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Cacau Cai a Níveis Pré-Crise e Cria Oportunidade para Indústrias Planejarem Custos de 2026

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O mercado internacional de cacau voltou a registrar preços próximos ou inferiores aos níveis reais anteriores à crise de 2023, devolvendo parte do prêmio que sustentava as negociações globais. O movimento cria uma oportunidade estratégica para indústrias planejarem custos e travarem compras para 2026, garantindo maior previsibilidade.

Impacto das Medidas em Gana

A queda recente foi influenciada principalmente por Gana, que implementou alterações no mecanismo de financiamento das compras de cacau. O país reduziu o preço mínimo pago ao produtor e passou a financiar parte do fluxo comercial por meio de títulos domésticos, com pagamento equivalente a 70% do valor FOB diretamente ao produtor.

Segundo Caio Santos, consultor em gerenciamento de riscos da StoneX, a medida deve facilitar o escoamento da safra, reduzir a retenção e diminuir riscos de originação no curto prazo, favorecendo indústrias que dependem de regularidade no abastecimento.

Diferenças de Política de Preços na Costa do Marfim

Enquanto Gana ajusta sua política, a Costa do Marfim mantém o preço mínimo em CFA 2.800/kg até o fim da safra principal, em 31 de março. Esse descompasso entre os dois maiores produtores globais pode gerar fluxo informal de cacau entre fronteiras, afetando o timing de embarques e diferenciais regionais, pontos monitorados de perto por compradores industriais.

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Cenário Climático na África Ocidental

As condições climáticas atuais têm sido favoráveis para a safra intermediária na região, com chuvas dentro da média histórica. No entanto, projeções indicam uma possível transição de La Niña para um cenário neutro, elevando temperaturas e mantendo o risco climático como fator de atenção para o segundo semestre de 2026, principalmente para indústrias que dependem de estabilidade na oferta física.

Exportações do Equador e Diversificação de Fornecedores

Fora da África, o Equador apresentou queda expressiva nas exportações de janeiro, totalizando 34.519 toneladas, uma redução anual de 36,8%. Apesar da retração mensal, o acumulado da temporada segue acima do ano anterior, indicando oportunidade de diversificação geográfica para indústrias que buscam reduzir riscos e dependência de um único fornecedor.

Consumo e Moagem na Costa do Marfim

Dados de moagem na Costa do Marfim mostraram retração anual de 2,1% em janeiro, evidenciando a sensibilidade do consumo local a preços elevados. Em termos reais, deflacionados pelo índice global de alimentos da FAO, os preços atuais retornaram à faixa histórica de referência, abaixo de picos observados em 2002, 2010 e 2015.

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Oportunidades para Compras e Gestão de Custos

Com a correção recente, as cotações de cacau oferecem uma janela estratégica para travar parte das compras de 2026 a preços mais equilibrados. Indústrias podem utilizar instrumentos de proteção financeira, como opções, para se proteger de riscos climáticos, ajustes de políticas de preço e possíveis distorções de curto prazo nos diferenciais regionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de girassol da Argentina bate recorde histórico e impulsiona exportações bilionárias

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A safra argentina de girassol 2025/26 entrou para a história ao registrar recordes simultâneos de área cultivada, produtividade média e produção total. Os dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostram um avanço expressivo da cultura, consolidando o país como um dos principais players globais do mercado de óleo e derivados de girassol.

O desempenho histórico foi impulsionado pela expansão da área semeada, boas condições climáticas em regiões estratégicas e resultados produtivos acima da média em grande parte das lavouras.

Área cultivada cresce quase 30% na Argentina

Segundo a entidade argentina, a área plantada com girassol alcançou 2,85 milhões de hectares na temporada 2025/26, superando em 5,6% o recorde anterior, registrado na safra 2007/08, quando o cultivo ocupou 2,7 milhões de hectares.

Na comparação com o ciclo passado, a expansão foi ainda mais expressiva, com crescimento de 29,5%.

O principal avanço ocorreu na região do Nordeste Argentino (NEA), onde a área cultivada disparou 224%. Também houve aumento relevante nas províncias de Córdoba e no centro-norte de Santa Fé, reforçando o movimento de expansão da oleaginosa no país.

Condições climáticas favoreceram desenvolvimento das lavouras

O ciclo agrícola foi marcado por boa disponibilidade hídrica nas regiões norte e oeste da Argentina, fator que contribuiu para o desenvolvimento das plantas e para o elevado potencial produtivo.

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Em parte do centro-leste e do sudeste argentino, porém, o déficit hídrico registrado entre janeiro e fevereiro provocou maior variabilidade nos rendimentos das lavouras.

Mesmo assim, os resultados médios ficaram próximos ou ligeiramente acima dos padrões históricos, garantindo o melhor desempenho já registrado pela cultura no país.

Produtividade e produção também quebram recordes

A produtividade média nacional foi estimada em 23,6 quintais por hectare, superando o recorde anterior de 23,4 quintais por hectare obtido na safra 2024/25.

Com isso, a produção total de girassol da Argentina atingiu 6,6 milhões de toneladas, volume histórico que representa:

  • alta de 32% frente ao recorde anterior, de 5 milhões de toneladas;
  • crescimento de 60,2% em relação à média das últimas cinco campanhas agrícolas.

O resultado fortalece ainda mais a posição da Argentina no mercado internacional de óleo de girassol, segmento no qual o país possui participação estratégica nas exportações globais.

Complexo do girassol deve movimentar mais de US$ 3,3 bilhões

O avanço da produção também deve ampliar significativamente o peso econômico da cadeia do girassol na economia argentina ao longo de 2026.

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As estimativas apontam que o Produto Bruto do complexo deve crescer 53% em relação à campanha anterior, alcançando cerca de US$ 3,304 bilhões.

Além disso:

  • a arrecadação fiscal ligada ao setor pode atingir US$ 757 milhões;
  • as exportações devem somar aproximadamente US$ 2,491 bilhões.

O aumento projetado nas vendas externas representa um avanço de US$ 819 milhões frente ao ciclo anterior, refletindo a forte demanda internacional por óleo e derivados da oleaginosa.

Mercado internacional acompanha avanço da produção

O crescimento da safra argentina ocorre em um momento de atenção global ao mercado de óleos vegetais, especialmente diante da volatilidade climática em importantes regiões produtoras e das oscilações nos preços internacionais das commodities agrícolas.

Com maior oferta disponível, a Argentina tende a ampliar sua competitividade nas exportações de óleo de girassol, podendo influenciar os fluxos globais do setor e a dinâmica dos preços internacionais nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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