Debaixo de uma mangueira, no quintal de casa, começou uma história que atravessa gerações e hoje adoça boa parte da Baixada Cuiabana. Há mais de 60 anos, em Nossa Senhora do Livramento, seu Ciro Ernesto de Moraes e a família transformaram o trabalho na roça em tradição. Nasciam ali os Doces Campo Alegre, marca que ganhou o paladar da população e ultrapassou as divisas do município, já que as pessoas que visitam a região levam os produtos para outras regiões de Mato Grosso e do país.
A propriedade simples, cercada de canaviais, guarda a essência da agricultura familiar. Mas o que começou de forma artesanal, hoje é resultado de dedicação, investimento e apoio técnico.
“O começo da gente foi embaixo de uma mangueira. Aí, no decorrer dos anos, fomos aperfeiçoando e investindo. Hoje temos o apoio do município, da Seaf, da Empaer, que sempre nos apoiou muito. Todos estão empenhados junto com a gente. Agora nós queremos conquistar o selo. Já temos o Selo de Inspeção Municipal, mas queremos avançar mais e alcançar outras regiões”, contou seu Ciro.
Durante visita técnica à propriedade, o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, Suelme Fernandes, e a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, e os técnicos extensionistas de Livramento e Santo Antônio de Leverger, conheceram de perto a estrutura onde são produzidas as tradicionais rapaduras de cana-de-açúcar. O casal de gestores ouviu relatos de quem viu a produção evoluir da moagem rudimentar à modernização dos equipamentos.
Hoje, são cerca de 7,5 toneladas de cana-de-açúcar esmagadas por mês. A matéria-prima vira rapadura de diferentes sabores, da tradicional à de bocaiuva, passando pela de café, agregando valor à produção e conquistando novos consumidores.
Cerca de 15 pessoas trabalham na agroindústria familiar. Mesmo assim, a falta de mão de obra é um desafio constante.
“Aqui não tem dia nem hora. A gente atende à noite, passa gente o dia todo na estrada. O que tiver, a gente vende. Eu tenho orgulho de, junto com minha família, fazer parte da agricultura familiar”, afirmou.
O salto na qualidade da produção veio com a orientação técnica da Empaer. Cursos voltados para derivados da cana mudaram a realidade da propriedade.
“A nossa produção começou com o apoio da Empaer, onde fizemos curso para produção de derivados de cana. A partir de então melhoramos muito. A gente desperdiçava muita cana, muito caldo, mas depois desse curso passamos a aproveitar mais. O apoio do Governo do Estado ajuda a gente a crescer. Sem apoio, não vai. Isso é fundamental”, reforçou seu Ciro.
Agora, a família mira um novo passo: conquistar o Selo de Inspeção da Agricultura de Pequeno Porte (Siapp), certificação que permitirá ampliar mercados e levar o sabor da rapadura livramentense ainda mais longe.
“Essa visita foi muito importante, porque estamos em busca do Selo, e tenho certeza que com ele vamos produzir e vender muito mais”, destacou seo Ciro.
Segundo a coordenadoria responsável pelo Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte (Siapp), o Estado conta atualmente com 40 agroindústrias de pequeno porte formalizadas e em operação, inseridas no sistema de inspeção sanitária.
Com foco na desburocratização e no fortalecimento do ambiente de negócios em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) apresentou ao Sebrae-MT uma proposta de parceria para ampliar a regularização de empresas de baixo risco. A iniciativa foi discutida em reunião realizada no Quartel do Comando-Geral, em Cuiabá, na tarde desta sexta-feira (19.6).
A iniciativa faz parte do Programa Empresa Segura MT, desenvolvido pelo CBMMT para ampliar o alcance das orientações sobre segurança contra incêndio e pânico e facilitar o acesso dos empreendedores ao processo de regularização junto à corporação.
Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a proposta busca unir esforços para ampliar o acesso dos empreendedores às informações sobre regularização e fortalecer a segurança das empresas em Mato Grosso.
“O nosso objetivo é aproximar ainda mais o Corpo de Bombeiros dos empreendedores mato-grossenses. Muitas vezes, a falta de informação acaba sendo um obstáculo para a regularização, mesmo quando o processo é simples, digital e de baixo custo. Com essa iniciativa, queremos ampliar o acesso às orientações, facilitar a regularização das empresas e, consequentemente, aumentar a segurança das edificações e da população. Quando promovemos a prevenção, ganham os empresários, ganham os municípios e ganha toda a sociedade”, destacou.
Durante o encontro, representantes das duas instituições discutiram formas de cooperação para levar informações sobre regularização empresarial a um número maior de municípios. Entre as ações previstas estão a capacitação de agentes do Sebrae para orientar empreendedores, a produção de materiais educativos e a realização de campanhas informativas.
A proposta também prevê a utilização da rede de atendimento do Sebrae como apoio na disseminação de informações sobre o licenciamento simplificado, modelo voltado às atividades classificadas como de baixo risco. A medida busca facilitar o acesso dos empresários às orientações necessárias para a regularização de seus estabelecimentos.
Para o gerente de Desenvolvimento Territorial do Sebrae-MT, Sandro Rossi, a proposta apresentada pelo CBMMT está alinhada ao trabalho desenvolvido pela instituição junto aos pequenos negócios e pode contribuir para ampliar o acesso dos empreendedores às informações sobre regularização.
“A orientação aos empreendedores faz parte da missão do Sebrae. Temos uma rede de atendimento presente em praticamente todo o Estado e entendemos que a informação é fundamental para que o empresário consiga tomar decisões e cumprir suas obrigações com mais segurança”, afirmou.
Além de contribuir para a segurança das edificações, a iniciativa pretende incentivar a conformidade das atividades empresariais e fortalecer o ambiente de negócios no Estado.
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