Saúde
Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul
Publicado em
24 de fevereiro de 2026por
Da Redação
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu mais um dia de agenda oficial na Coreia do Sul com foco na busca por inovação e fortalecimento da produção de medicamentos biológicos no Brasil. Nesta terça-feira (24/2), ele visitou as empresas Samsung Bioepis e Samsung Biologics, referências globais em biotecnologia e fabricação de medicamentos biológicos.
Durante a agenda, o ministro conheceu as instalações das duas companhias e discutiu possibilidades de cooperação tecnológica, transferência de conhecimento e ampliação da capacidade produtiva — pontos estratégicos para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil, que vem sendo retomado a partir deste governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional.
“O Brasil tem aproveitado cada vez mais as portas que se abrem no mundo a partir da ação do presidente Lula para reduzir qualquer dependência na produção de medicamentos e tecnologias em saúde. Não queremos ficar dependentes de apenas um país ou de uma única região do mundo; queremos diversificar parcerias para produzir cada vez mais no Brasil e, com isso, cuidar da nossa população com mais segurança. Essa estratégia também pode ampliar o número de produtores desses medicamentos, contribuindo para reduzir preços, baixar custos e aumentar o acesso da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Na visita à Samsung Bioepis, o chefe da Pasta acompanhou de perto o desenvolvimento e a comercialização de biossimilares, estratégia que tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos biológicos com mais qualidade e menor custo.
A empresa atua em áreas terapêuticas como imunologia, oncologia, oftalmologia, hematologia, nefrologia e endocrinologia, além de expandir sua atuação para terapias gênicas e antibody-drug conjugates (ADCs) voltados ao tratamento de doenças raras. Atualmente, a companhia desenvolveu 12 biossimilares, dos quais 11 já foram aprovados em diferentes áreas terapêuticas, além de contar com 9 produtos lançados em mais de 40 países. Segundo dados acumulados de 2024–2025, essa atuação possibilitou o acesso a tratamento para mais de 508 mil pacientes.
Já na Samsung Biologics, reconhecida como a maior CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) do mundo em capacidade de manufatura, Padilha conheceu a estrutura que lidera globalmente em volume de biorreatores. A empresa oferece serviços integrados de desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos, com atuação end-to-end.
Entre os destaques estão mais de 425 aprovações regulatórias globais; o foco em modalidades avançadas, como anticorpos multiespecíficos, proteínas de fusão, ADCs e mRNA; e a expansão para novas frentes, como terapias celulares e gênicas e o uso de organoides.
Mais tecnologia para otimizar os diagnósticos
O ministro também foi até o Samsung Medical Center, um dos hospitais mais avançados e reconhecidos da Coreia do Sul, fundado em 1994. A instituição é referência em oncologia, cardiologia, neurologia, transplantes e tratamento de doenças complexas e críticas, combinando tecnologia de ponta com atendimento personalizado e centrado no paciente.
“É muito importante para o ministério da saúde estabelecer relação com esta instituição. O governo do Brasil está implementando uma rede de hospitais inteligente no país. E com isso vamos estimular que outros hospitais – públicos e privados – adotem essas tecnologias e levem saúde de mais qualidade para as pessoas”, destacou o ministro Padilha.
O hospital integra inovação à prática clínica por meio de um centro dedicado à convergência entre engenharia biomédica, terapia digital e pesquisas em Alzheimer, além do desenvolvimento de sistemas personalizados de neuromodulação e dispositivos digitais integrados.
Na área de inteligência artificial, utiliza sistemas de apoio à decisão clínica com análise de imagens — como avaliação de úlceras por pressão, classificação de gravidade e recomendação de curativos —, além de modelos preditivos para estimar a demanda diária de exames e procedimentos, reduzindo filas e otimizando agendamentos. A integração de dados também permite prever doenças e aprimorar a gestão personalizada dos pacientes.
Em emergência e cuidados críticos, conta com painel centralizado em tempo real para monitoramento de pacientes e alocação de recursos. Na robótica, emprega robôs autônomos para logística hospitalar e plataformas integradas de suporte assistencial.
A visita permitiu acompanhar como as tecnologias desenvolvidas são aplicadas na prática e efetivas para diminuir o tempo de espera dos pacientes por exames e atendimentos — reforçando que qualidade em saúde exige investimento contínuo em inovação e qualificação profissional.
Carolina Militão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Saúde
Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais
Published
2 horas agoon
13 de julho de 2026By
Da Redação
O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.
Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.
A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.
Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.
“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.
Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems.
Distribuição
O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.
Benefícios
Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.
Projeto-piloto
A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.
A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.
Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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