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Trigo inicia semana em queda na Bolsa de Chicago com atenção à oferta global

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O mercado de trigo abriu a semana em baixa na Chicago Board of Trade (CBOT) nesta segunda-feira (16), com os contratos futuros registrando recuos nas primeiras negociações. O contrato para maio/26 caiu 1,47%, sendo negociado a US$ 6,04 por bushel, enquanto o contrato de julho/26 iniciou o pregão a US$ 6,16 por bushel, com queda de 1,30%.

Segundo analistas, o movimento reflete ajustes técnicos após a volatilidade das últimas sessões, em meio a um cenário global de produção de trigo ainda sob monitoramento.

Expectativa de oferta global limita altas expressivas

O mercado permanece atento às perspectivas de oferta mundial do cereal. Apesar de avanços recentes, a expectativa de volumes confortáveis em importantes países produtores tem limitado movimentos mais expressivos de alta, favorecendo correções técnicas nos preços.

Além disso, o comportamento de fundos especulativos e o mercado externo de commodities continua influenciando o ritmo das negociações, especialmente em momentos de maior incerteza macroeconômica.

Lavouras e exportações globais seguem como fatores-chave

Operadores acompanham de perto o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte e o andamento das exportações globais de trigo. Esses fatores devem continuar determinando a dinâmica dos preços ao longo das próximas sessões, mantendo a volatilidade intradiária no radar dos investidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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