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Idosos do CCI Padre Firmo recebem orientações para o mercado de trabalho na 3ª idade

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Das 8h às 11h desta quarta-feira (4), o Centro de Convivência do Idoso (CCI) Padre Firmo, no bairro Porto, recebeu mais uma edição do programa Acessuas Trabalho, direcionado exclusivamente ao público da terceira idade. A iniciativa oferece oficinas com orientações sobre mercado de trabalho, empreendedorismo e planejamento pessoal, com foco na valorização, na geração de renda e no fortalecimento da autonomia dos idosos.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destaca que a proposta vai além da qualificação técnica. “A oficina de hoje no CCI Padre Firmo mostra que a capacitação profissional é, acima de tudo, uma ferramenta de resgate da autoestima. No Acessuas Trabalho, buscamos despertar talentos e criar perspectivas reais de geração de renda para quem mais precisa. Mais do que ensinar uma função, queremos oferecer autonomia. É assim que construímos uma assistência social mais humana e eficiente: transformando o aprendizado em uma ponte para uma vida mais digna”, afirma.

Oficinas adaptadas à realidade dos idosos

Especialista em desenvolvimento social e técnica do programa neste ano, Dianyffer Soares Costa explica que esta é a segunda edição do Acessuas Trabalho realizada no CCI Padre Firmo. Ao longo de março, as oficinas serão levadas aos quatro Centros de Convivência do Idoso (CCIs) do município.

O conteúdo é adaptado ao perfil do público. Diferentemente das ações voltadas a jovens e adultos de 14 a 64 anos, que incluem elaboração de currículo, postura profissional e simulação de entrevistas, com os idosos o foco está no fortalecimento de pequenos negócios, no empreendedorismo e na organização das atividades que muitos já desenvolvem de forma informal. “Muitos já são aposentados e não desejam retornar ao emprego formal com carteira assinada. Por isso, trabalhamos o fortalecimento das atividades que eles já realizam, como venda de pães, roupas e doces. Temos parceria com o Sebrae, que envia palestrantes para orientar sobre precificação, exposição de produtos e profissionalização”, detalha.

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O Acessuas Trabalho não realiza encaminhamento direto para emprego. O programa oferece orientação, mapeamento de oportunidades e divulgação de vagas e cursos por meio de grupos informativos. “O interesse e a inscrição partem do próprio usuário. Nosso papel é orientar, estimular e abrir caminhos”, explica Dianyffer.

Meta de atendimento e etapa posterior

No ano passado, o projeto atendeu 95 idosos distribuídos em quatro CCIs. Cada grupo tem limitação técnica de até 25 participantes, a fim de garantir qualidade nas orientações, número que chegou a ser levemente ultrapassado devido à grande procura.

Para este ano, a meta é alcançar 100 idosos atendidos pelo Acessuas Trabalho nos quatro Centros de Convivência do Idoso.

Como etapa posterior ao treinamento, será realizada a 2ª Feira do Idoso Empreendedor, prevista para novembro, na Praça Alencastro. A participação na feira é opcional e destinada aos idosos que passaram pela capacitação do Acessuas Trabalho e desejarem colocar em prática os conhecimentos adquiridos.

Na edição anterior, realizada em outubro, 33 idosos que participaram das oficinas optaram por expor seus produtos e serviços, formalizando iniciativas e ampliando a visibilidade de seus pequenos negócios.

Neste ano, além dos CCIs, o programa também será levado ao CRAS Novo Esperança, nos dias 11 e 12 deste mês, ampliando o alcance das ações.

Valorização e convivência

Para a gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda, a oficina representa mais do que qualificação profissional. Mesmo quando não há interesse em um emprego formal, a iniciativa contribui para que os idosos se sintam valorizados, fortaleçam vínculos e combatam o isolamento social. “O aprendizado e a interação elevam a autoestima. O idoso percebe que ainda tem muito a aprender e a ensinar, reafirmando sua importância na sociedade”, ressalta.

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Histórias que inspiram

Entre os participantes estava Geni Oliveira Siqueira, professora aposentada que frequenta o CCI desde o período da pandemia. Ela vê na oficina uma oportunidade de renovação. “Está sendo maravilhoso. Gosto de participar de tudo: hidroginástica, musculação, ginástica no solo e até do baile com músicas da nossa época. O curso vem para somar”, conta.

Geni já empreendeu no passado, produzindo doces natalinos e cestas decoradas. “Recebia muitas encomendas. Hoje não trabalho mais com isso, mas o curso é uma reciclagem. Pretendo participar da feira”, afirma.

Maria Cleide da Costa, frequentadora do CCI há três anos, também avalia a experiência de forma positiva. Para ela, as atividades do centro são fundamentais para a saúde física e mental. “Estou achando a oficina maravilhosa e muito proveitosa. Com certeza estarei na feira”, diz.

Assistência que transforma

Ao reunir capacitação, convivência e estímulo ao empreendedorismo, o Acessuas Trabalho reforça o papel da política pública de assistência social como instrumento de inclusão produtiva e valorização da pessoa idosa. Mais do que preparar para o mercado, o programa reconhece trajetórias, estimula talentos e amplia possibilidades, respeitando o tempo, a experiência e os projetos de cada participante.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de cana 2026/27 deve crescer 5,3% e amplia pressão por eficiência no campo e nas usinas

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Safra brasileira de cana avança e deve atingir segunda maior produção da história

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começou sob expectativa de forte recuperação produtiva e maior demanda por eficiência agrícola e industrial. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 709,1 milhões de toneladas da cultura, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior.

O volume coloca a temporada como a segunda maior da série histórica do setor sucroenergético nacional.

A expansão também aparece na área destinada à colheita, que deve alcançar 9,1 milhões de hectares, avanço de 1,9% frente à safra passada.

Sudeste lidera recuperação da produtividade dos canaviais

Principal região produtora do país, o Sudeste deve responder por 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 6,8% na comparação anual.

A área colhida na região deve crescer 2,1%, totalizando 5,7 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 80,8 toneladas por hectare, avanço de 4,6% em relação ao ciclo anterior.

O desempenho é atribuído principalmente à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos registrados nas últimas safras.

Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à irregularidade das chuvas, ondas de calor e estresses hídricos localizados, fatores que seguem influenciando diretamente o potencial produtivo da cultura.

Produção de etanol ganha força e usinas ajustam mix

Apesar da ampla oferta de matéria-prima, o açúcar não deve liderar o crescimento do setor em 2026/27.

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A produção brasileira do adoçante está estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol aparece como principal vetor de expansão da cadeia sucroenergética.

A expectativa é de produção de 40,69 bilhões de litros de biocombustível, crescimento de 8,5% frente à safra anterior.

O cenário reflete mudanças estratégicas no mix das usinas, impulsionadas pela competitividade do etanol, aumento da demanda energética e busca por maior rentabilidade industrial.

Manejo eficiente será decisivo para proteger produtividade e ATR

Com a safra já em andamento no Centro-Sul do país, produtores e usinas intensificam o monitoramento das lavouras para preservar produtividade, longevidade dos canaviais e qualidade tecnológica da matéria-prima.

O período atual é considerado decisivo para a formação dos colmos e definição do potencial de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador-chave para a rentabilidade da indústria.

As áreas apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo brotação, perfilhamento, crescimento vegetativo e alongamento de colmos.

Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo aliado à presença de palhada, altas temperaturas e instabilidade climática aumenta a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas.

Cigarrinha e bicudo seguem entre os maiores desafios fitossanitários

Entre os principais riscos para os canaviais brasileiros está a cigarrinha-das-raízes, considerada uma das pragas mais agressivas da cultura.

Além de reduzir produtividade, a infestação compromete o vigor fisiológico da planta e prejudica a qualidade industrial da matéria-prima.

Outro ponto de atenção é o bicudo-da-cana-de-açúcar, que afeta o sistema radicular e reduz o desempenho produtivo ao longo dos ciclos.

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No manejo de plantas daninhas, espécies como capim-colonião, braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona continuam exigindo controle rigoroso para evitar perdas expressivas de produtividade.

Maturação da cana ganha importância estratégica na safra

A maturação dos canaviais será outro fator decisivo para o desempenho econômico da safra 2026/27.

No Centro-Sul, o processo ocorre naturalmente entre outono e inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose nos colmos.

Porém, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade da maturação, especialmente no início da safra.

Diante disso, o uso estratégico de tecnologias e práticas de manejo voltadas à antecipação da maturação ganha relevância para elevar o ATR e aumentar a eficiência industrial.

Segundo especialistas do setor, em condições favoráveis, os ganhos de produtividade e qualidade podem superar 8%.

Eficiência operacional será prioridade do setor sucroenergético

O cenário da safra 2026/27 reforça uma tendência clara no setor sucroenergético brasileiro: produtividade isolada já não é suficiente.

Com margens mais seletivas, oscilações climáticas e maior competitividade global, o foco do produtor e das usinas passa a ser eficiência operacional, previsibilidade e maximização do retorno econômico.

Nesse contexto, o manejo integrado, o monitoramento constante das lavouras e o uso racional de tecnologias devem ganhar protagonismo ao longo da temporada, garantindo maior estabilidade produtiva e melhor aproveitamento industrial da cana-de-açúcar brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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