Saúde

Ministério da Saúde abre inscrições para curso semipresencial de auriculoterapia

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O Ministério da Saúde está com inscrições abertas para a edição 2026 do Curso Auriculoterapia para Profissionais de Saúde da Atenção Básica, formação semipresencial voltada a profissionais de nível superior que atuam na atenção primária. A iniciativa é realizada em convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integra as ações de fortalecimento das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o gestor do Núcleo Técnico de Gestão da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, Daniel Amado, a auriculoterapia, hoje, é a PICS mais realizada no SUS, e a prática de maior capilaridade na Atenção Primária à Saúde (APS). “Este curso proporciona a qualificação de profissionais, fortalece a capacidade dos serviços e amplia o acesso da população a essa prática”, ressalta. 

As inscrições podem ser realizadas até 15 de março, por meio do site. Nesta edição, a programação busca atender às demandas regionais, promovendo maior equidade das ações formativas. A abertura de novos polos em diferentes regiões do país contribui para a expansão da oferta de auriculoterapia nos serviços da atenção primária. 

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Confira quais são os municípios com inscrições abertas:

  • Acre (AC): Cruzeiro do Sul e Rio Branco
  • Amazonas (AM): Manaus e Tefé
  • Amapá (AP): Macapá
  • Bahia (BA): Itaberaba e Juazeiro
  • Maranhão (MA): Imperatriz e São Luís
  • Pará (PA): Belém e Santarém
  • Rio de Janeiro (RJ): Nova Iguaçu
  • Rio Grande do Norte (RN): Natal
  • Sergipe (SE): Aracaju 

Avanços e resultados expressivos 

Entre 2024 e 2025, 11.921 profissionais de saúde foram formados por meio do curso, fortalecendo a sustentabilidade da oferta da auriculoterapia e qualificando o cuidado integral prestado à população. 

Dados do Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) destacam que, em 2024, foram registrados 932 mil procedimentos de Sessão de Auriculoterapia na APS, representando um crescimento de 36% em relação a 2023, quando foram contabilizados 683 mil procedimentos. Em 2025, a tendência de expansão se manteve, com 1,1 milhão de procedimentos registrados, um aumento de 20% em comparação ao ano anterior. 

Sobre as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde 

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A auriculoterapia é uma das 29 práticas integrativas ofertadas pelo SUS e consiste em uma técnica terapêutica baseada no estímulo de pontos energéticos localizados na orelha, onde o corpo humano é representado como um microssistema. Os estímulos podem ser realizados com agulhas, esferas metálicas ou plásticas e sementes de mostarda. 

As PICS são abordagens terapêuticas que buscam promover, prevenir e recuperar a saúde, valorizando a escuta acolhedora, a construção de vínculos terapêuticos e a conexão entre o ser humano, o meio ambiente e a sociedade. No SUS, essas práticas são institucionalizadas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e têm ampliado, de forma consistente, as possibilidades de cuidado. 

Thaís Ellen S. Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde investe mais de R$ 22,4 milhões no fortalecimento a saúde indígena em Mato Grosso do Sul

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Para ampliar a assistência à saúde indígena em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 22,4 milhões para a construção de uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) na Aldeia Água Branca, no município de Aquidauana, e para a ampliação da frota utilizada pelas equipes de saúde. O investimento contempla a entrega de 98 caminhonetes, sendo 64 disponibilizadas imediatamente e outras 34 nos próximos dias. O anúncio foi feito neste sábado (20), pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Do total de recursos, R$ 21,38 milhões serão destinados à locação de 98 veículos e à disponibilização de 185 motoristas. Outros R$ 1,05 milhão serão investidos na ampliação da UBSI da Aldeia Água Branca, beneficiando diretamente 706 indígenas. Além da ampliação da unidade de saúde, Aquidauana e os demais municípios atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) serão contemplados com o reforço da frota utilizada pelas equipes de saúde indígena, ampliando a capacidade de atendimento nos territórios.

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O contrato prevê a locação de veículos com motorista, manutenção, limpeza, seguro e franquia livre, garantindo melhores condições para o acesso das comunidades aos serviços de saúde. A iniciativa também contribuirá para agilizar o deslocamento das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), bem como a realização de vistorias em estruturas de saneamento e o transporte de insumos, medicamentos e equipamentos.

Para a secretária Lucinha, os investimentos são estratégicos e estão alinhados ao compromisso do Governo do Brasil com o fortalecimento da saúde indígena. “Esses investimentos reforçam o compromisso do governo com a ampliação do acesso à saúde, a qualificação da infraestrutura e o fortalecimento da atenção primária nos territórios indígenas. No DSEI Mato Grosso do Sul, as equipes dependem quase integralmente do transporte terrestre para percorrer os cerca de 250 mil quilômetros quadrados de área de atuação. Por isso, a disponibilidade de veículos adequados e em boas condições é fundamental para garantir a continuidade da assistência e evitar a descontinuidade do atendimento nas comunidades mais distantes”, completou.

O DSEI de Mato Grosso do Sul atende mais de 93 mil indígenas pertencentes a oito povos — Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié, Guató e Atikum — distribuídos em 30 municípios do estado. Atualmente, a rede é composta por 81 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 53 pontos de apoio e três Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai).

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Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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