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Manutenção de cercas elétricas é essencial durante o período chuvoso para garantir segurança do rebanho

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Chuvas intensas aumentam risco de falhas nas cercas

Entre novembro e março, o período mais chuvoso do ano em grande parte do país, exige atenção redobrada dos produtores rurais com a manutenção de cercas elétricas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os índices de precipitação ultrapassaram 150 mm em diversas regiões do Centro-Oeste em janeiro — principal polo agropecuário do Brasil.

Com o solo encharcado e a alta umidade, falhas no sistema elétrico tornam-se mais frequentes, comprometendo o manejo e colocando em risco a segurança do rebanho.

“A falta de manutenção periódica compromete não só a eficiência do manejo, mas também a segurança do rebanho e da propriedade como um todo. A cerca elétrica depende de atenção constante, especialmente quando o clima impõe condições mais severas ao sistema”, alerta Vanessa Amorim, analista de mercado agro da Belgo Arames.

Manutenção preventiva evita prejuízos

A eficiência de uma cerca elétrica está diretamente ligada à continuidade da corrente elétrica e ao bom estado dos componentes. Problemas como fios frouxos, isoladores quebrados, aterramento incorreto, oxidação e vegetação em contato com os arames reduzem a voltagem e aumentam a resistência elétrica do sistema.

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Um sistema bem regulado reduz tentativas de fuga, diminui choques repetidos e exige menos intervenções da equipe, garantindo manejo mais eficiente e animais menos estressados.

“Recomendamos inspeções visuais e funcionais pelo menos uma vez por semana, além de verificações após chuvas intensas ou ventos fortes. Em sistemas mais intensivos, o ideal é o monitoramento contínuo da voltagem”, orienta Vanessa.

Boas práticas para manter a eficiência

A especialista destaca que ações simples podem fazer diferença significativa no desempenho das cercas:

  • Roçar a vegetação próxima aos arames;
  • Manter os fios sempre esticados;
  • Substituir isoladores danificados;
  • Garantir um bom sistema de aterramento;
  • Proteger o eletrificador contra umidade;
  • Utilizar materiais de alta qualidade e resistência.
Tecnologia e qualidade aumentam durabilidade

Vanessa Amorim ressalta que a Belgo Arames oferece produtos projetados para maior durabilidade e eficiência elétrica, mesmo sob condições climáticas adversas. Entre as soluções estão as linhas Eletrix e Eletrix Light, conhecidas pela alta condução elétrica e resistência à oxidação.

“A cerca elétrica só cumpre seu papel quando é tratada como um sistema completo. Manutenção preventiva, materiais de qualidade e planejamento adequado reduzem perdas, aumentam a vida útil da estrutura e garantem mais segurança e tranquilidade ao produtor”, conclui a analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

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Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

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Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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