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Safra de Soja 2025/26 Avança e Exportações São Impactadas pelas Chuvas em Fevereiro

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A colheita da soja referente à safra 2025/26 segue em ritmo positivo, alcançando 41,7% da área total até o fim de fevereiro, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O desempenho é superior à média dos últimos cinco anos, mas ainda inferior ao mesmo período do ciclo anterior, quando o índice atingia 48,4%.

No Mato Grosso, principal estado produtor, 81,3% da soja já foi colhida, o que favorece o avanço do plantio do milho segunda safra, dentro da janela ideal.

Chuvas limitam embarques e reduzem exportações no mês

As condições climáticas registradas em fevereiro impactaram diretamente os embarques de grãos. As exportações somaram 8,9 milhões de toneladas, cerca de um milhão de toneladas abaixo do esperado.

Somente o Porto de Paranaguá enfrentou chuvas em 26 dos 28 dias do mês, o que atrasou as operações logísticas.

A expectativa para março é de recuperação: o line-up (agendamento de embarques) indica 16,1 milhões de toneladas programadas para o mês.

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Milho: exportações em queda e foco no escoamento da soja

Com o avanço da soja, as exportações de milho seguem em retração, abrindo espaço para o escoamento da oleaginosa.

Em janeiro, o Brasil exportou 3,3 milhões de toneladas de milho; em fevereiro, o volume caiu para 1,1 milhão, e a previsão para março é de 697 mil toneladas.

O plantio da segunda safra de milho, por outro lado, apresenta bom desempenho. Até a última semana de fevereiro, 64,9% da área estimada já havia sido semeada, com o Mato Grosso novamente à frente, atingindo 85,6% de área plantada.

Riscos geopolíticos no Oriente Médio elevam custos e incertezas

Além dos desafios climáticos, as tensões no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, vêm preocupando o setor exportador.

A ameaça constante a navios comerciais que cruzam a área torna as operações mais caras e arriscadas, devido ao aumento expressivo dos seguros marítimos.

Países como Irã e Arábia Saudita, que representam cerca de 14 milhões de toneladas das exportações brasileiras de milho e seus derivados, podem sofrer com redução no fluxo comercial.

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Grande parte dos portos iranianos depende do tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que amplia os riscos logísticos. Até o momento, não há acordos internacionais que garantam livre trânsito para cargas alimentares na região.

Diante dessa insegurança, armadores e operadores logísticos tendem a evitar o corredor marítimo, o que pode afetar os volumes exportados pelo Brasil nos próximos meses.

Panorama das exportações brasileiras

Conforme dados consolidados pela ANEC, o Brasil exportou 27,4 milhões de toneladas de soja nos primeiros meses de 2026, além de 5,5 milhões de toneladas de farelo de soja, 5 milhões de milho e 1 milhão de trigo.

Os números refletem um cenário de ajustes no ritmo logístico, marcado por condições climáticas adversas e incertezas no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agropecuária do Paraná mais que dobra faturamento em seis anos e Valor Bruto da Produção alcança R$ 212,6 bilhões

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A agropecuária do Paraná consolidou sua posição como um dos principais pilares da economia estadual ao registrar um crescimento expressivo no Valor Bruto da Produção (VBP). Dados preliminares divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais mais que dobrou nos últimos seis anos, passando de R$ 98 bilhões, em 2019, para R$ 212,6 bilhões em 2025.

O avanço nominal de 117% evidencia o fortalecimento do agronegócio paranaense, resultado da expansão da produção agrícola, do desempenho da pecuária, da valorização de diversas cadeias produtivas e da recuperação das condições climáticas nas últimas safras.

O Valor Bruto da Produção é um dos principais indicadores econômicos do setor agropecuário, reunindo aproximadamente 350 produtos, entre grãos, carnes, leite, frutas, hortaliças, produtos florestais, flores e demais atividades desenvolvidas no campo.

Pecuária lidera crescimento e representa mais da metade do VBP

A pecuária permaneceu como a principal responsável pelo crescimento da agropecuária paranaense. Em 2025, o segmento respondeu por 53% de todo o Valor Bruto da Produção estadual, alcançando faturamento de R$ 111,7 bilhões, frente aos R$ 48,7 bilhões registrados em 2019.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas cadeias de frango de corte, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte e recria para engorda, beneficiadas tanto pelo aumento da produção quanto pela valorização dos produtos no mercado.

O frango de corte manteve-se entre as atividades econômicas mais importantes do Estado, movimentando R$ 35,5 bilhões e representando cerca de 17% do VBP estadual. Já a produção leiteira ultrapassou a marca de 4,7 bilhões de litros, enquanto a recria para engorda alcançou faturamento de R$ 7,1 bilhões.

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Agricultura registra forte expansão com soja e milho em destaque

A agricultura também apresentou desempenho expressivo no período analisado. O Valor Bruto da Produção agrícola passou de R$ 45 bilhões para R$ 91,2 bilhões entre 2019 e 2025, crescimento nominal de 103%.

A soja permaneceu como a principal atividade individual da agropecuária paranaense, gerando R$ 42,3 bilhões em faturamento. O milho também teve participação decisiva, com produção das duas safras somando aproximadamente 21 milhões de toneladas e movimentando R$ 19,1 bilhões.

Segundo o levantamento, a recuperação das condições climáticas na safra 2024/2025 favoreceu o aumento da produtividade nas principais culturas de verão e inverno, contribuindo diretamente para a elevação da renda dos produtores rurais.

Setor florestal amplia participação na economia estadual

O segmento florestal também apresentou evolução consistente ao longo dos últimos anos. O faturamento passou de R$ 4,4 bilhões em 2019 para R$ 9,7 bilhões em 2025, crescimento de 121%.

As atividades ligadas à produção de madeira, papel, celulose e demais produtos florestais passaram a representar aproximadamente 5% do Valor Bruto da Produção agropecuária do Paraná, reforçando a diversificação da economia rural do Estado.

Desempenho do campo impulsiona PIB e fortalece exportações

O crescimento do agronegócio teve impacto direto sobre a economia paranaense. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado avançou 2,8% em 2025, superando o crescimento de 2,3% registrado pela economia brasileira.

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No setor primário, a expansão foi ainda mais expressiva, chegando a 13,1%, acima da média nacional da agropecuária, que ficou em 11,7%.

O desempenho foi sustentado pela recuperação da produção agrícola e pelos recordes registrados nas cadeias de proteínas animais, como frangos, suínos, peixes, leite e ovos.

O fortalecimento do setor também refletiu na logística e no comércio exterior. Em 2025, os portos do Paraná movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas, o maior volume da história e um crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estiveram soja, milho, açúcar, óleos vegetais, madeira e outros itens do agronegócio.

Indicador mede a força econômica do campo

O Valor Bruto da Produção Agropecuária é calculado anualmente pelos técnicos do Deral a partir do levantamento dos preços recebidos pelos produtores e dos volumes produzidos em todos os municípios paranaenses.

Os dados divulgados para 2025 ainda são preliminares e permanecerão abertos para eventuais contestações por parte dos municípios durante o prazo legal. Após a análise dos recursos, o Deral publicará os números definitivos do indicador, que serve como uma das principais referências para avaliar o desempenho econômico da agropecuária paranaense.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, o crescimento do VBP demonstra a capacidade de adaptação e a competitividade do agronegócio paranaense. Segundo ele, os resultados refletem o trabalho dos produtores rurais, das cooperativas, das entidades do setor e das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção no Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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