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Preço do boi gordo segue firme em São Paulo com mercado ajustado, apesar de negociações lentas

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O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade nas cotações em várias regiões do país, com operações realizadas em ritmo lento e oferta de animais ainda ajustada. Em São Paulo (SP), referência para o mercado pecuário, o preço da arroba permaneceu praticamente estável, refletindo a cautela de compradores e vendedores diante das atuais condições de mercado. Dados de cotações regionais indicam valores em torno de R$350,50 por arroba no estado paulista nesta quarta-feira (4), mantendo-se em patamares elevados no cenário nacional.

Mercado firme, mas com negociações lentas em SP

Na capital e nas principais praças paulistas, as negociações começaram sem grandes variações de preço. Embora a oferta de boiadas esteja relativamente enxuta, parte das indústrias frigoríficas ainda se mostra reticente em fechar negócios, aguardando melhores condições para definição de preços. Essa combinação tem mantido a cotação da arroba praticamente inalterada, com escalas de abate ajustadas para cerca de uma semana.

Situação por região: variações e estabilidade
  • Rio Grande do Sul: No Rio Grande do Sul, tradicional praça de referência do setor, o mercado permaneceu estável, com a cotação de referência sem alterações significativas em relação ao fechamento anterior.
  • Oeste do Maranhão: A situação foi diferente na região oeste do Maranhão, onde houve alta de R$5,00 por arroba em todas as categorias de bovinos terminados. Mesmo assim, a média de escala de abate continuou em torno de sete dias, semelhante ao restante do país.
  • Acre: No Acre, a cotação do boi gordo manteve-se estável. Em contrapartida, os preços da vaca e da novilha subiram R$5,00 por arroba, refletindo maior demanda por esses segmentos no mercado local.
  • Alagoas: Em Alagoas, o boi gordo registrou alta de R$2,00 por arroba, enquanto a vaca e a novilha tiveram elevação de R$5,00 por arroba. As escalas de abate também giravam em torno de uma semana, indicando ritmo de abate moderado.
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Tendência nos preços da arroba e condições de mercado

Apesar da estabilidade observada em muitas praças, indicadores de mercado mostram que a arroba do boi gordo tem flutuado em níveis elevados ao longo da semana, com médias próximas a R$350,00 e sinais de valorização em algumas regiões em função da oferta ajustada. Esses níveis refletem a tendência de preços firmes no curto prazo, apoiada pela demanda interna e pelos movimentos de exportação, que continuam influenciando as cotações no mercado físico.

A manutenção de escalas de abate em torno de uma semana sinaliza equilíbrio entre oferta e demanda, mas o comportamento futuro dependerá da dinâmica de negociações entre pecuaristas e frigoríficos, bem como das condições externas que podem afetar os preços da carne.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Volatilidade do diesel expõe custos ocultos na logística e pressiona gestão de frotas no Brasil

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A instabilidade no preço do petróleo no mercado internacional e seus reflexos diretos sobre o diesel têm ampliado a pressão sobre empresas de transporte e logística em todo o Brasil. Em um setor altamente dependente do combustível, qualquer variação impacta de forma imediata os custos operacionais e a competitividade das operações.

Diesel pode representar até um terço dos custos do transporte

O diesel é um dos principais componentes da estrutura de custos do transporte rodoviário, podendo responder por cerca de um terço das despesas totais de uma operação. Nesse contexto, oscilações de preço são um desafio constante para gestores logísticos.

No entanto, especialistas destacam que o impacto financeiro vai além da variação do mercado. Muitos operadores ainda enfrentam perdas internas relacionadas à falta de controle no abastecimento, o que amplia o efeito da alta dos preços.

Falhas de registro, abastecimentos fora do padrão, inconsistências de medição e desperdícios operacionais são exemplos de problemas que, apesar de muitas vezes não serem percebidos imediatamente, podem gerar prejuízos significativos ao longo do tempo.

Perdas operacionais podem ser maiores que o impacto do preço

Segundo o especialista em operações logísticas Nelson Margarido, diretor operacional da Korth, momentos de alta no diesel acabam evidenciando fragilidades já existentes nas empresas.

“Quando o diesel sobe, a atenção se volta naturalmente para o preço do combustível. Mas esse também é um momento estratégico para analisar se o consumo está alinhado à operação e se existem perdas que podem ser evitadas com mais controle e rastreabilidade”, afirma.

De acordo com ele, muitas dessas perdas não aparecem de forma clara nos indicadores financeiros tradicionais, o que dificulta a identificação de falhas e a adoção de medidas corretivas.

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Falta de controle manual amplia riscos na operação

Em operações que ainda utilizam processos manuais ou sistemas pouco integrados, pequenas divergências entre o volume abastecido e o consumo esperado podem se acumular ao longo do tempo.

Essa falta de visibilidade compromete a gestão eficiente da frota e dificulta a identificação de padrões de desperdício, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

Tecnologia ganha espaço na gestão de abastecimento

Diante desse cenário, cresce a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao monitoramento do consumo de combustível e à gestão do abastecimento.

A digitalização dos processos permite o registro e a validação das informações em tempo real, reduzindo erros operacionais e aumentando a confiabilidade dos dados utilizados na tomada de decisão.

Com maior rastreabilidade, empresas conseguem identificar desvios com mais precisão e atuar de forma preventiva na redução de desperdícios.

Combustível passa a ser indicador estratégico da operação

Para especialistas do setor, o combustível deixa de ser apenas uma despesa operacional e passa a ser um indicador estratégico da eficiência da frota.

“O preço do diesel é uma variável externa. Já o controle do abastecimento é um processo interno que pode ser monitorado e aprimorado continuamente. Quanto maior a visibilidade sobre os dados, maior a capacidade de reduzir perdas e aumentar a eficiência”, destaca Margarido.

Eficiência operacional será diferencial competitivo

Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, a eficiência operacional tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos no setor de transporte e logística.

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Empresas que investem em controle, rastreabilidade e análise de dados conseguem transformar informações operacionais em inteligência estratégica, ganhando mais previsibilidade e resistência às oscilações do mercado de combustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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