durante a visita, ele vistoriou estruturas antigas e defendeu a preservação do patrimônio arquitetônico, aliada à adaptação dos espaços para novos usos.

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“O que é antigo, é antigo. Vamos preservar. E o que for novo, a gente faz novo, com qualidade, respeitando a história, mas dando utilidade para hoje”, declarou.

O prefeito ainda destacou a intenção de reaproveitar elementos arquitetônicos existentes e realizar intervenções técnicas adequadas, com acompanhamento especializado. “Dá para aproveitar muita coisa. Mas precisa de equipe de engenharia que saiba fazer sem destruir. A ideia é segurar, restaurar e integrar ao novo”, disse.

Outra medida mencionada é a possibilidade de desapropriação de imóveis considerados estratégicos para o projeto de requalificação urbana. “Essa peça é importante para a arquitetura do local. Não vamos deixar cair. Vamos cuidar e dar uma nova função”, pontuou.

Segundo a Prefeitura, as ações começam com o projeto piloto do calçadão, que será avaliado nos próximos dias. A iniciativa conta com o apoio dos estabelecimentos da região, que deverão colaborar com a organização, limpeza e segurança do espaço.

A gestão municipal avalia que as intervenções podem consolidar a Praça da Mandioca como um polo cultural, gastronômico e turístico, fortalecendo o Centro Histórico de Cuiabá e incentivando a ocupação qualificada da área no período noturno.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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