AGRONEGÓCIO
Exportações fortalecem o cooperativismo e ajudam a equilibrar o mercado do arroz no Brasil
Publicado em
2 de março de 2026por
Da Redação
Exportação ganha protagonismo no equilíbrio do mercado de arroz
As cooperativas agrícolas brasileiras destacaram a crescente importância das exportações como instrumento essencial para sustentar os preços e equilibrar o mercado interno. O tema foi debatido durante o painel “Da Lavoura ao Mercado Global: Experiências Reais de Exportação”, realizado na quinta-feira (26), no encerramento da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão (RS).
O encontro foi mediado por Henrique Dornelles, presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz e ex-presidente da Federarroz, reunindo lideranças cooperativistas que compartilharam experiências práticas e resultados obtidos na comercialização externa da safra 2024/2025.
Exportação se consolida como ferramenta estratégica para o produtor
Para Ariosto de Macedo Pons Neto, presidente da CAUL (Cooperativa Agrícola Uruguaiana), a exportação se firmou como uma alternativa fundamental em momentos de excesso de oferta e pressão sobre os preços internos.
Segundo ele, o movimento iniciado em um cenário semelhante ao atual trouxe resultados expressivos.
“Percebemos que essa estratégia deu uma boa enxugada no mercado. Ao reduzir a oferta interna, conseguimos remunerar melhor o produtor”, destacou Pons Neto.
Mesmo a mais de 600 quilômetros do porto, Uruguaiana está entre os municípios gaúchos que mais exportam arroz, mostrando o potencial logístico das cooperativas no fortalecimento do comércio exterior.
Planejamento e cooperação ampliam presença internacional
O ex-presidente da Cooperativa Arrozeira Palmares, José Mathias Bins Martins, ressaltou que a exportação deixou de ser uma medida emergencial para se tornar parte da estratégia permanente de comercialização.
“Sempre que não for possível atingir as metas no mercado interno, a cooperativa buscará a exportação como alternativa viável”, afirmou.
Bins Martins destacou ainda que o excedente da última safra foi determinante para o aumento das vendas externas, tendência que deverá continuar conforme a evolução da colheita e a formação dos estoques.
Agilidade e união impulsionam oportunidades no mercado global
Encerrando o painel, Volzear Longaray Junior, presidente da COOPAC e diretor financeiro da Federarroz, destacou a importância da agilidade nas negociações internacionais.
“No momento em que você não aproveita a oportunidade, outro parceiro ocupa o espaço. Esse navio não volta”, alertou.
Segundo ele, a exportação de arroz em casca tem impacto direto sobre os preços internos.
“Quando o arroz sai, o preço sobe. Exportação de arroz em casca é na veia do preço”, afirmou, reforçando o papel do cooperativismo na organização dos produtores para acessar o mercado internacional.
Cooperativas fortalecem liquidez e sustentação de preços
Os participantes do painel apontaram que a atuação coordenada das cooperativas e a ampliação das exportações têm contribuído para reduzir excedentes, garantir liquidez e favorecer a formação de preços mais estáveis, mesmo diante de uma oferta elevada.
As experiências apresentadas reforçam a importância do planejamento coletivo e da diversificação de mercados como pilares para o fortalecimento da cadeia do arroz no país.
Sobre o evento
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas teve como tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”.
O evento foi promovido pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e contou com patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Granizo ameaça cafezais em Minas Gerais: especialistas orientam produtores sobre recuperação e prevenção de perdas
Published
6 minutos agoon
26 de junho de 2026By
Da Redação
As recentes chuvas acompanhadas de granizo em diversas regiões de Minas Gerais acenderam um sinal de alerta para os produtores de café. O fenômeno climático provocou danos significativos em áreas produtoras, causando desfolhamento, quebra de ramos, lesões nos frutos e comprometimento do potencial produtivo das lavouras.
Os impactos ocorrem em um momento estratégico para a cafeicultura, justamente durante a fase de recuperação das plantas após a colheita, etapa fundamental para a formação da próxima safra.
Sul de Minas e Zona da Mata concentram maior risco de granizo
De acordo com informações meteorológicas, as regiões do Sul de Minas e da Zona da Mata apresentam maior incidência desse tipo de ocorrência devido às características do relevo, que favorecem a formação de tempestades severas.
Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Lizando Gemiacki, o comportamento climático registrado neste período foge do padrão esperado para a estação seca.
“Estamos vivendo uma condição atípica para esta época do ano. Ainda existe possibilidade de chuvas acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo em municípios do Sul de Minas e da Zona da Mata nos próximos dias”, explica.
Recuperação dos cafezais exige diagnóstico técnico antes de qualquer intervenção
Diante dos prejuízos causados pelo granizo, especialistas recomendam que os produtores evitem ações imediatas sem uma avaliação técnica detalhada dos danos.
Orientações do Conselho Nacional do Café (CNC) indicam que o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo da lavoura para definir as estratégias de recuperação mais adequadas.
Nas áreas com danos leves, caracterizados por perda parcial de folhas e pequenos ferimentos nos ramos, a recomendação é manter os tratos culturais normalmente, reforçando a adubação, a nutrição das plantas e o monitoramento fitossanitário.
Já nos cafezais que sofreram danos severos, com quebra significativa de ramos produtivos e comprometimento estrutural das plantas, pode ser necessária a realização de podas seletivas para estimular a brotação e recuperar o potencial produtivo.
Ferimentos aumentam risco de doenças nas lavouras
Outro fator que exige atenção dos cafeicultores é o aumento da vulnerabilidade das plantas a doenças.
Os ferimentos provocados pelo impacto das pedras de gelo facilitam a entrada de fungos e bactérias, elevando o risco de infecções que podem comprometer ainda mais a produtividade da lavoura.
Por isso, técnicos recomendam monitoramento constante e adoção rápida de medidas fitossanitárias sempre que houver identificação de focos de doenças.
El Niño pode aumentar desafios para a cafeicultura brasileira
Além dos prejuízos imediatos provocados pelo granizo, o setor cafeeiro acompanha com atenção a evolução das condições climáticas para o segundo semestre de 2026.
A intensificação do fenômeno El Niño poderá alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do país, trazendo riscos adicionais para a produção agrícola.
No caso da cafeicultura mineira, períodos prolongados de calor e déficit hídrico podem afetar etapas decisivas do ciclo produtivo, como a floração, o desenvolvimento dos frutos e o enchimento dos grãos, com reflexos diretos sobre produtividade e qualidade da bebida.
Planejamento e conservação da água ganham importância nas propriedades rurais
Diante do cenário de maior instabilidade climática, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) orienta os produtores a intensificarem o planejamento da próxima safra.
Entre as principais recomendações estão:
- Uso de cobertura vegetal para conservação da umidade do solo;
- Adoção de práticas de plantio conservacionistas;
- Escolha de cultivares mais tolerantes ao estresse hídrico;
- Planejamento eficiente da irrigação;
- Investimentos em gestão sustentável dos recursos hídricos.
Segundo o superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira, a assistência técnica será fundamental para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a produção rural.
“Diante das perspectivas relacionadas ao El Niño, nosso trabalho é orientar agricultores e pecuaristas sobre estratégias capazes de minimizar os efeitos do fenômeno climático e preservar a sustentabilidade das atividades agropecuárias”, afirma.
Cafeicultura precisa investir em resiliência climática
Especialistas destacam que a frequência crescente de eventos extremos exige uma mudança de postura no campo, com foco não apenas na recuperação dos danos, mas também na prevenção.
Programas de irrigação sustentável, revitalização de bacias hidrográficas, certificações de boas práticas agrícolas e ferramentas de planejamento territorial estão entre as iniciativas que podem fortalecer a resiliência das propriedades rurais.
Para a cafeicultura mineira, líder nacional na produção de café, a combinação entre assistência técnica, manejo adequado e planejamento climático será cada vez mais decisiva para garantir produtividade, qualidade e competitividade diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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