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Judiciário orienta gestores municipais sobre cumprimento de metas de combate à violência doméstica

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Foto horizontal em plano aberto que mostra o auditório do Tribunal de Contas de Mato Grosso repleto de pessoas assistindo ao juiz Marcelo Resende falar ao microfone no palco, onde há diversas autoridades. O Poder Judiciário de Mato Grosso participou do lançamento do Programa TCE Pró-Mulher, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), na manhã desta quarta-feira (11), levando aos gestores municipais, especialistas e representantes de instituições e da sociedade civil palestras sobre o cumprimento da Lei nº 14.899/2024, que trata da implementação de plano de metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher.

As palestras foram proferidas pela juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, que tratou do planejamento e integração no enfrentamento à violência contra a mulher; pelo juiz titular da 2º Vara Criminal de Barra do Garças, Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, que abordou os aspectos práticos do cumprimento do Plano de Metas; e pelo coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Maciel, que explicou a metodologia de trabalho do Plano de Metas da qual trata a lei 14.899/2024. Todas as palestras foram transmitidas ao vivo e podem ser conferidas no canal do TCE-MT no YouTube.

Foto horizontal em plano médio que mostra a juíza Ana Graziela Vaz em pé, falando ao microfone, no palco do auditório do Tribunal de Contas. Ela é uma mulher branca, de olhos castanhos, cabelos longos, lisos e loiros, usando blusa vermelha, blazer preto e óculos de grau.A juíza Ana Graziela destacou a importância da reunião dos gestores municipais pois, segundo ela, muitas vezes há boa vontade, mas falta orientação sobre o trabalho em rede, culminando com a perda de orçamento para efetivação de políticas públicas que protejam as mulheres.

“A luta é de todos, não é só das mulheres. A gente precisa dos homens trabalhando em prol das mulheres e a gente precisa de orçamento. E sem fazer um planejamento, sem ter um plano de metas, os municípios não conseguem o recurso federal para combater a violência doméstica. Metade dos feminicídios em Mato Grosso acontecem em cidades pequenas. Por quê? Porque falta orçamento, falta delegacia especializada, porque falta uma rede fortalecida, faltam programas sociais. Então, para enfrentar é preciso planejar e trabalhar”, destacou.

Foto horizontal em plano médio que mostra o juiz Marcelo Resende sentado no palco do auditório do TCE-MT. Ele é um homem branco, de olhos, barba e cabelos castanhos, usando camisa branca, terno cinza escuro, gravata vermelha.Para o juiz Marcelo Resende, a união entre Poder Judiciário e Tribunal de Contas “é excelente porque a gente não faz política pública sem dinheiro. E o orçamento implementado é fiscalizado pelo Tribunal de Contas, que tem um papel fundamental quando fala para aqueles municípios que têm que ter um orçamento para isso. Então, junta todo o know-how, toda a expertise que existe no Poder Judiciário em formação de redes de enfrentamento com algo muito importante que é a questão financeira. Por mais boa vontade que há na ponta da linha daquele município, se não tiver um orçamento específico, a política pública para a mulher vai ficar deficiente”, avalia Resende.

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O magistrado aponta ainda a possibilidade de adaptação do Plano de Metas à realidade de cada município. “Por exemplo, eu sou juiz em Barra do Garça. Eu não estou numa cidade grande. A capital é uma realidade de rede distinta. A cidade de porte médio é outra realidade. Mas já tivemos experiência em cidades menores. Com certeza essa reunião de trabalho será muito proveitosa”, disse.

Foto horizontal em plano médio que mostra o coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Maciel, em pé, falando ao microfone, no auditório do Tribunal de Contas. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa branca, paletó azul marinho e óculos de grau.De acordo com o coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Maciel, ao compartilhar com os representantes dos municípios a metodologia para efetivação do Plano de Metas previsto na Lei 14.899/2024, é reforçada a principal diretriz da lei, que é trabalhar de forma planejada e integrada. “Essa lei traz uma nova visão sobre a perspectiva da violência contra a mulher, que é a prevenção. As leis anteriores focavam muito na questão da punição. Agora, mantém-se a punição, mas foca-se a prevenção. Diante disso, é previsto um planejamento para 10 anos, o que exige dos poderes organização nesse planejamento, uma metodologia sistematizada e monitoramento nessa execução”.

Durante a abertura do encontro, o conselheiro de Contas e presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública do TCE, Valdir Teis destacou que apesar das diversas iniciativas em curso, a realidade da violência contra a mulher em Mato Grosso continua alarmante e que esse cenário demonstra que ainda existem lacunas na forma como o problema vem sendo enfrentado. “Esse assunto não compete somente ao poder público, é necessário o envolvimento de todos os segmentos de ensino, clubes de serviços, instituições privadas, igrejas e outros. É necessário que juntos possamos combater esse triste fato que a cada dia se avoluma”, disse.

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Foto horizontal em plano fechado que mostra a auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Estado, Simony Jin, durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, loira, com traços orientais, usando blusa preta, blazer bege e colar de argola dourada.De acordo com a auditora de controle externo e secretária do Núcleo de Políticas Públicas do TCE, Simony Jin, o programa TCE Pró-Mulher, lançado no evento, tem como objetivo concretizar as recomendações e determinações resultantes das auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas em relação às políticas públicas de combate à violência contra a mulher dos municípios e do Estado de Mato Grosso, promovendo capacitações para que os agentes públicos possam elaborar seus planos de enfrentamento à violência doméstica, com atuação integrada entre as instituições.

Conforme a auditora, a equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no Âmbito do Poder Judiciário (Cemulher-MT), que também participou do evento nesta quarta-feira (11), teve grande participação na elaboração do programa TCE Pró-Mulher. “Desde que a auditoria iniciou, nós tivemos a participação de integrantes da Cemulher, a desembargadora Maria Erotides Kneip sempre foi uma grande parceira porque eles já tinham muita experiência nesse assunto. Tivemos entrevistas com a servidora Ana Emília Sotero, que infelizmente faleceu recentemente. E ela deu contribuição enorme no esclarecimento dos principais problemas e gargalos, porque a Cemulher vai criando as redes de enfrentamento dentro das comarcas e dos municípios. Nós tivemos a oportunidade de visitar municípios onde tinha essa rede instituída e verificamos que faz toda a diferença e nós apontamos isso no nosso relatório”, pontuou.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Direito e Sociedade: parceria entre Esmagis, UFMT e Unemat fortalece produção científica

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Capa da quarta edição da revista jurídica A quarta edição da revista científica Interface Direito e Sociedade consolida a parceria entre a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A iniciativa tem contribuído para ampliar os espaços de produção e divulgação científica, reunindo pesquisadores, magistrados(as), docentes, estudantes e profissionais da sociedade civil em um ambiente voltado à reflexão sobre temas jurídicos e sociais contemporâneos.
Para a diretora-geral da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, o periódico consolida a união de forças em prol do desenvolvimento intelectual e do papel social da Justiça no estado. “A parceria entre a Esmagis, a UFMT e a Unemat representa a convergência de instituições que compartilham o compromisso com a excelência acadêmica, a produção científica e o fortalecimento da democracia por meio do conhecimento. A revista Interface Direito e Sociedade é fruto dessa união e da convicção de que os grandes desafios contemporâneos exigem uma abordagem interdisciplinar, capaz de aproximar o saber jurídico das reflexões produzidas pela Filosofia, pela Sociologia e por outras áreas que contribuem para a compreensão da realidade social.”
Mulher de longos cabelos escuros ondulados, sorrindo de frente para a câmera. Ela veste um blazer verde-água sobre uma blusa de tom semelhante, com fundo cinza claro e neutro.A desembargadora ressalta ainda que a publicação amplia o diálogo entre diferentes atores envolvidos na construção do conhecimento jurídico e no aperfeiçoamento das instituições. “Ao reunirmos magistrados, pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais da sociedade civil em um mesmo espaço de debate científico, ampliamos as possibilidades de construção de respostas qualificadas para questões que impactam diretamente o sistema de justiça e a vida em sociedade. Essa parceria reafirma a importância do diálogo entre universidade e Poder Judiciário, promovendo uma cultura jurídica mais crítica, plural e comprometida com a inovação, a ética e a permanente busca pelo aperfeiçoamento das instituições e da prestação jurisdicional.”
Na avaliação do diretor da Faculdade de Direito da UFMT, professor Carlos Eduardo Silva e Souza, a cooperação institucional representa um avanço importante para a pesquisa jurídica em Mato Grosso e na região Centro-Oeste, ao aproximar a produção acadêmica dos desafios enfrentados pelo Sistema de Justiça. “Trata-se de uma iniciativa que aproxima, de maneira concreta e permanente, a academia e o Sistema de Justiça, permitindo que o conhecimento produzido nas universidades dialogue diretamente com os desafios contemporâneos enfrentados pela magistratura, pelos operadores do Direito e pela sociedade.”
O professor Carlos aparece, de frente e sorrindo, em meio corpo. Veste terno, camisa branca e gravata estampada. No fundo, há um painel de madeira com prateleiras e vasos de plantasSegundo o professor, a Interface Direito e Sociedade foi concebida como um espaço plural e interdisciplinar de reflexão científica. “A revista nasceu justamente com esse propósito: criar um espaço qualificado, plural e interdisciplinar de reflexão científica, reunindo pesquisadores, magistrados, docentes, estudantes e profissionais comprometidos com a construção de soluções jurídicas mais modernas, humanas e alinhadas às transformações sociais.”
A publicação também amplia as oportunidades para estudantes de pós-graduação, pesquisadores e docentes divulgarem seus trabalhos em um ambiente editorial voltado à excelência científica. “A publicação oferece uma oportunidade concreta para que pesquisadores publiquem estudos com elevada relevância acadêmica e social, em um ambiente editorial comprometido com a excelência científica, a interdisciplinaridade e o debate contemporâneo sobre temas jurídicos.”
Homem sorrindo com barba curta, cabelos cacheados e óculos de grau. Veste camisa social azul-marinho. Está posicionado da cintura para cima, com fundo desfocado em ambiente externo.Para o professor do curso de Direito e assessor de Gestão de Formação da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da Unemat, José Ricardo Menacho, a parceria fortalece a visibilidade das produções científicas desenvolvidas nas instituições participantes e contribui para a qualificação dos debates jurídicos. “As parcerias institucionais – como esta firmada entre a Unemat, a UFMT e a Esmagis – proporcionam-nos visibilizar as nossas produções científicas, com mais força, eficiência e alcance, contribuindo, assim, para a qualificação dos debates e discussões jurídicas nos mais diversos níveis, local, estadual, regional, nacional e internacional.”
Ele destaca ainda que a iniciativa favorece a criação de redes de pesquisa e a troca de conhecimentos entre pesquisadores de diferentes instituições. “Nos possibilitam estreitar laços de trabalho com colegas de outras instituições, abrindo o terreno para a constituição de redes de pesquisa e de trocas de saberes, enriquecendo sobremaneira o olhar e a leitura de nossos muitos objetos de estudos.”
Além disso, a revista é vista como um espaço de excelência para a divulgação científica e para o fortalecimento de uma reflexão crítica sobre o Direito. “A Revista abre um espaço de excelência e rigor técnico-científico para a divulgação do Direito; para a promoção de uma reflexão crítica e comprometida com a realidade material, à luz de suas condições de produção; e para a proposição e o dimensionamento de caminhos outros na área, tanto em termos formativos quanto profissionais.”
Com prazo de submissão reaberto até 21 de agosto, a quarta edição da Interface Direito e Sociedade recebe trabalhos inéditos nas áreas de Direito, Filosofia e Sociologia, fortalecendo a integração entre instituições
de ensino superior e o Poder Judiciário na promoção do conhecimento científico e da reflexão sobre temas de interesse da sociedade.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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