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Dia Internacional da Mulher: participação feminina no agronegócio brasileiro alcança 30%

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A presença feminina no agronegócio brasileiro vem crescendo de forma consistente nos últimos anos, ocupando posições cada vez mais estratégicas na gestão de propriedades, na inovação tecnológica e nos processos de tomada de decisão no campo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que as mulheres já representam cerca de 30% da força de trabalho no setor agropecuário, evidenciando uma participação cada vez mais qualificada e profissionalizada.

Crescimento da participação feminina no agronegócio

A ampliação da presença das mulheres no campo demonstra uma mudança gradual no perfil do setor. Profissionais do sexo feminino têm assumido funções relevantes tanto na gestão das propriedades rurais quanto em áreas técnicas e administrativas ligadas à produção agropecuária.

Para a advogada Giovanna Guerra, especialista em Direito do Agronegócio do escritório João Domingos Advocacia, o movimento representa uma transformação estrutural dentro do agronegócio brasileiro.

Segundo ela, a atuação feminina deixou de ser apenas complementar e passou a ocupar posições estratégicas na condução das atividades produtivas.

“O agronegócio brasileiro vive uma mudança profunda. A presença feminina deixou de ser apenas figurativa e passou a ocupar espaços estratégicos na gestão, na técnica e na tomada de decisões”, afirma.

Qualificação técnica impulsiona protagonismo no campo

De acordo com a especialista, o avanço também está diretamente relacionado ao aumento da qualificação profissional das mulheres e à mudança geracional nas propriedades rurais.

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Atualmente, é cada vez mais comum encontrar mulheres operando maquinários agrícolas de alta precisão, coordenando a gestão financeira das propriedades e ocupando posições de liderança em empresas e entidades representativas do setor.

Esse cenário é resultado do maior acesso à formação acadêmica em áreas como agronomia, medicina veterinária, gestão rural e direito agrário, ampliando as oportunidades de atuação feminina em diferentes segmentos do agro.

Gestão feminina fortalece inovação e sustentabilidade

Além da ampliação numérica, o protagonismo feminino tem impacto direto na eficiência e na competitividade do agronegócio brasileiro.

Estudos indicam que modelos de gestão conduzidos por mulheres costumam priorizar investimentos em inovação tecnológica, práticas sustentáveis e organização administrativa, fatores considerados estratégicos para aumentar a produtividade e fortalecer a competitividade do setor no cenário nacional e internacional.

Desafios ainda limitam avanço em cargos de liderança

Apesar da evolução registrada nos últimos anos, a presença feminina no agronegócio ainda enfrenta obstáculos importantes. Levantamento da Deloitte aponta que 62% das mulheres que atuam no setor consideram o baixo número de líderes femininas uma barreira para alcançar cargos de direção, enquanto 57% destacam a ausência de políticas institucionais de inclusão.

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Dados da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) também mostram que 44% das profissionais já enfrentaram algum tipo de preconceito sutil no ambiente de trabalho, enquanto 30% relatam ter sofrido preconceito explícito. Além disso, a diferença salarial entre homens e mulheres pode chegar a 18%.

Necessidade de políticas de inclusão e igualdade no setor

Para Giovanna Guerra, embora os avanços sejam evidentes, a ascensão feminina a cargos de alta liderança ainda ocorre de forma gradual no agronegócio.

Segundo a especialista, desafios como desigualdade salarial, preconceito e a chamada jornada múltipla — quando muitas mulheres conciliam a gestão das atividades rurais com responsabilidades familiares — ainda impactam o desenvolvimento profissional no setor.

Nesse contexto, ela ressalta que a ampliação da participação feminina depende de iniciativas que promovam ambientes mais inclusivos e garantam segurança jurídica às profissionais do agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cargill lança linha de nutrição para bezerras e novilhas leiteiras e reforça foco na eficiência da pecuária leiteira

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A Cargill Nutrição e Saúde Animal anunciou o lançamento de uma nova linha de soluções voltada ao gado jovem no Brasil, com foco no desenvolvimento de bezerras e novilhas leiteiras. A iniciativa reforça a atuação da companhia em uma das fases mais estratégicas da pecuária leiteira, considerada determinante para a produtividade futura e longevidade dos animais no rebanho.

A nova linha combina nutrição especializada, suporte técnico e ferramentas digitais de acompanhamento, com o objetivo de apoiar produtores na formação de novilhas de alta performance desde os primeiros dias de vida.

Soluções globais adaptadas à realidade da pecuária brasileira

Desenvolvido em parceria com a equipe técnica global da empresa, o portfólio segue uma abordagem integrada que une escala internacional e aplicação prática local. As formulações e recomendações técnicas são padronizadas em diferentes países, mas adaptadas às condições de produção do Brasil.

Segundo a Cargill, essa combinação busca garantir maior consistência nos resultados, confiabilidade nas recomendações e geração de valor para produtores e técnicos envolvidos na cadeia leiteira.

O lançamento ocorre em um cenário de crescente profissionalização da pecuária leiteira, no qual eficiência produtiva, redução de perdas e melhoria dos índices zootécnicos tornam-se fatores decisivos para a competitividade do setor.

Desenvolvimento do gado jovem é determinante para produtividade futura

A empresa destaca que o manejo adequado nas fases iniciais do animal tem impacto direto no desempenho ao longo de toda a vida produtiva.

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De acordo com Hilton Diniz, gerente de Soluções para Bovinos de Leite da Cargill Nutrição e Saúde Animal, a combinação entre nutrição, manejo e sanidade desde o nascimento é determinante para o potencial produtivo do rebanho.

“Quando trabalhamos de forma adequada a nutrição, o manejo e a sanidade desde os primeiros dias de vida, conseguimos produzir novilhas mais saudáveis, com melhor desempenho e maior capacidade produtiva no futuro”, afirma o executivo.

A companhia reforça que o investimento nessa fase contribui para a formação de animais mais eficientes, com menor incidência de problemas sanitários e melhor aproveitamento nutricional.

Tecnologia e dados ampliam gestão na pecuária leiteira

Além das soluções nutricionais, a Cargill também aposta na integração de ferramentas digitais para apoiar o produtor rural e equipes técnicas na tomada de decisão.

Entre as plataformas utilizadas estão Dairy Max, Start ROI e Dairy Enteligen, que permitem o acompanhamento de indicadores zootécnicos, formulação de dietas, monitoramento de ganho de peso e projeções de crescimento dos animais.

As ferramentas também oferecem suporte à análise financeira da atividade, aproximando a gestão técnica da gestão econômica das propriedades leiteiras.

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Gestão do gado jovem ganha papel estratégico na produção de leite

A empresa avalia que a criação de bezerras e novilhas deixou de ser uma etapa apenas operacional e passou a integrar o núcleo estratégico da produção leiteira moderna.

Com o avanço da tecnologia e o aumento das exigências de eficiência no campo, o foco na fase inicial dos animais tem se consolidado como um dos principais fatores de melhoria de desempenho dos rebanhos.

Segundo Hilton Diniz, o objetivo da companhia é apoiar o produtor na obtenção de ganhos consistentes em saúde e produtividade, preparando os animais para expressarem seu máximo potencial ao longo da vida produtiva.

Pecuária leiteira avança para modelo mais tecnológico e eficiente

O lançamento da nova linha reforça a tendência de digitalização e intensificação tecnológica na pecuária leiteira brasileira.

Combinando nutrição de precisão, suporte técnico e ferramentas de gestão, o setor avança em direção a modelos mais integrados, capazes de reduzir perdas, melhorar a eficiência alimentar e aumentar a rentabilidade das propriedades.

Nesse contexto, o desenvolvimento adequado do gado jovem se consolida como um dos pilares centrais para o aumento da produtividade e sustentabilidade da atividade leiteira no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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