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Setor Cafeeiro Reforça Compromisso com o Trabalho Decente e Sustentabilidade

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Café Brasileiro Avança em Ações pelo Trabalho Sustentável

O setor cafeeiro brasileiro iniciou 2026 com novas ações voltadas à promoção do trabalho decente e à valorização da sustentabilidade no campo. Nos dias 23 e 30 de janeiro, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Cooxupé promoveram as primeiras etapas de capacitação para técnicos multiplicadores, em Guaxupé (MG).

A iniciativa integra o Programa Trabalho Sustentável, do MTE, e busca disseminar boas práticas laborais e socioambientais na cafeicultura brasileira, fortalecendo o compromisso da cadeia exportadora com padrões internacionais de responsabilidade social.

Capacitações Alinham Produção e Conformidade Legal no Campo

Segundo Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Cecafé, o programa representa mais um ciclo de formações voltado a melhorar as condições de trabalho nas propriedades rurais. A ação une a experiência prática do setor exportador ao conhecimento técnico do MTE, aproximando empregadores e fiscalização.

Durante o encontro de 23 de janeiro, especialistas do ministério, Alexandre Scarpelli e Luiz Henrique Ramos Lopes, apresentaram temas como os modelos legais de contratação de mão de obra rural, os fundamentos da Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31) — que trata de segurança e saúde no trabalho — e os princípios do próprio Programa Trabalho Sustentável.

Na segunda etapa, realizada em 30 de janeiro, o coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Rural, Jackson Sena Brandão, abordou as formas de contratação no campo, incluindo trabalho temporário, avulso, consórcio de empregadores e prestação de serviços. Também destacou o Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR), obrigatório pela NR-31, que visa prevenir acidentes e doenças ocupacionais nas lavouras.

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Diálogo Entre Governo e Setor Produtivo Fortalece Práticas no Campo

Para o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, as capacitações vão além da formação técnica. “O encontro promoveu um diálogo aberto entre especialistas, técnicos e representantes do Ministério do Trabalho, permitindo adequar normas à realidade do campo e fortalecer o compromisso social da cafeicultura”, ressaltou.

A diretora do Cecafé reforça que as ações demonstram a maturidade e o avanço da cadeia de fornecimento do café brasileiro, que hoje se posiciona como referência internacional em práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Segundo Silvia, “essas iniciativas reforçam a imagem do Brasil como origem sustentável, preparada para atender às novas regulações e às exigências dos mercados internacionais”.

Exigências Globais e Legislação Europeia Ganham Espaço nas Discussões

Entre os temas debatidos, ganhou destaque a importância das novas regras internacionais que exigem transparência e rastreabilidade socioambiental nas cadeias produtivas. A União Europeia, principal destino das exportações brasileiras de café, passou a exigir que empresas adotem mecanismos de devida diligência para monitorar e mitigar riscos de violações trabalhistas e ambientais.

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Durante o evento de 23 de janeiro, a adida social da Embaixada da Alemanha no Brasil, Kathrin Schäfers, ministrou a palestra “Legislação sobre a devida diligência e sua contribuição para condições de trabalho dignas”. Ela também acompanhou uma imersão prática na cadeia produtiva do café, desde o cultivo até o carregamento dos contêineres para exportação, destacando o alto nível de sustentabilidade da cafeicultura mineira.

Capacitação de Técnicos e Disseminação de Boas Práticas

Nos dois encontros, aproximadamente 200 técnicos da Cooxupé foram capacitados. Eles atuarão como multiplicadores do conhecimento adquirido, disseminando boas práticas trabalhistas e de segurança nas propriedades rurais atendidas pela cooperativa.

Esses profissionais serão fundamentais para orientar produtores sobre as formas legais de contratação, gestão de riscos e adoção de práticas seguras e éticas no campo, contribuindo para o fortalecimento de uma cultura de trabalho responsável no setor cafeeiro.

Parceria Internacional e Comunicação com o Público

Durante o evento, o Cecafé também anunciou uma parceria com a Associação Alemã de Café (Deutscher Kaffeeverband – DKV) para ampliar a divulgação do Programa Trabalho Sustentável. A iniciativa contará com influenciadores digitais especializados em café, que ajudarão a comunicar boas práticas do setor e o compromisso do Brasil com o trabalho decente.

O primeiro episódio da série está disponível no link: bit.ly/cafetrabalhodecente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rumo entrega primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso e amplia corredor logístico do agronegócio até o Porto de Santos

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A Rumo Logística realizou no último sábado (20/6) a entrega da primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso (FMT), marco considerado estratégico para a infraestrutura de transportes do país. A cerimônia marcou o início da operação dos primeiros 162 quilômetros de trilhos e a entrada em funcionamento do novo terminal rodoferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), ampliando a conexão entre o principal polo produtor de grãos do Brasil e o Porto de Santos (SP).

O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.

Investimento supera R$ 5 bilhões na primeira etapa

Nesta fase inicial, a Rumo investiu mais de R$ 5 bilhões na implantação da ferrovia, que liga o Terminal de Rondonópolis ao novo terminal de Dom Aquino. O empreendimento é considerado um dos maiores projetos ferroviários em execução no país e reforça a estratégia de expansão da malha logística no Centro-Oeste.

O novo terminal foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, aproximando os trilhos das áreas de produção e aumentando a eficiência no escoamento da safra agrícola.

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Autoridades destacam impacto logístico e ambiental

Durante a cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância da ferrovia para a redução de custos logísticos e para o fortalecimento da competitividade do agronegócio brasileiro.

Segundo ele, a ampliação da malha ferroviária contribui também para ganhos ambientais, ao reduzir emissões de carbono, acidentes rodoviários e melhorar a eficiência do transporte de cargas.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou que o projeto representa um avanço histórico para o estado, reforçando a competitividade do maior produtor de grãos do país.

Rumo destaca estratégia de longo prazo em infraestrutura

O CEO da Rumo, Pedro Palma, afirmou que a Ferrovia de Mato Grosso foi planejada para acompanhar o crescimento produtivo da região e garantir capacidade logística para as próximas décadas.

Segundo ele, a entrega da primeira fase reforça a estratégia da companhia de investir em infraestrutura de alta eficiência, com foco em previsibilidade, redução de custos e suporte ao aumento da produção agrícola brasileira.

Ferrovia de Mato Grosso integra novo modelo de expansão no país

A Ferrovia de Mato Grosso (FMT), oficialmente denominada Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, integra o Novo PAC e se destaca como o primeiro projeto ferroviário do Brasil estruturado sob o modelo de autorização estadual com investimento privado.

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Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, conectando 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal até Cuiabá, ampliando a integração logística do estado.

Terminal da BR-070 reforça capacidade de armazenagem e operação

A primeira fase inclui ainda o novo terminal rodoferroviário da BR-070, instalado em uma área de 200 hectares em Dom Aquino (MT).

O complexo conta com capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora e carregar até 16 vagões por hora. A estrutura também permite o armazenamento de até 42 mil toneladas de grãos, além de estacionamento para até 250 caminhões e área de apoio aos motoristas.

Com a operação inicial da ferrovia e do terminal, o projeto avança como um dos principais vetores de modernização logística do agronegócio brasileiro, especialmente no escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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