AGRONEGÓCIO

Indústria ganha mais espaço na Abertura da Colheita do Arroz com expansão do Espaço Pós-Colheita

Publicado em

Expansão da área industrial na Abertura da Colheita

O Espaço Pós-Colheita amplia a presença da indústria na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, evento que acontece de 24 a 26 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). Criado em 2024 como Pavilhão da Indústria, o espaço cresceu e passa a contar com uma estrutura ampliada, reunindo empresas especializadas em etapas industriais da cadeia produtiva do arroz.

Crescimento rápido e maior representatividade

Segundo os organizadores, a criação do espaço foi uma resposta ao pedido do empresário Nathan Vanier, que defendeu a necessidade de incluir o setor industrial no evento. No primeiro ano, o pavilhão recebeu cinco empresas expositoras. Em 2025, o número dobrou, e nesta edição, o Espaço Pós-Colheita contará com duas ruas abertas e cerca de 16 expositores, demonstrando o crescente interesse e relevância do segmento.

Pós-colheita como elo estratégico da cadeia produtiva

Para Nathan Vanier, a ampliação do espaço reforça a importância da etapa de pós-colheita e industrialização na rentabilidade do arroz.

“Não adianta produzir bem se o lucro se perde com custos desnecessários ou perdas na pós-colheita. Os produtos e serviços apresentados visam melhorar a gestão de custos, reduzir desperdícios e aumentar a lucratividade do setor”, destacou o empresário.

Vanier ainda ressalta que as soluções apresentadas atendem tanto produtores com armazéns próprios quanto empresas que armazenam para terceiros e indústrias beneficiadoras.

“O objetivo é oferecer alternativas que melhorem a eficiência e a rentabilidade em toda a cadeia”, concluiu.

Evento conecta campo e mercado

Com o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”, a 36ª edição da Abertura da Colheita do Arroz reforça seu papel como um dos principais encontros do setor orizícola. O evento é uma realização da Federarroz, com correalização da Embrapa Clima Temperado e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Leia Também:  Exportação de Carne Suína Atinge 59,26% do Volume de Julho de 2023 em Dez Dias Úteis

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.colheitadoarroz.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Queda na produtividade dos animais reduz lucro do confinamento em abril, aponta ICAP

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Mercado de Açúcar e Etanol: StoneX Aponta Projeções e Tendências para o Setor

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA