Saúde
Ministério da Saúde e Harvard lançam edital de incentivo a projetos de inovação em saúde
Publicado em
12 de março de 2026por
Da Redação
O Ministério da Saúde lançou edital para que estudantes, profissionais e pesquisadores das áreas de Saúde e Tecnologia se inscrevam no HSIL Hackathon 2026 – Building High-Value Health Systems: Leveraging AI, evento que acontece em Brasília, nos dias 10 e 11 de abril, com objetivo desenvolver soluções baseadas em Inteligência Artificial para desafios da saúde pública. O projeto é realizado em parceria com o Health Systems Innovation Lab da Universidade de Harvard.
Um hackathon é uma maratona de inovação em que pessoas se reúnem de forma imersiva por um período curto, entre um e dois dias, buscando soluções inovadoras para um problema específico. O hackathon do Health Systems Innovation Lab (HSIL) é um projeto global que reúne inovadores para desenvolver soluções capazes de fortalecer sistemas de saúde pública.
A expectativa é que os participantes entreguem protótipos funcionais capazes de reduzir gargalos assistenciais, unindo a experiência clínica de profissionais que atuam diretamente no sistema de saúde a inovações tecnológicas. Para a secretária de Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, as soluções devem proporcionar melhorias no cuidado ao paciente, aumentar a eficiência operacional e tornar os sistemas de saúde mais adaptáveis. “Queremos trazer aos participantes as necessidades de a agenda do SUS para inspirar a inovação”, pontuou.
Para a diretora de cooperação técnica, inovação e desenvolvimento em saúde do Ministério da Saúde, Aline Costa, a realização da maratona internacional, em parceria com a Universidade de Harvard, reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a inovação do sistema de saúde brasileiro.
“Com o envolvimento de diferentes setores da sociedade na proposição de soluções inovadoras para os desafios complexos do SUS, acreditamos que teremos o fortalecimento da gestão, o aprimoramento do cuidado e a melhoria da qualidade da saúde das pessoas”, explicou.
Serão disponibilizadas 120 vagas para o hub brasileiro. Podem participar profissionais e estudantes de diferentes áreas, entre elas: saúde (médicos, enfermeiros, especialistas em saúde coletiva e residentes); Tecnologia e Inovação (cientistas de dados, desenvolvedores, programadores e designers) e Gestão e Criatividade (economia, negócios, marketing e comunicação). Para participar de todas as etapas é recomendado que ao menos um a dois integrantes da equipe tenham proficiência em inglês. As inscrições podem ser feitas aqui.
O evento ocorrerá simultaneamente em mais de 30 países, conectando cerca de 40 hubs ao redor do mundo. No Brasil, Brasília será um dos centros dessa mobilização por meio do hub do Ministério da Saúde, com expectativa de reunir até 120 participantes presenciais. O país também contará com hubs em Natal (LAIS/UFRN) e São Paulo (InovaHC/USP).
Futuro das soluções e conexões globais
As equipes vencedoras de cada hub local avançam para o Venture Incubation Program, um programa global de incubação com duração de oito semanas. A iniciativa inclui duas fases de Bootcamp, destinadas ao aperfeiçoamento dos pitches e ao fortalecimento dos conceitos inovadores dos projetos. Após o Bootcamp I, um painel do HSIL selecionará as 20 melhores equipes globais, que seguirão para o Bootcamp II com mentorias mais aprofundadas.
Na etapa seguinte, chamada Venture Building Immersion, as 10 equipes mais promissoras participam de quatro semanas de seminários especializados, workshops interativos e mentorias individualizadas para estruturar seus empreendimentos. O programa será encerrado com um Demo Day Global, evento em que as equipes apresentarão seus projetos a investidores, empresas de capital de risco e líderes da indústria, com o objetivo de obter financiamento e estabelecer parcerias.
Mais informações no Guia Oficial do Participante.
Jaciara França
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Ministério da Saúde lança guia para ampliar acesso de startups ao Sistema Único de Saúde
Published
3 horas agoon
1 de junho de 2026By
Da Redação
Startups, pesquisadores e empresas de tecnologia em saúde passam a contar com um novo instrumento de orientação para levar soluções inovadoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). Criado pelo Ministério da Saúde, o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS reúne informações sobre regulação, incorporação tecnológica, financiamento e desenvolvimento de dispositivos médicos voltados à rede pública de saúde.
A publicação foi lançada durante a Feira Hospitalar 2026, um dos maiores eventos de saúde da América Latina, que reúne anualmente novidades, tendências e soluções inovadoras do setor. Durante o evento, o Ministério da Saúde participou de debates sobre a importância da produção nacional e da integração entre governo, indústria, centros de pesquisa e empresas de base tecnológica.
O diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Igor Bueno, destacou que o guia foi elaborado para reduzir as barreiras enfrentadas por startups e pequenas empresas no acesso ao mercado público de saúde.
“Essas empresas desempenham papel estratégico no ecossistema de inovação em saúde, ao impulsionarem o desenvolvimento de soluções tecnológicas, ampliarem a competitividade nacional e contribuírem para a sustentabilidade do SUS. A publicação inédita consolida, em um único documento, uma visão integrada de todas as etapas do processo, do fomento à pesquisa, do desenvolvimento até a incorporação no SUS”, explicou o diretor.
Dispositivos médicos
Os dispositivos médicos fazem parte da rotina dos serviços de saúde e incluem desde produtos simples, como curativos e ataduras, até tecnologias de alta complexidade, como marca-passos, próteses ortopédicas, cirurgias robóticas e equipamentos com inteligência artificial.
Segundo dados citados no guia, existem atualmente mais de 2 milhões de tipos diferentes desses dispositivos no mundo, utilizados para prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento de doenças.
O avanço tecnológico tem ampliado as possibilidades de atendimento e contribuído para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Além dos equipamentos utilizados em hospitais, o setor também cresce no desenvolvimento de dispositivos voltados para uso doméstico e pessoal (home care).
De acordo com a publicação, o mercado brasileiro de dispositivos médicos cresce acima da média mundial. Apesar disso, o Brasil ainda depende da importação de equipamentos e insumos de alta complexidade. Hoje, grande parte da produção nacional está concentrada em produtos de média e baixa complexidade tecnológica.
Entre os principais desafios do setor estão os custos para inovação, a dependência tecnológica externa e a necessidade de maior integração entre pesquisa científica, política industrial e demanda do sistema público de saúde.
Dados apresentados no X Fórum da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde apontam que o mercado global de dispositivos médicos movimenta mais de US$ 540 bilhões e segue em expansão. No Brasil, o setor também tem impacto econômico relevante. Os segmentos que lideram o mercado são os dispositivos terapêuticos (25,8%), seguidos pelos implantáveis (24,3%) e pelo diagnóstico in vitro (15,9%).
Os números citados no guia demonstram que, em 2024, a indústria de dispositivos médicos criou quase 6 mil novos empregos diretos, alcançando mais de 85 mil postos de trabalho no país. O desempenho representa um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao ano anterior, evidenciando a relevância econômica e a expansão do complexo industrial da saúde.
Tecnologias na rede pública
O Ministério da Saúde tem atuado no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que reúne setores produtivos, tecnológicos e de serviços. A iniciativa busca estimular o mercado nacional, reduzir a dependência de produtos importados, ampliar o acesso a tecnologias seguras e tornar mais eficiente o uso dos recursos públicos.
O lançamento do guia ocorre nesse cenário de expansão das iniciativas de saúde digital, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e incentivo à inovação tecnológica no SUS. Assim, além de orientar startups e empresas, o material destaca a importância estratégica dos dispositivos médicos para melhorar o atendimento à população e explica, de forma acessível, como funcionam os processos e etapas para incorporação dessas tecnologias ao sistema público.
O documento também reforça que, para que a tecnologia seja financiada e utilizada em larga escala pelo SUS, é necessário cumprir critérios técnicos, científicos, regulatórios e econômicos.
Confira o guia Acesso e Inovação de Dispositivos Médicos ao SUS
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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