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Oferta restrita e cenário internacional mantêm cautela no mercado de trigo no Brasil

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O mercado brasileiro de trigo segue operando em compasso de espera, com oferta reduzida no Sul, custos logísticos em alta e volatilidade no cenário internacional. Enquanto produtores mantêm cautela nas vendas, as cotações seguem pressionadas pelas condições de abastecimento e pelas oscilações registradas nas bolsas externas, especialmente em Chicago.

Oferta limitada e alta de custos travam negócios no Sul

Levantamento da TF Agroeconômica mostra que a comercialização do trigo no Sul do país permanece travada, com estoques limitados e pouca disposição dos produtores para negociar. No Rio Grande do Sul, estima-se que restem cerca de 840 mil toneladas disponíveis para venda. Considerando o ritmo mensal de moagem entre 208 mil e 242 mil toneladas, o estado pode enfrentar déficit de matéria-prima a partir de abril, o que tende a sustentar os preços nos próximos meses.

As negociações no interior giram em torno de R$ 1.100,00, enquanto moinhos ofertam entre R$ 1.050,00 e R$ 1.060,00 para entrega em março e pagamento em abril. O preço ao produtor segue estável em R$ 54,00/saca em Panambi.

A alta dos fretes internacionais — que subiram de US$ 18 para US$ 21,45 por tonelada — reduziu a competitividade do trigo argentino. Ainda assim, o estado deve importar ao menos 700 mil toneladas para suprir a demanda da moagem local.

Moinhos catarinenses recorrem ao trigo gaúcho

Em Santa Catarina, a escassez de oferta local mantém o mercado dependente do trigo gaúcho. As compras são feitas por valores médios de R$ 1.070,00, acrescidos de ICMS e frete, diante de ofertas locais mais altas, em torno de R$ 1.250,00 CIF, sem negócios efetivados.

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Há expectativa de reajuste para o trigo melhorador, com indicações variando entre R$ 1.180,00 e R$ 1.210,00. Nos balcões, os preços oscilam de R$ 59,00 a R$ 64,00 por saca, dependendo da região. Produtores catarinenses relatam intenção de reduzir a área de plantio na próxima safra, com parte migrando para o cultivo de milho.

Trigo paranaense perde espaço para produto do RS e Paraguai

No Paraná, o aumento da oferta de trigo do Rio Grande do Sul e do Paraguai a preços mais competitivos reduziu a demanda pelo cereal local. As cotações paranaenses variam entre R$ 1.200,00 e R$ 1.280,00 CIF, dependendo da região e da qualidade do produto.

A elevação dos fretes marítimos também amplia a diferença logística entre o trigo paraguaio e o argentino, mantendo o mercado regional pressionado e com menor liquidez.

Volatilidade domina o mercado internacional de trigo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos do trigo iniciaram a sexta-feira (13) em queda, refletindo ajustes técnicos e a cautela dos investidores. Por volta das 10h24 (horário de Brasília), o vencimento março era cotado a US$ 5,46/bu, com recuo de 6 pontos, enquanto o contrato maio operava a US$ 5,51/bu, em baixa de 7,2 pontos.

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O movimento reflete a atenção dos agentes ao ritmo das exportações norte-americanas e às condições climáticas nas lavouras dos Estados Unidos e de outros países produtores. O comportamento do dólar e os gargalos logísticos globais também seguem influenciando a competitividade do cereal norte-americano.

Cotações externas atingem o maior nível em três meses

Apesar das quedas pontuais, o mercado internacional vem mostrando recuperação nas últimas semanas. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços atingiram o maior nível em três meses, impulsionados por recomposição de posições e maior cautela com fatores climáticos e geopolíticos.

Na Bolsa de Chicago, o contrato março do trigo brando SRW subiu 2,84%, encerrando a US$ 552,50/bu, enquanto o vencimento maio avançou 2,43%, a US$ 558,50/bu. Em Kansas, o trigo duro HRW para março teve alta de 2,88%, fechando a US$ 554,00/bu, e em Minneapolis, o HRS com vencimento em março avançou 1,27%, a US$ 577,50/bu.

Na Euronext de Paris, o contrato março do trigo para moagem subiu 0,92%, cotado a 192,25 euros por tonelada. Segundo analistas, o avanço foi influenciado pela ampliação da área de trigo de inverno sob condições de seca nos Estados Unidos — agora em 45%, ante 23% no mesmo período do ano anterior — e pela instabilidade no Mar Negro, que segue dificultando o escoamento da produção na Rússia e na Ucrânia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026 com o panorama da meningite na capital. O documento, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), indica que o município segue em situação de normalidade epidemiológica, apesar da confirmação de casos e óbitos neste ano.

Até abril de 2026, foram registrados sete casos confirmados de meningite, com três mortes. A taxa de incidência é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional, que é de 1,4.

Em Cuiabá, os registros são predominantemente de meningites não meningocócicas, que apresentam menor letalidade em comparação aos tipos mais graves da doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com ocorrência contínua ao longo dos anos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como secreções do nariz e da garganta, além da via fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com fezes infectadas.

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Por atingir o sistema nervoso central, a doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, podendo levar à morte.

Os casos registrados em 2026 atingiram diferentes faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre as causas identificadas estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, óbitos e também casos em investigação.

No mês de abril, até a data de publicação do boletim, não houve novos registros da doença na capital.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Sinais mais graves incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são indicativos de alerta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente nos casos mais graves. Em Cuiabá, as doses estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas por toda a capital.

Algumas unidades contam com horário estendido, garantindo maior acesso da população:

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Região Leste (07h às 19h):
Bela Vista/Carumbé; Terra Nova/Canjica; Jardim Eldorado; Dom Aquino; Pico do Amor; Areão; Jardim Imperial.

Região Norte:
Jardim Vitória I (07h às 19h); CPA I e II (07h às 21h); Paiaguás (07h às 19h); CPA IV (07h às 19h); CPA III (07h às 19h); Ilza Terezinha Piccoli (07h às 21h).

Região Oeste (07h às 19h):
Despraiado; Ribeirão da Ponte; Novo Terceiro; Sucuri; Jardim Independência.

Região Sul:
Tijucal (07h às 21h); Parque Ohara (07h às 21h); Pedra 90 II, III e CAIC (07h às 19h); Parque Cuiabá (07h às 19h); Cohab São Gonçalo (07h às 17h); Santa Laura/Jardim Fortaleza (07h às 19h); Industriário (07h às 19h); Residencial Coxipó I e II (07h às 19h).

Zona Rural (07h às 19h):
Distrito de Nossa Senhora da Guia.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, UPA ou policlínica. A notificação deve ser feita em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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