Tribunal de Justiça de MT

Corregedoria apresenta sistemas judiciais e painéis de BI aos 35 novos juízes e juízas

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O Curso Oficial de Formação Inicial (COFI) dos 35 juízes e juízas recém-empossados no Poder Judiciário segue em andamento e, nesta quinta-feira (05), eles tiveram a oportunidade de conhecer diversos sistemas judiciais utilizados na rotina da magistratura, em aula conduzida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), na Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT).
Durante o encontro, o juiz auxiliar da Corregedoria, João Filho de Almeida Portela, apresentou o funcionamento do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0), destacando a importância do correto cadastramento e da atualização das informações relativas às medidas penais e às prisões.
“Este é um sistema de extrema importância para a jurisdição criminal, e esse bate-papo foi para mostrarmos um pouco do BNMP e como a sua devida alimentação é essencial para a qualidade dos dados e para a atuação eficiente do Judiciário na área criminal”, disse Portela.
Outro ponto destacado pelo juiz auxiliar foi que o correto preenchimento da plataforma se tornou essencial para o Prêmio de Qualidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Além da importância para a prestação jurisdicional, a qualidade dos dados impacta diretamente o desempenho do Tribunal de Justiça no prêmio”, afirmou.
Na sequência, a diretora do Departamento Judiciário Administrativo (DJA), Manoeli Tenuta, explicou o papel do departamento e destacou que o DJA é responsável por quatro sistemas estratégicos ligados às áreas administrativa e correcional, sendo o principal o Processo Judicial Eletrônico das Corregedorias (PJeCor). Trata-se de um sistema unificado nacional, criado pelo CNJ para padronizar procedimentos administrativos, disciplinares e representações por excesso de prazo em todas as corregedorias do país.
“Mato Grosso foi o primeiro estado a elaborar um Manual de Rotinas para magistrados sobre o PJeCor. O material foi desenvolvido para orientar magistrados e servidores que utilizam o sistema, especialmente nos procedimentos de caráter disciplinar”, afirmou, ao entregar uma cópia a cada um dos juízes e juízas.
Já a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-MT), Elaine Zorgetti Pereira, apresentou uma visão geral do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), responsável por unificar dados de crianças e adolescentes acolhidos, pretendentes à adoção e serviços de acolhimento em todo o país.
Elaine destacou que, embora nem todos os magistrados atuem em varas com competência na infância e juventude, é importante que todos conheçam o sistema. “Quanto mais domínio sobre o SNA, mais eficiente será o fluxo dos processos, sempre com o objetivo de reduzir o tempo de acolhimento de crianças e adolescentes”, pontuou.
Encerrando as apresentações, o diretor do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI), Guilherme Felipe Schultz, falou sobre os Painéis Ciência de Dados (OMNI), banco de dados que centraliza informações dos diversos sistemas utilizados pelo Judiciário mato-grossense. As ferramentas auxiliam a gestão das unidades judiciárias.
“Os dados extraídos dos sistemas judiciais podem ser transformados em informação estratégica para melhorar a produtividade, o planejamento e a prestação jurisdicional nas unidades”, destacou. Foram apresentados três painéis: Estratégico, Compliance e Unificado.
Outra iniciativa apresentada foi a ferramenta OmnIA, solução estratégica construída a partir de dados institucionais disponibilizados pelo OMNI. Segundo o servidor do DAPI, Uiller Prado, a consolidação e a interpretação desses dados por meio da inteligência artificial permitem identificar, de forma objetiva, os processos mais relevantes e prioritários para cada unidade judicial.
“OmnIA auxilia magistrados e gestores na definição de estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à melhoria dos resultados das unidades”, explicou.
Os juízes substitutos também foram apresentados aos sistemas disponibilizados pelo CNJ para apoio ao dia a dia da magistratura, como SISBAJUD, Robô Mako, CCS Sigilo Bancário, Sniper Investigação Patrimonial, INFOJUD, SENSAJUD, SREI Registro de Imóveis, PREVJUD, entre outros.
Para os novos magistrados, o conteúdo tem contribuído para aproximar a teoria da prática. O juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga, Tiago Gonçalves dos Santos, avaliou que, apesar do volume de informações, o contato com os sistemas é essencial para a atuação.
“O concurso prepara para o conhecimento jurídico, mas não para a parte administrativa, a gestão de pessoas, de recursos e de ferramentas. Em relação aos sistemas, há um receio inicial pelo volume, mas eles são fundamentais tanto para o cumprimento das metas do Tribunal quanto para atender às demandas da população”, afirmou.
O juiz substituto da Comarca de Comodoro, Magno Batista da Silva, também destacou que o curso de formação tem evidenciado um aspecto nem sempre visível da magistratura: o papel do juiz como gestor.
“O curso tem mostrado uma outra perspectiva do juiz, a de gestor. Com os sistemas apresentados e as orientações da Corregedoria, nos sentimos mais seguros”, concluiu.

Autor: Larissa Klein

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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CNJ visita Tribunal de Justiça e apresenta programa de segurança cibernética Justiça [+ Segura]

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Uma equipe técnica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) visitou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) nesta terça-feira (26) para apresentar o Programa Justiça [+Segura], buscando a atuação conjunta na promoção da segurança cibernética, o fortalecimento da preservação digital e a integridade de informações do Poder Judiciário brasileiro.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira deu as boas-vindas a todos na reunião e enalteceu a importância da pauta. “Segurança cibernética não diz respeito apenas a sistemas. Diz respeito à proteção dos dados, à contiguidade dos serviços e à confiança da sociedade na Justiça. Por isso recebemos essa visita com plena disposição para colaborar”, disse.

O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, João Thiago Guerra apresentou o Programa Justiça [+ Segura], explicando que se trata de uma parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o objetivo de enfrentar os desafios consequentes do grande avanço do processo de transformação digital dos serviços judiciários, que, segundo ele, “resultou em muitos benefícios, tanto para o Judiciário, quanto para os usuários externos, para a sociedade, mas também aumentou o nosso nível de risco de exposição a ataques cibernéticos a patamares que precisam ser enfrentados”.

Conforme o juiz Thiago Guerra, o Justiça [+ Segura] tem o objetivo de criar um grande conjunto de ações estruturantes para apoiar os tribunais brasileiros a elevarem os seus níveis de segurança cibernética. “Nós temos o objetivo de que o Judiciário brasileiro como um todo alcance patamares ótimos de cibersegurança para que nós, enquanto ecossistemas, consigamos resistir aos contínuos ataques que temos sofrido da criminalidade organizada”, afirmou.

O representante do CNJ destacou ainda que o TJMT foi um dos poucos tribunais selecionados para participar da primeira fase do programa. “A escolha do TJ de Mato Grosso não foi aleatória. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um tribunal que goza de grande credibilidade junto ao ecossistema de tecnologia da informação, não apenas do Conselho Nacional de Justiça, mas também em relação aos seus pares. Por conta disso, o CNJ, sabendo que aqui nós vamos encontrar profissionais capacitados, programas, projetos robustos e processos de trabalho bem definidos, viemos até aqui para validar as premissas que foram estabelecidas, mas também para aprender, para colher do tribunal sugestões de aprimoramento do programa”, explicou Guerra.

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O juiz auxiliar da Presidência do CNJ defende ainda que a segurança cibernética deve ser preocupação prioritária de todas as organizações, especialmente do Judiciário. “Não adianta um tribunal ter uma quantidade gigantesca de serviços digitais, ser super orientado à inovação, se ele é vulnerável, se ele está exposto aos ataques cibernéticos. Isso pode comprometer a disponibilidade do serviço ou, mais do que comprometer a disponibilidade, pode comprometer a confiabilidade dos serviços judiciais, por meio de um acesso indevido a um dado judicial, a manipulação dos dados. Esse é um risco que nós não podemos mais correr”, assevera.

Diante desse cenário, João Thiago Guerra afirma que toda a população ganha com a segurança cibernética. “A sociedade se beneficia porque essa linha de atuação garante a confiabilidade dos serviços judiciários, não apenas a sua disponibilidade, mas em especial a sua confiabilidade”.

Presidente do Comitê de Gestão Estratégica e do Comitê Técnico Operacional de Inteligência Artificial do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro destaca que a visita da equipe do CNJ é relevante para o Tribunal de Justiça porque indica a maturidade da instituição com relação ao tratamento dos sistema digitais, da Tecnologia da Informação e o avanço que o tribunal vem fazendo em termos de inclusão digital e de oferecimento de serviços digitais para a sociedade.

“O Justiça [+ Segura], do Conselho Nacional de Justiça, é um projeto relevante para todos os tribunais do país e nós compreendemos essa oportunidade como única, no momento em que podemos contribuir com o nascedouro do projeto. Essa é a intenção do CNJ, por aquilo que foi colocado, ou seja, uma construção cooperativa com os tribunais e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso sendo um desses colaboradores”, afirmou.

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Saboia lembrou que a transformação digital no Poder Judiciário de Mato Grosso remonta a 2009 e tem evoluído continuamente. “Ao longo dos anos, as administrações vieram investindo em tecnologia, em cibersegurança, em uma série de ferramentas de tecnologia e governança para minimizar riscos com relação à cibersegurança. Contudo, nós sabemos que a evolução tecnológica tem adotado uma velocidade exponencial nos últimos anos. E mais do que nunca, essas ferramentas, essas políticas, a prática de governança precisam ser aperfeiçoadas. Então, quando se trabalha em um projeto de cunho nacional, como é o Justiça [+ Segura], o que se pretende é enxergar todas as realidades dos tribunais e construir algo que seja viável a todas as unidades judiciárias do país”, comentou.

Também participaram da reunião com o CNJ os desembargadores Rodrigo Curvo (ouvidor-geral do PJMT) e Lídio Modesto da Silva Filho (presidente do Comitê Gestor de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso); os juízes auxiliares da Presidência do TJMT e da CGJ-MT, respectivamente Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Jorge Alexandre Martins Ferreira; a juíza coordenadora do Laboratório de Inovação e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – InovajusMT, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes; o juiz representante do 1º Grau, Gabriel da Silveira Matos; a vice-diretora geral do TJMT, Renata Bueno; as coordenadoras Judiciária e de Tecnologia da Informação do TJMT, respectivamente Rose Pincerato e Márcia Buhr; o analista técnico de Gestão do Programa Justiça [+ Segura], Fabiano Lima; o chefe substituto da Divisão de Segurança da Informação do CNJ, Hyago Mariano; a assistente de Gestão de Projetos UGP/PNUD, Laisa Lima; e a assistente de Comunicação do Programa Justiça [+ Segura], Amanda Damasceno.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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