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Cooperativas do Paraguai investem em genética brasileira e planejam importar embriões da raça Girolando

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Paraguai mira genética brasileira para impulsionar produção de leite

Em busca de maior eficiência e produtividade no setor leiteiro, cooperativas do Paraguai anunciaram planos para importar embriões da raça Girolando, desenvolvida no Brasil e reconhecida mundialmente pela alta adaptabilidade e desempenho em ambientes tropicais.

A iniciativa parte das três principais cooperativas da região do Chaco Paraguaio — Chortitzer, Fernheim e Neuland — que enviaram, na última semana, uma comitiva técnica ao Brasil para conhecer de perto os programas de melhoramento genético e seleção da raça Girolando.

A visita faz parte de um projeto de modernização e expansão da produção leiteira na região, marcada por baixa pluviosidade e altas temperaturas, condições que desafiam o desempenho de raças europeias menos adaptadas.

Meta é dobrar produtividade com uso de embriões Girolando

Segundo as cooperativas, o objetivo é dobrar a média de produção de leite das vacas do Chaco, que atualmente gira em torno de 3.200 quilos por lactação, chegando a 6.000 quilos/lactação com o uso da genética Girolando.

Essa será a primeira importação de embriões da raça Girolando para o Paraguai, um marco na integração tecnológica entre os dois países. A expectativa é que o cruzamento traga animais mais produtivos, resistentes ao calor e adaptados ao manejo local, fatores essenciais para o avanço da pecuária leiteira na região.

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De acordo com o Index Asbia Embriões 2025, o Girolando é atualmente a raça leiteira com maior produção de embriões no Brasil, somando quase 100 mil unidades somente no primeiro semestre de 2025.

Raça Girolando: destaque brasileiro na pecuária leiteira tropical

Criada a partir do cruzamento entre as raças Gir e Holandesa, o Girolando tornou-se referência na pecuária tropical, unindo alta produtividade de leite com rusticidade e adaptação a climas quentes.

Segundo o superintendente executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (ABCGIL), Celso Menezes, o sucesso da raça se deve à sua versatilidade:

“O Girolando consolidou-se no Brasil por manter bons níveis de produção tanto em sistemas de pasto quanto em confinamento. É uma genética eficiente, ideal para regiões tropicais e condições semelhantes às do Chaco”, afirmou Menezes.

A ABCGIL, sediada em Uberaba (MG), atua em parceria com o Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), que tem contribuído para o avanço tecnológico e o controle de qualidade da raça no país.

Comitiva paraguaia visita centros de melhoramento genético em Uberaba

A delegação das cooperativas paraguaias foi recebida em Uberaba, no dia 12 de fevereiro, por representantes da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Participaram da visita os médicos-veterinários Eduardo Knelsen, Gabriel Scholler, Mathias Giesbrecht, Rudolf Klassen, além do consultor brasileiro Fernando Vilela, da empresa IntelPec.

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Durante o encontro, os profissionais conheceram as tecnologias de seleção genética, características produtivas e reprodutivas dos animais, e os sistemas de manejo e produção utilizados em propriedades brasileiras.

O coordenador do PMGG, Edivaldo Ferreira Júnior, apresentou os resultados obtidos por produtores nacionais que utilizam embriões de alto desempenho e genética controlada, reforçando o potencial da raça como modelo de produtividade e sustentabilidade.

Integração agropecuária e contexto econômico

O movimento de internacionalização da genética brasileira acontece em um momento de expansão do agronegócio e aumento da demanda por eficiência produtiva em toda a América do Sul.

Segundo dados atualizados do Banco Central do Brasil (BCB), o crédito rural brasileiro alcançou R$ 316,57 bilhões entre julho de 2025 e janeiro de 2026, um crescimento de 6% em relação à safra anterior. Do total, R$ 307,11 bilhões já foram efetivamente liberados aos produtores.

Esses investimentos reforçam a liderança do Brasil na exportação de genética e tecnologias agropecuárias, com o setor leiteiro se destacando como um dos principais beneficiados por políticas de crédito, inovação e sustentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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