AGRONEGÓCIO

Prefeito reúne comerciantes de peixe e vereadores para discutir regularização do setor

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu neste sábado (14), em seu gabinete, com 22 comerciantes de peixe da capital para discutir alternativas à situação enfrentada pelos vendedores tradicionais da região do Praeirinho, na Avenida Beira Rio. O encontro contou também com a participação dos vereadores Alex Rodrigues e Baixinha Giraldelli, além de representantes da associação dos comerciantes de peixe do Praeirinho.

Durante a reunião, o prefeito ouviu as demandas das famílias que dependem da comercialização do pescado como principal fonte de renda e reforçou a disposição da gestão municipal em construir uma solução conjunta e definitiva para um problema considerado histórico. Abilio destacou que a administração municipal busca preservar a atividade econômica e a tradição local, mas ressaltou que é necessário garantir condições adequadas de higiene e segurança alimentar.

O prefeito ponderou que tradição não pode ser confundida com insalubridade e afirmou que, da forma como a comercialização vinha sendo realizada, não há condições de funcionamento sem a devida adequação às normas sanitárias. Segundo ele, as medidas adotadas seguem orientações da Vigilância Sanitária e de órgãos de controle, sempre com o objetivo de proteger a saúde da população e assegurar dignidade aos trabalhadores.

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Ao longo da conversa, foram debatidas possibilidades de reorganização da atividade, construídas em diálogo direto com os comerciantes. As propostas apresentadas pela prefeitura, elaboradas em conjunto com os próprios vendedores, foram bem recebidas pelos participantes e indicam um caminho capaz de encerrar as incertezas vividas pelas famílias.

Um novo encontro foi remarcado para a próxima segunda-feira (17), quando os detalhes das alternativas discutidas deverão avançar. O prefeito afirmou estar preocupado com a situação dos comerciantes e reiterou que continuará buscando uma solução definitiva que concilie geração de renda, respeito à tradição e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Espírito Santo testa secagem de café com gás natural e aposta em inovação para elevar qualidade do conilon

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O Espírito Santo iniciou um projeto inédito que pode transformar a secagem do café conilon no Brasil. A partir da safra de maio, produtores capixabas começam a testar o uso de gás natural no processo de secagem dos grãos, em uma iniciativa voltada ao aumento da qualidade, eficiência operacional e sustentabilidade da produção cafeeira.

Os testes serão realizados na Fazenda Chapadão, em Linhares, no norte do Espírito Santo, durante a colheita do conilon. O projeto faz parte do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ES Gás e conta com aprovação da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (ARSP).

A iniciativa reúne representantes da cadeia cafeeira, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia em uma estratégia que busca modernizar uma das etapas mais críticas da produção de café.

Secagem do café entra em nova fase tecnológica

Tradicionalmente, a secagem do café utiliza lenha e outras biomassas como fonte de energia térmica. O novo projeto avalia o gás natural como alternativa capaz de proporcionar maior controle de temperatura, uniformidade no processo e redução das emissões ambientais.

A expectativa do setor é que a tecnologia contribua diretamente para ganhos de qualidade do café capixaba, especialmente no segmento de cafés especiais e de exportação.

Segundo Fabrício Tristão, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Espírito Santo já ocupa posição de destaque mundial na produção de café conilon e agora busca avançar também em qualidade e valor agregado.

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De acordo com ele, a etapa da secagem ainda representava um dos principais gargalos para ganhos mais expressivos na padronização e valorização do produto nos mercados internacionais.

Projeto busca ampliar competitividade do café capixaba

A iniciativa acompanha o movimento de modernização da cafeicultura brasileira, marcado pelo avanço tecnológico no campo, maior rastreabilidade e exigências crescentes dos compradores internacionais.

Para a ES Gás, o uso do gás natural na secagem pode abrir novas oportunidades para o agronegócio capixaba, além de estimular investimentos e ampliar o acesso do café brasileiro a mercados premium.

O diretor-presidente da companhia, Raphael Pereira, destacou que o gás natural já possui participação relevante em etapas industriais da cadeia do café, como torrefação e descafeinação, e agora passa a atuar também como ferramenta de inovação na produção rural.

Safra de conilon servirá como laboratório em ambiente real

Os testes ocorrerão em condições reais de safra, com monitoramento técnico e coleta de dados diretamente no campo. O objetivo é avaliar a viabilidade da tecnologia em diferentes aspectos:

  • Técnico-operacional
  • Econômico-financeiro
  • Socioambiental
  • Regulatório
  • Qualidade final do café

Os resultados servirão de base para analisar a possibilidade de expansão do modelo para outros polos produtores nos próximos ciclos agrícolas.

Projeto reúne universidades, setor produtivo e empresas de tecnologia

Além do CCCV e da ES Gás, o projeto conta com participação do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Base 27 e de empresas responsáveis pelo fornecimento e adaptação dos equipamentos utilizados no sistema de secagem.

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O professor Aldemar Polonini Moreli, coordenador do Coffee Design no Ifes, destacou que a busca por cafés conilon especiais vem acelerando o desenvolvimento de novas técnicas de pós-colheita, especialmente na secagem.

Segundo ele, a inovação pode ampliar a sustentabilidade da cafeicultura e aumentar a disponibilidade de cafés de qualidade superior no mercado.

Sandbox regulatório permitirá testes inéditos no meio rural

Por envolver o uso de gás canalizado em ambiente rural, o projeto será conduzido dentro de um modelo de sandbox regulatório, com acompanhamento da ARSP.

A proposta permitirá avaliar novas aplicações do gás natural no agronegócio dentro de um ambiente controlado de inovação regulatória.

Para a diretora de Gás Canalizado da ARSP, Débora Niero, o projeto representa uma convergência entre inovação tecnológica, desenvolvimento regional e descarbonização da economia capixaba.

Investimento supera R$ 1 milhão em pesquisa e desenvolvimento

Com aporte aproximado de R$ 1,1 milhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento, a iniciativa busca consolidar um modelo mais eficiente e sustentável para a cafeicultura do Espírito Santo.

A expectativa do setor é que os resultados fortaleçam ainda mais o protagonismo capixaba na produção nacional de café conilon, elevando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e ampliando as oportunidades de exportação para os produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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