AGRONEGÓCIO

Coopama fortalece o campo com tecnologia e troca de conhecimento no evento “Coopama no Campo Grãos”

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A Coopama promoveu, no último dia 28 de janeiro, o Coopama no Campo Grãos – Safra 2025/2026, um dos principais eventos técnicos voltados às culturas de milho e soja no sul de Minas Gerais. Realizado na Estação Experimental Terra Madre, o encontro reuniu 260 participantes, entre cooperados, produtores rurais, técnicos e profissionais do agronegócio, consolidando-se como um importante espaço de atualização e troca de experiências para o setor.

Tecnologias e soluções aplicadas no campo

Durante o evento, os participantes acompanharam demonstrações práticas de manejo e posicionamento de cultivos, com foco em tecnologias que aumentam a resiliência e sustentabilidade dos sistemas produtivos. As atividades abordaram desde o desenvolvimento inicial das lavouras até etapas decisivas de condução das culturas, considerando os principais desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo agrícola.

De acordo com o cooperado Byron Augusto de Assis, o evento reforça o papel da pesquisa e da informação técnica no campo:

“Isso aqui é um local que gera informação. Uma estação de pesquisa, onde são feitos ensaios. Sabemos que nem sempre qualidade e preço caminham juntos — e, muitas vezes, o produtor acaba esquecendo do básico”, afirmou.

Espaço para diálogo entre produtores e especialistas

Além das demonstrações práticas, o Coopama no Campo Grãos proporcionou interação direta entre produtores, fornecedores e equipe técnica da cooperativa, criando um ambiente de aprendizado coletivo. Essa troca de experiências, segundo os organizadores, contribui para decisões mais assertivas e sustentáveis dentro das propriedades.

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O cooperado Gustavo Vieira destacou a relevância do encontro:

“Esse evento é importante porque nos coloca em contato com novos produtos e possibilidades de manejo. Dá para aglutinar conhecimento e enxergar diferentes maneiras de aplicar as tecnologias no dia a dia. Isso faz diferença na tomada de decisão no campo.”

Palestra técnica reforça base científica para alta produtividade

O evento contou também com uma palestra ministrada por Marcos Palhares, engenheiro agrônomo e mestre em Agronomia, com o tema “Fundamentos para alta produtividade na cultura do milho”. O especialista apresentou uma abordagem integrada entre ciência e prática, defendendo a tomada de decisão com base em dados e evidências técnicas, aliada ao uso de soluções que promovam eficiência e sustentabilidade nas lavouras.

Compromisso da Coopama com o desenvolvimento regional

A realização do Coopama no Campo Grãos reafirma o compromisso da cooperativa com o fortalecimento do agronegócio regional, aproximando o produtor de informações técnicas atualizadas, resultados de pesquisa e soluções alinhadas à realidade do campo.

O evento consolidou-se como um espaço estratégico de construção de resultados e difusão de conhecimento, reforçando a ideia de que é no campo onde as decisões realmente acontecem.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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