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Dólar recua com atenção voltada a indicadores dos EUA e falas de Galípolo

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Dólar abre o dia em queda com foco em dados econômicos e discurso do BC

O dólar comercial iniciou esta quarta-feira (11) em queda frente ao real, refletindo o movimento cauteloso dos investidores diante da expectativa por novos dados econômicos dos Estados Unidos e das declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Por volta das 9h20, a moeda americana era negociada a R$ 5,18, uma leve retração em relação ao fechamento anterior, que havia sido de R$ 5,1962. O movimento indica ajustes no câmbio após recentes altas e em meio a um cenário global de maior aversão ao risco.

Desempenho recente do dólar

A cotação atual do dólar está próxima de R$ 5,18, representando queda de 0,29% no dia. No acumulado da semana, a valorização ainda é de 1,50%, enquanto no mês o avanço chega a 2,38%. No acumulado do ano, a moeda norte-americana já registra alta de 15,24%.

A trajetória do câmbio reflete a cautela dos agentes financeiros, que aguardam a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (Payroll). O indicador é considerado essencial para direcionar as decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os próximos passos da política de juros norte-americana.

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Ibovespa mantém trajetória positiva

Enquanto o dólar recua, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em alta nesta quarta-feira. O movimento é impulsionado por ações de commodities e empresas ligadas ao consumo interno. O índice se mantém acima dos 186 mil pontos, acompanhando o bom desempenho das bolsas internacionais e a expectativa de manutenção dos juros mais baixos no Brasil.

No acumulado da semana, o Ibovespa sobe 1,63%, enquanto no mês a valorização chega a 2,52%. No acumulado de 2026, o índice já soma ganhos de 15,39%. O cenário é sustentado por resultados corporativos positivos e pela confiança gradual dos investidores na recuperação da economia brasileira, apesar das incertezas externas.

Expectativas sobre política monetária

No cenário doméstico, o mercado acompanha atentamente as falas de Galípolo, que podem trazer sinalizações sobre o ritmo futuro da política monetária. Declarações do presidente do Banco Central sobre inflação e juros têm potencial de influenciar diretamente o câmbio e o desempenho da bolsa.

Além disso, o contexto internacional continua a exercer influência significativa. Os investidores seguem atentos às próximas movimentações do Federal Reserve, que poderão definir o fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil, e impactar o comportamento do real frente ao dólar.

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Panorama geral do mercado

Nesta quarta-feira, o mercado financeiro brasileiro mostra um quadro misto: o dólar recua e a bolsa avança, refletindo um cenário de expectativa e prudência por parte dos investidores. A tendência deve permanecer volátil ao longo do dia, à medida que novos dados econômicos internacionais sejam divulgados e o Banco Central brasileiro defina suas próximas sinalizações sobre política monetária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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