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Produção de Milho Verão 2025/26 Deve Alcançar 25,5 Milhões de Toneladas no Centro-Sul, Aponta Safras & Mercado

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Produção do Milho Verão Deve Superar 25,5 Milhões de Toneladas no Centro-Sul

A produção de milho da safra de verão 2025/26 no Centro-Sul do Brasil deve atingir 25,530 milhões de toneladas, segundo nova projeção divulgada pela Safras & Mercado. O volume representa um leve avanço em relação ao levantamento anterior, de dezembro, que estimava 25,367 milhões de toneladas. O resultado também supera a produção da safra 2024/25, que totalizou 24,727 milhões de toneladas.

A área cultivada com milho na região deve permanecer em 3,608 milhões de hectares, um aumento de 3,1% em relação aos 3,498 milhões de hectares registrados na temporada passada.

Produtividade Fica Estável, Mas Com Leve Ajuste Negativo

De acordo com o analista Paulo Molinari, da Safras & Mercado, a produtividade média esperada para a safra de verão é de 7.075 quilos por hectare, ligeiramente abaixo dos 7.030 quilos/ha da estimativa anterior e próxima dos 7.068 quilos/ha alcançados em 2024/25.

Molinari explica que o cenário climático ainda será determinante para o resultado final da safra, mas, até o momento, os dados indicam estabilidade nos rendimentos em boa parte das lavouras.

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Safrinha 2026 Deve Ter Área Recorde, Mas Produção Menor

Para a safrinha 2026, a área plantada está estimada em 15,674 milhões de hectares, praticamente estável frente à projeção de dezembro (15,670 milhões) e acima da registrada em 2025 (15,406 milhões).

A produtividade média da segunda safra, no entanto, deve cair para 6.417 quilos por hectare, ante os 6.496 quilos/ha previstos anteriormente e os 6.543 quilos/ha obtidos na safra passada.

Com isso, a produção total da safrinha 2026 é projetada em 100,585 milhões de toneladas, volume inferior às 101,790 milhões de toneladas estimadas anteriormente e ligeiramente abaixo das 100,807 milhões de toneladas colhidas em 2025.

Norte e Nordeste Avançam em Área, Mas Com Produção Moderada

Nas regiões Norte e Nordeste, a área cultivada com milho deverá crescer 7,1% na safra 2025/26, alcançando 2,545 milhões de hectares. O número fica ligeiramente abaixo da projeção anterior (2,568 milhões), mas acima dos 2,377 milhões de hectares da safra 2024/25.

A produtividade média esperada é de 6.124 quilos por hectare, superando os 6.106 quilos/ha da temporada passada. Assim, a produção regional deve alcançar 15,590 milhões de toneladas, número inferior à previsão de dezembro (15,718 milhões), mas superior às 14,520 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

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Produção Nacional de Milho Deve Superar 141 Milhões de Toneladas

Somando todas as regiões e safras, a área total de milho no Brasil deve alcançar 21,828 milhões de hectares em 2025/26 — praticamente estável em relação ao levantamento anterior e 2,6% acima da área de 2024/25.

A produtividade média nacional está projetada em 6.492 quilos por hectare, levemente abaixo dos 6.532 quilos/ha registrados em 2024/25.

Nesse cenário, a produção total de milho no país deve chegar a 141,706 milhões de toneladas em 2025/26 — um volume inferior às 142,875 milhões de toneladas estimadas em dezembro, mas superior às 140,054 milhões de toneladas obtidas na temporada anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

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O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

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O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

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Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

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