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Corinthians arranca empate no Mineirão e complica a vida do Cruzeiro de Tite

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Em uma noite de contrastes no Mineirão, o Corinthians mostrou que sua força coletiva vai além dos titulares. Mesmo com uma equipe completamente alternativa, o Timão conseguiu segurar o ímpeto inicial do Cruzeiro e arrancou um empate por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado, que à primeira vista pode parecer apenas mais um ponto na tabela, tem gostos completamente opostos para as duas equipes.

Enquanto o Corinthians celebra a resiliência e sobe duas posições, alcançando o terceiro lugar com sete pontos, o Cruzeiro afunda ainda mais na crise. A equipe celeste estaciona nos dois pontos, permanece na zona de rebaixamento (18ª posição) e vê a temperatura do técnico Tite subir perigosamente nos termômetros da torcida.

O jogo

O primeiro tempo foi um retrato fiel da situação dos dois times no campeonato: um Cruzeiro desesperado para vencer e um Corinthians pragmático, esperando seu momento. Aos oito minutos, a Raposa traduziu seu domínio em gol. Após roubada de bola de Christian pelo lado direito, Matheus Pereira recebeu na entrada da área, tabelou com Kaio Jorge e soltou um chute colocado, sem chances para Hugo Souza.

O Timão, que entrou em campo com uma formação repleta de reservas, sentiu o golpe e pouco produziu. Aos 13 minutos, quase veio o segundo. Matheus Pereira, novamente ele, serviu Lucas Romero, que arriscou de fora da área. Hugo Souza se esticou e evitou o que poderia ser o golpe final no primeiro tempo. Aos 39, a Raposa até balançou as redes novamente com Kaio Jorge, mas o VAR corretamente anulou a jogada por impedimento. O intervalo chegou com o placar mínimo e a sensação de que o Corinthians havia escapado de uma goleada.

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Mudanças, expulsão e o castigo final

O técnico Dorival Júnior mexeu na equipe para a segunda etapa, e o Corinthians respondeu com mais presença ofensiva. Mas o controle do jogo ainda pertencia ao Cruzeiro. Aos 12 minutos, Matheus Pereira, o maestro da noite, acertou um belo chute de fora da área que explodiu no travessão de Hugo Souza. Era o aviso que o placar poderia se ampliar a qualquer momento.

A virada do jogo, no entanto, não veio dos pés de um craque, mas de um cartão vermelho. Aos 30 minutos, o volante William cometeu falta dura em André, impedindo um contra-ataque claro, e recebeu o segundo amarelo. Com um homem a mais em campo, o Corinthians sentiu o sangue no olho.

E a punição veio aos 36 minutos. Garro cobrou escanteio preciso na cabeça do zagueiro João Pedro Tchoca, que subiu livre e testou firme no canto de Cássio, empatando a partida e calando parte do Mineirão. O ímpeto celeste se transformou em desespero, e o Timão segurou o resultado até o apito final.

Missões estaduais no horizonte

Agora, as atenções se voltam para os campeonatos estaduais. O Cruzeiro, ainda abalado, terá pela frente o clássico contra o Pouso Alegra no sábado (28), às 18h30, no Mineirão, pela semifinal do Mineiro. Uma vitória é obrigatória para aliviar a pressão e ganhar fôlego.

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Do outro lado, o Corinthians, embalado pelo empate heroico, viaja para Novo Horizonte, onde enfrenta o Novorizontino no sábado (28), às 20h30, no estádio Jorge Ismael de Biasi, pela semifinal do Paulistão. A confiança do elenco reserva certamente será um trunfo para o técnico Dorival Júnior.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 1 x 1 CORINTHIANS 

Competição: Campeonato Brasileiro (4ª rodada)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 25 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário: às 20h (de Brasília)
Cartões Amarelos: William e Lucas Romero (Cruzeiro); Dorival, André Ramalho, Angileri e Carrillo (Corinthians)
Cartões vermelhos: William (Cruzeiro); Dorival (Corinthians)

Arbitragem

  • Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)
  • Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Douglas Pagung (ES)
  • VAR: Daniel Nobre Bins (RS)

Gols:

  •  Matheus Pereira, aos 8′ do 1ºT (Cruzeiro)
  •  João Pedro Tchoca, aos 36′ do 2ºT (Corinthians)

 Cruzeiro

Cássio; William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki Bruno; Lucas Romero (Matheus Henrique), Lucas Silva, Christian (Arroyo), Gerson (Fagner) e Matheus Pereira; Kaio Jorge (Bruno Rodrigues).
Técnico: Tite

 Corinthians

Hugo Souza; Pedro Milans, João Pedro Tchoca, André Ramalho e Angileri; Raniele (André), Charles (Allan), Carrillo e Breno Bidon (Dieguinho); Vitinho (Rodrigo Garro) e Pedro Raul (Memphis Depay).
Técnico: Dorival Júnior


Fonte: Esportes

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Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

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O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

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Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

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Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni

Fonte: Esportes

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