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Estoques de suco de laranja do Brasil sobem 75% com queda da demanda após preços altos

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Os estoques globais de suco de laranja do Brasil registraram alta de 75,4% em 2025 em relação a 2024, atingindo 616.460 toneladas, o maior nível desde 2021. A elevação se deve a uma queda na demanda, motivada por preços elevados no ciclo anterior, e à recuperação da produção, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira pela associação de exportadores CitrusBR, que representa empresas como Citrosuco, Cutrale e Louis Dreyfus Company.

Produção em recuperação após safra histórica menor

Em 2024/25, a principal região produtora do Brasil registrou a segunda menor safra em 37 anos, pressionando os preços a níveis recordes de mais de US$ 5 por libra-peso na bolsa de Nova York. Já na safra 2025/26, cuja colheita está praticamente finalizada, a produção de laranja aumentou mais de 25% em relação ao ciclo anterior, contribuindo para o acúmulo de estoques.

Demanda internacional ainda não se recupera

Apesar da maior oferta, a demanda por suco brasileiro ainda não acompanhou o ritmo, sobretudo na Europa, tradicionalmente o maior mercado consumidor. Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, as exportações para o continente europeu recuaram 13% até janeiro de 2026, refletindo o impacto dos preços elevados praticados em 2024.

“São dois fatores que explicam o aumento dos estoques: a alta da produção e a queda da demanda. Neste momento, a redução do consumo tem maior influência, principalmente na Europa”, afirmou Netto à Reuters.

O executivo ainda explicou que, embora os preços internacionais tenham recuperado certa estabilidade, em torno de US$ 1,8/libra-peso, a retomada da procura será gradual, dependente de ajustes em contratos, estoques e dinâmica de distribuição global.

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Estoques auditados e consolidados

O levantamento da CitrusBR foi realizado por meio de auditorias independentes em cada associada, com posterior consolidação por auditoria externa, garantindo confiabilidade aos números. Todos os volumes são convertidos em suco de laranja congelado e concentrado (66° Brix), padrão utilizado no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acamamento no arroz: como evitar perdas e aumentar a produtividade com manejo correto na lavoura

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O acamamento do arroz, caracterizado pelo tombamento parcial ou total das plantas, segue entre os principais fatores de perda de produtividade na cultura. Além de reduzir o rendimento por área, o problema também afeta a qualidade dos grãos e dificulta a colheita mecanizada, elevando custos operacionais.

De acordo com especialistas, a prevenção depende de um conjunto de práticas de manejo que vão desde a escolha da cultivar até o controle de irrigação, adubação e densidade de plantas ao longo do ciclo produtivo.

Acamamento no arroz ocorre com mais frequência no enchimento de grãos

O problema é mais comum durante a fase de enchimento dos grãos, quando as panículas estão mais pesadas. Nesse estágio, a combinação de fatores agrava o risco de tombamento, como:

  • ventos fortes;
  • chuvas intensas;
  • excesso de nitrogênio;
  • colmos frágeis;
  • solos encharcados.

Quando ocorre, o acamamento provoca perdas diretas de produtividade e aumenta o risco de deterioração dos grãos.

Impactos do acamamento vão além da produtividade

Além da redução no rendimento, o acamamento compromete toda a operação de colheita e pós-colheita. Entre os principais impactos estão:

  • aumento das perdas na colheita mecanizada;
  • maior consumo de combustível das máquinas;
  • elevação da umidade dos grãos colhidos;
  • redução da qualidade industrial;
  • maior incidência de doenças na base das plantas.

Esses fatores tornam o manejo preventivo ainda mais importante para garantir eficiência produtiva.

Escolha da cultivar é ponto de partida para evitar o problema

O planejamento da lavoura é considerado o primeiro passo no controle do acamamento. A escolha de cultivares de porte médio ou baixo, com colmos mais espessos e resistentes, reduz significativamente a suscetibilidade ao tombamento.

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A recomendação técnica também inclui atenção à resposta de cada cultivar à fertilização nitrogenada e à densidade de semeadura, especialmente em áreas de alta fertilidade.

Densidade de semeadura influencia resistência das plantas

A população de plantas é outro fator determinante. Semear acima do recomendado pode aumentar a competição por luz e nutrientes, favorecendo:

  • estiolamento das plantas;
  • colmos mais finos e frágeis;
  • maior risco de acamamento.

O uso de sementes de alto vigor é indicado para garantir estande uniforme, reduzindo a necessidade de adensamento excessivo.

Adubação nitrogenada exige equilíbrio para evitar crescimento excessivo

O manejo do nitrogênio é um dos pontos mais sensíveis no controle do acamamento. O excesso de aplicação, especialmente em cobertura tardia, estimula crescimento vegetativo exagerado, aumentando a altura das plantas e reduzindo sua resistência estrutural.

O equilíbrio entre nutrientes também é essencial, principalmente entre:

  • nitrogênio (N);
  • potássio (K);
  • silício (Si).

Esse balanço contribui diretamente para a firmeza dos colmos e a sustentação da planta.

Manejo da irrigação influencia diretamente a estabilidade da lavoura

No arroz irrigado, o controle da lâmina de água tem papel decisivo na prevenção do acamamento. Níveis excessivos e prolongados podem:

  • estimular alongamento da parte aérea;
  • enfraquecer o sistema radicular;
  • aumentar a vulnerabilidade ao tombamento.
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O ajuste da irrigação conforme o estágio fenológico da cultura ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e sustentação das plantas.

Reguladores de crescimento devem ser usados com critério técnico

O uso de reguladores de crescimento pode ser uma ferramenta complementar no manejo do arroz, contribuindo para plantas mais baixas e colmos mais curtos.

No entanto, o uso deve ser criterioso e sempre baseado em recomendação técnica, já que aplicações fora do momento adequado podem:

  • prejudicar o enchimento dos grãos;
  • reduzir o potencial produtivo;
  • gerar efeitos indesejados na lavoura.
Manejo integrado é essencial para reduzir riscos

O controle do acamamento não depende de uma única prática, mas da combinação de diferentes fatores de manejo. Entre eles:

  • controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças;
  • conservação da estrutura física do solo;
  • desenvolvimento adequado do sistema radicular;
  • monitoramento constante da lavoura.

O acompanhamento técnico ao longo do ciclo permite ajustes mais precisos e reduz riscos de perdas.

Conclusão

Segundo orientações técnicas, a redução do acamamento no arroz depende de uma estratégia integrada que envolve escolha adequada da cultivar, população equilibrada de plantas, adubação bem planejada, manejo correto da irrigação e monitoramento contínuo da lavoura.

O acompanhamento de um engenheiro agrônomo é fundamental para garantir decisões mais seguras, alinhadas às recomendações técnicas e ao potencial produtivo da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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