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Jovens se unem em ato de fé no período do Carnaval em Cuiabá

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Um ambiente onde a disposição da juventude e a união familiar caminham juntas em prol dos ensinamentos bíblicos, sempre dispostos a dialogar sobre amor, fraternidade e fortalecimento espiritual.

Assim pode ser definido o cenário da União de Mocidade das Assembleias de Deus de Cuiabá (Umadecre). O evento religioso é realizado no Grande Templo, localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, a popular Avenida do CPA, desde quinta-feira (12) e se encerra nesta terça-feira (17).

O jovem Gileady Moura, 30 anos, é morador de Cuiabá e afirma que considera uma dádiva participar do evento evangélico na companhia de colegas e familiares.

“Infelizmente, no período de Carnaval, assistimos a muitas cenas de violência causadas pelo alto consumo de bebidas alcoólicas e vidas ceifadas em acidentes nas estradas. Nestes dias, tenho o costume de unir colegas para louvar a Deus e pedir proteção a todos que estão próximos. É a graça que transforma e expande o amor”, disse.

Outro jovem empolgado com a participação no evento é Silas Daniel, 20 anos, que já desperta a vontade de ser pastor evangélico. Ele conta que frequenta a Igreja Assembleia de Deus por influência da família e considera uma missão espiritual evangelizar pessoas.

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“Esse evento é uma oportunidade que nós, jovens, temos de dialogar sobre Deus, sobre a perspectiva de dias melhores nesta vida, reencontrar pessoas experientes que tenham algo a nos ensinar e transmitir conhecimento àqueles que comparecem pela primeira vez. Quero sempre estar próximo da Igreja. É uma missão de vida”, afirma.

A pedagoga Aksa Rayene Leite estava acompanhada, na noite de segunda-feira (16), da filha adolescente e do marido. Ela revela que é uma tradição participar de eventos religiosos no período de Carnaval. “É um momento que entendo ser necessário louvar a Deus, renovar a fé em Jesus Cristo e construir laços de afetividade com nossos familiares. Só o amor cura os males desta vida”.

Quem visita a União de Mocidade das Assembleias de Deus de Cuiabá (Umadecre) pode frequentar uma praça de alimentação bastante diversificada. Estão à venda cachorro-quente, salgados, espetinhos, hambúrgueres, sobremesas e diversas modalidades de jantinhas. Para quem deseja comparecer nesta terça-feira (17) ao evento no Grande Templo, a Prefeitura de Cuiabá garantirá a gratuidade do transporte coletivo até as 23h59. É recomendável utilizar qualquer ônibus que tenha como rota a Avenida do CPA, com parada nas proximidades do Pantanal Shopping.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Bioinsumos ganham protagonismo diante da dependência de fertilizantes importados e reforçam soberania do agro brasileiro

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A elevada dependência do Brasil de fertilizantes importados voltou ao centro das discussões sobre a competitividade e a segurança do agronegócio nacional. Em um cenário marcado pela alta dos preços internacionais, restrições logísticas e instabilidade geopolítica, os bioinsumos ganham espaço como uma alternativa estratégica para aumentar a eficiência das lavouras e reduzir a vulnerabilidade do setor.

Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no país são importados, sobretudo de regiões sujeitas a conflitos e oscilações no comércio internacional. Diante desse contexto, a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende a ampliação do uso de tecnologias biológicas como complemento à adubação mineral e instrumento para fortalecer a soberania produtiva brasileira.

Crise logística pressiona custos dos fertilizantes

A preocupação do setor aumentou após as recentes restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de fertilizantes. O corredor concentra aproximadamente um terço do fluxo mundial desses insumos e passou a enfrentar novas dificuldades logísticas, agravando um cenário que já vinha sendo impactado pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Mesmo com expectativa de normalização gradual das operações, especialistas avaliam que os efeitos sobre preços, oferta e fretes deverão continuar influenciando o mercado nos próximos meses.

Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que, entre fevereiro e abril de 2026, o Brasil importou 4% menos fertilizantes, mas desembolsou 16% a mais pelo volume adquirido. No mesmo período, o fertilizante fosfatado MAP acumulou valorização de 20%.

Bioinsumos aumentam eficiência sem substituir fertilizantes minerais

Segundo o presidente da ANPII Bio, Thiago Delgado, os bioinsumos não eliminam a necessidade dos fertilizantes convencionais, mas desempenham papel importante ao elevar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo e reduzir parte da dependência externa.

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“O Brasil possui elevada dependência de nitrogênio, fósforo e potássio importados. Os bioinsumos contribuem para aumentar a eficiência nutricional das plantas, oferecendo maior estabilidade de custos e fortalecendo a segurança agrícola”, afirma.

Para a entidade, enquanto projetos destinados à ampliação da produção nacional de fertilizantes minerais exigem investimentos elevados e longo prazo para maturação, as tecnologias biológicas já estão disponíveis comercialmente e podem ser adotadas imediatamente pelos produtores.

Mercado brasileiro lidera desenvolvimento de tecnologias biológicas

O Brasil ocupa posição de destaque no mercado mundial de bioinsumos. De acordo com a ANPII Bio, o setor movimenta mais de R$ 7 bilhões por safra, concentra aproximadamente metade do mercado latino-americano e figura entre os três maiores mercados globais da atividade.

Além disso, cerca de 85% dos bioinsumos comercializados no país são produzidos pela própria indústria nacional, consolidando o Brasil como uma das principais referências internacionais no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas ao agronegócio tropical.

O segmento reúne atualmente mais de 200 empresas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contabiliza mais de 1.500 produtos registrados, apresentando crescimento superior a 50% entre 2022 e 2025.

Fixação biológica de nitrogênio é exemplo de sucesso no campo

Entre as principais aplicações dos bioinsumos estão a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a solubilização de fósforo e potássio, o estímulo ao desenvolvimento radicular e o aumento da absorção de água e nutrientes pelas plantas.

O caso mais consolidado é o da soja brasileira. Segundo a Embrapa, a utilização de bactérias do gênero Bradyrhizobium permite suprir biologicamente a necessidade de nitrogênio da cultura, reduzindo drasticamente os custos com fertilização.

Enquanto a adubação nitrogenada convencional pode atingir cerca de R$ 906 por hectare, a inoculação biológica apresenta custo próximo de R$ 8 por hectare, mantendo elevada eficiência produtiva.

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Hoje, aproximadamente 90% das áreas cultivadas com soja no Brasil utilizam essa tecnologia, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões por ano aos produtores.

Outro microrganismo amplamente empregado é o Azospirillum brasilense, associado ao fortalecimento do sistema radicular, maior absorção de nutrientes e aumento da tolerância das plantas aos estresses climáticos.

Reconhecimento internacional fortalece pesquisa brasileira

O avanço da pesquisa nacional em bioinsumos ganhou destaque internacional em 2025, quando a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelo desenvolvimento de tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio.

Para a ANPII Bio, o reconhecimento reforça o protagonismo do Brasil na construção de soluções capazes de aumentar a produtividade agrícola com menor dependência de fertilizantes minerais importados.

Marco legal impulsiona expansão do setor

Outro fator considerado decisivo para o crescimento do segmento é a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), que estabelece um marco regulatório para estimular a inovação, ampliar a produção nacional e acelerar a adoção dessas tecnologias no campo.

Segundo a entidade, a regulamentação da legislação deverá fortalecer ainda mais a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos, criando condições favoráveis para novos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e produção.

Na avaliação da ANPII Bio, os bioinsumos não devem ser vistos como substitutos dos fertilizantes minerais, mas como ferramentas complementares para tornar os sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional, contribuindo para a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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