Várzea Grande

Flávia Moretti discute infraestrutura e turismo com moradores de Porto Santana

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Encontro reforça o início de um diálogo institucional com a comunidade, que busca transformar Porto Santana em um novo polo de turismo, gastronomia e preservação ambiental em Várzea Grande

A prefeita Flávia Moretti participou, na tarde da última sexta-feira, 13, de reunião com representantes da Associação de Pequenos Produtores Rurais, Piscicultores, Chacareiros e Comerciantes da comunidade Porto Santana, em Várzea Grande, para ouvir reivindicações históricas da região. O encontro reuniu equipes de diversas secretarias municipais e marcou um passo importante para discutir soluções e projetos de desenvolvimento para a localidade.

Segundo os associados, que somam 54 membros e 35 propriedades, mas a região possui mais de 250 famílias, muitas das demandas apresentadas nunca haviam sido atendidas por gestões públicas anteriores. Durante a reunião, moradores e produtores detalharam dificuldades enfrentadas diariamente, principalmente relacionadas à infraestrutura básica.

Entre os principais gargalos apontados estão o abastecimento de água, rede de esgoto, iluminação pública, regularização fundiária, acessibilidade e segurança, além da instalação de câmeras do programa Vigia Mais para coibir o descarte irregular de entulhos e lixo na região. De acordo com os moradores, a prática tem transformado áreas do bairro em verdadeiros bolsões de resíduos.

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A comunidade Porto Santana fica próxima à região do Engordador e tem potencial para integrar a chamada Rota do Peixe, iniciativa que pode impulsionar o turismo rural e gastronômico, fortalecendo a economia local.

Sensível às reivindicações, a prefeita determinou estudos técnicos integrados envolvendo as secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, além de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação.

Flávia Moretti destacou que o crescimento da região precisa ocorrer com responsabilidade ambiental.

“Precisamos pensar nessas famílias e proprietários, mas também preservar essa área, que é um verdadeiro pulmão de Várzea Grande. O desenvolvimento precisa ser sustentável. A proximidade com indústrias e rodovias pode atrair tráfego pesado, o que seria desastroso para o local. Uma alternativa seria pensar em um modelo como uma estrada parque, que preserve fauna e flora e permita desenvolver um turismo rural e gastronômico fantástico para o município”, afirmou a prefeita.

Ela também solicitou a realização de um estudo para regularização fundiária e levantamento socioeconômico da região, que servirá de base para os estudos técnicos e para a definição de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do território.

O presidente da associação, Sérgio Gomes de Freitas, destacou o apoio que a comunidade já vem recebendo da administração municipal. Segundo ele, equipes da prefeitura têm atuado em frentes importantes para melhorar a realidade local.

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“Temos recebido apoio fundamental da prefeitura, especialmente da Secretaria de Serviços Públicos e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável. As equipes estão trabalhando na questão do lixão, já tivemos avanços na iluminação pública e a Guarda Municipal também está reforçando a segurança na região”, afirmou.

Participaram da reunião produtores e representantes do setor, entre eles Adelson Santana, da Peixaria Lagoa dos Sabores; Rogério Gomes, do Mais Pesque e Pague; os produtores Lindembergue Gomes de Lima e Gilmar Souza; Rose, da Peixaria Laço Laço; além de Márcio Greick e Jonivan.

Também estiveram presentes integrantes da prefeitura, como o procurador-geral Maurício Magalhães Faria Neto, a secretária de Comunicação Social Paola Carline, a secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação Manoela Rondon, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável Ricardo Amorim e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo Fabyane Nagazawa, além de equipes técnicas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Emeb Abdala José de Almeida encerra Semana dos Migrantes e Refugiados com apresentação de danças e ato ecológico

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Abdala José de Almeida – reuniu nesta sexta-feira (28) as unidades das regiões Leste e Oeste, para o encerramento da 1ª Semana do Imigrante e do Refugiado de Várzea Grande. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Educação Cultura, Esporte e Lazer (Smcel) – por meio do núcleo de programas e projetos – teve por objetivo debater e fortalecer as práticas pedagógicas de acolhimento e valorização da diversidade cultural nas escolas.

A titular da pasta, Maria Fernanda Figueiredo participou do evento e destacou a importância desses movimentos que só as escolas sabem promover, e o quanto isso transforma a vida das crianças, da comunidade e da sociedade. “Sob o tema “Semeando o Futuro” este evento coroou uma semana repleta de reflexões, atividades realizadas em sala de aula, exposições de trabalhos e apresentações culturais desenvolvidas pelos estudantes, e isso tudo é muito relevante porque nós precisamos entender que não temos divisões no mundo, ele é um só e de todos que habitam nele. Então todos os migrantes e refugiados compõem o mesmo espaço do nosso planeta, e é exatamente isso que a escola defende”, ressaltou.

A gestora destacou ainda que a secretaria de Educação, atende atualmente, cerca de 700 alunos de família de migrantes e que todos têm os mesmos direitos assegurados pelos brasileiros natos. “E é por isso que estamos aqui para dizer a vocês que são o futuro do país, que possam viver na prática, combatendo a desigualdade, lutando pelos seus direitos e entendendo que todas as pessoas têm direito ao mesmo céu, o mesmo sol e a mesma lua. Que o acolhimento de hoje seja com certeza a finalização de um trabalho desenvolvido em sala de aula do conteúdo, do planejamento e que hoje está culminando nessas apresentações”.

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A coordenadora pedagógica Marilene Silva disse que esse movimento realizado pelas unidades escolares surpreendeu pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos durante as apresentações. “Foram três dias de intensas programações. A escola Eunice César abriu o evento na quarta-feira, com apresentações de danças, poesia e artes, ontem os alunos da escola Alino Ferreira apresentaram a chegada dos migrantes no Brasil e hoje os alunos da escola Abdala apresentaram uma coreografia de danças e ato ecológico, com o plantio de mudas. Todos os eventos surpreenderam pela qualidade do enredo e pelo entusiasmo das crianças, todos estão de parabéns”.

Já a professora Zilda Braga, que integra o Núcleo de Programas e Projetos, destacou a participação de todas as unidades escolares envolvidas nessa programação. “A comunidade escolar se uniu para celebrar a riqueza que o intercâmbio de vivências traz para as salas de aula, reforçando o compromisso do município com uma educação inclusiva, humanizada e garantidora de direitos humanos”.

A diretora da Escola Abdala José de Almeida, Helena Fernandes, agradeceu a participação de toda a comunidade escolar e disse que a todas as unidades envolvidas na programação, se dedicaram para a realização do evento na promoção da cultura de paz, fortalecendo ações voltadas ao respeito, à inclusão e ao acolhimento.

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Símbolo de resiliência

Assim como o ipê suporta o inverno rigoroso, a seca extrema e o solo muitas vezes árido para depois florescer com uma força que impressiona, o migrante enfrenta a saudade, a distância e as barreiras culturais sem perder a sua essência. E para marcar o evento “Semeando o Futuro”, a comunidade escolar realizou um ato ecológico com o plantio de três mudas de ipê, representando o legado do projeto pedagógico e o compromisso com o futuro sustentável para a comunidade.

A secretária de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, fez o plantio de uma muda e destacou que tanto o ipê quanto o migrante guardam suas raízes profundas na terra de origem, mas têm a capacidade extraordinária de se adaptar e embelezar qualquer solo onde decidem recomeçar. “Quando tudo parece seco e difícil, o ipê e o migrante mostram que a verdadeira força vem de dentro, transformando o recomeço em uma explosão de cores, vida e esperança”, completou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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