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Operação remove cabos abandonados da Isaac Póvoas neste domingo

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A Operação Telefone Sem Fio, voltada à remoção de fios soltos e cabos abandonados em postes de Cuiabá, terá um Dia D neste domingo (8), a partir das 8h, na Avenida Isaac Póvoas. A ação, realizada em parceria entre a Energisa Mato Grosso e a Prefeitura de Cuiabá, marca o início dos trabalhos na região central da capital.

De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública (Sorp), Juliana Palhares, as empresas de telecomunicações já foram previamente notificadas pela Energisa, empresa responsável pelos postes e pela distribuição de energia elétrica na capital.

“Nós retomamos a Operação Telefone Sem Fio. Em janeiro deste ano, todas as operadoras e provedoras de internet da região central foram comunicadas e tiveram um prazo de 30 dias para retirar os cabos irregulares. Agora, no dia 8 de fevereiro, realizaremos o Dia D na Avenida Isaac Póvoas, para remover os fios que ainda permanecem em desuso”, explicou a secretária.

Juliana Palhares também explicou que os trabalhos terão continuidade nos calçadões do centro da cidade nos fins de semana seguintes, com exceção do período de Carnaval. “Vamos interromper apenas durante o Carnaval e, a cada domingo, avançar em um trecho da região central, que sofre com poluição visual e apresenta riscos à integridade física das pessoas e ao patrimônio”, completou.

A Operação Telefone Sem Fio conta com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio das secretarias de Ordem Pública (Sorp), Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SPDU) e Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob/SegP). O Procon Municipal também participa da ação, com o objetivo de garantir os direitos dos consumidores, especialmente em casos de eventual interrupção dos serviços de internet.

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A primeira fase da operação ocorreu em novembro do ano passado, quando quase duas toneladas de cabos abandonados foram retiradas dos postes da Avenida das Palmeiras, localizada no bairro Recanto dos Pássaros. A via foi escolhida por concentrar o maior número de ocorrências envolvendo fios soltos ou emaranhados, conforme indicações de vereadores.

Na capital, a Lei Complementar nº 599/2026, aprovada pela Câmara Municipal, estabelece multas mais severas e procedimentos fiscalizatórios mais ágeis, com uso de tecnologia, para coibir o abandono de cabos. O endurecimento da legislação é resultado de um trabalho conjunto entre a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Sorp, e a CPI dos Cabos e Fios Abandonados, da Câmara Municipal.

A CPI apontou que a Energisa, proprietária dos postes e responsável pela distribuição de energia elétrica, aluga o espaço para empresas de telefonia, TV a cabo e internet, mas não realizava fiscalização adequada, o que permitiu o acúmulo desordenado de fios em diversos pontos da cidade.

Canal de Denúncias

A população de Cuiabá pode denunciar postes com emaranhados ou acúmulo de fios de telefonia e internet irregulares por meio do sistema Web Denúncias, da Secretaria Municipal de Ordem Pública. O serviço está disponível no site: sorp.cuiaba.mt.gov.br.

Como usar o Web Denúncias

O cidadão que deseja solicitar a fiscalização da Prefeitura de Cuiabá deve, inicialmente, acessar o link https://sorp.cuiaba.mt.gov.br. Em seguida, realiza um cadastro básico que permitirá acompanhar o andamento do processo. O primeiro passo é clicar no botão “Cadastre-se” e preencher as seguintes informações: nome completo, e-mail, telefone e senha de acesso. Os dados são mantidos em sigilo.

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Após o cadastro, o munícipe poderá fazer login informando seu e-mail e a senha cadastrada. Ele receberá um código de autenticação por e-mail, que deverá copiar e colar na tela de autenticação em dois fatores.

Assim que fizer o login, será exibido o painel de denúncias do usuário. Para registrar uma denúncia, basta clicar no botão “Nova Denúncia”. Logo será exibida uma tela com o formulário de denúncia, onde é necessário preencher os seguintes campos: tipo de denúncia, descrição do fato e local do ocorrido.

Clique em “Próximo” para continuar. Na próxima etapa, informe com mais detalhes o local da ocorrência, como endereço completo e ponto de referência. O cidadão poderá anexar evidências em até cinco arquivos, que podem ser fotos, vídeos ou mensagens de voz.

O denunciante poderá optar por manter a denúncia anônima, marcando a opção disponível. Vale lembrar que denúncias anônimas não recebem atualizações por e-mail, e o acompanhamento deverá ser feito diretamente pelo sistema.

Por fim, o cidadão precisa revisar os dados preenchidos e clicar no botão “Enviar Denúncia”. Ele será redirecionado ao seu painel de acompanhamento, onde poderá visualizar o andamento da sua denúncia. Caso a denúncia não seja anônima, o denunciante receberá atualizações por e-mail.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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