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Estiagem prolongada afeta produção de cana em Alagoas e acende alerta para o crédito rural

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O setor sucroenergético de Alagoas enfrenta um cenário desafiador provocado pela estiagem prolongada que vem se repetindo nas últimas safras. A falta de regularidade das chuvas tem reduzido a produtividade dos canaviais e comprometido o planejamento agrícola em diversas regiões do estado.

Na Usina Santa Clotilde, um dos principais polos de produção da região, o impacto é evidente. Enquanto a safra anterior atingiu 901 mil toneladas de cana, a projeção para o ciclo atual caiu para 870 mil toneladas, o que representa uma redução de 3,5%.

Produção irrigada ganha destaque em meio à seca

A diferença entre o cultivo irrigado e o de sequeiro se tornou ainda mais evidente nesta safra. A cana proveniente de áreas sem irrigação — responsável por cerca de 90% da produção dos fornecedores — sofreu uma queda de 17%, equivalente a 81 mil toneladas a menos. Já a cana cultivada com irrigação apresentou crescimento de 12%, compensando parte das perdas e reforçando a importância do uso de tecnologias de manejo hídrico.

De acordo com o supervisor agrícola da Usina Santa Clotilde, Pedro Sarmento, o déficit hídrico afeta diretamente o rendimento esperado das lavouras. “Um talhão que deveria produzir de 80 a 85 toneladas por hectare acaba rendendo 50 ou 55 toneladas. Essa perda impacta não só a safra atual, mas também o ciclo seguinte”, destacou.

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Chuvas irregulares e déficit de umidade no solo

Outro fator agravante é a forma como as chuvas têm ocorrido. Segundo Sarmento, o volume pluviométrico não é o único indicador de recuperação. “Em maio, tivemos 570 milímetros de chuva, mas quase todo o volume caiu em duas semanas. O solo não consegue armazenar tanta água de uma só vez, o que gera desperdício”, explicou.

Com um déficit atual de 146 milímetros em relação à média histórica, a situação preocupa os produtores e coloca em risco o aumento do TCH (Toneladas de Cana por Hectare) planejado para as próximas safras. A expectativa é de que 2025 e 2026 também registrem clima irregular, o que pode comprometer ainda mais a produtividade.

Banco Central alerta para riscos climáticos no crédito rural

O Banco Central do Brasil (BCB) vem monitorando os impactos da mudança do clima sobre a economia agrícola e financeira. Em seu mais recente Relatório de Riscos e Oportunidades Sociais, Ambientais e Climáticos (2025), o órgão destacou que eventos extremos como secas e enchentes aumentam a exposição do sistema financeiro aos riscos físicos climáticos, especialmente em carteiras de crédito rural.

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Segundo o BCB, bancos e cooperativas de crédito devem aprimorar suas políticas de gestão e concessão de crédito, considerando a vulnerabilidade das atividades agrícolas diante de secas prolongadas e irregularidade de chuvas. O relatório também aponta a importância de investimentos em tecnologias de irrigação e adaptação climática, essenciais para a sustentabilidade da produção e a redução de perdas econômicas no campo.

Perspectivas para o setor sucroenergético

Para os produtores alagoanos, o desafio agora é adaptar o manejo agrícola e ampliar a eficiência do uso da água. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas e linhas de crédito voltadas para irrigação, conservação do solo e uso racional de recursos hídricos.

Enquanto a cana irrigada segue apresentando bons resultados, a dependência da chuva ainda é um obstáculo para a estabilidade da produção. A recuperação da regularidade climática será determinante para garantir a rentabilidade e a sustentabilidade do setor sucroenergético nas próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia nutricional no hortifruti reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade dos alimentos, aponta especialista

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O setor de hortifruti enfrenta um desafio crescente para equilibrar produtividade e qualidade, ao mesmo tempo em que busca reduzir perdas ao longo de toda a cadeia, do campo até o consumidor final. Por serem altamente sensíveis a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, frutas e hortaliças podem ter seu valor comercial comprometido por desequilíbrios ao longo do ciclo produtivo.

Especialistas apontam que parte significativa dessas perdas tem origem ainda na fase de cultivo, o que reforça a importância de um manejo nutricional mais preciso e tecnificado desde o início da produção.

Perdas começam no campo e impactam toda a cadeia produtiva

De acordo com a engenheira agrônoma Fernanda Dantas, especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, muitas perdas atribuídas ao pós-colheita têm origem no campo.

Segundo a especialista, falhas no manejo nutricional comprometem a resistência, a uniformidade e a vida útil dos produtos, afetando diretamente a qualidade final.

“Embora as perdas sejam mais visíveis no transporte, armazenamento e varejo, grande parte delas começa no campo, com desequilíbrios nutricionais que reduzem a qualidade dos frutos e hortaliças”, explica.

Esse cenário impacta diretamente a rentabilidade do produtor, aumenta custos operacionais, reduz a eficiência da cadeia produtiva e contribui para o desperdício de alimentos, além de pressionar os preços ao consumidor.

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Nutrição vegetal avança com tecnologias mais precisas

Nos últimos anos, o setor de nutrição vegetal passou por uma evolução significativa, com o desenvolvimento de soluções mais específicas e eficientes para o manejo de hortifruti.

Entre as principais inovações estão fertilizantes especiais, bioestimulantes, aminoácidos e tecnologias de nutrição foliar de alta eficiência, que contribuem para maior tolerância ao estresse e melhor aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.

Segundo Fernanda Dantas, erros comuns no manejo ainda comprometem o desempenho das lavouras.

“Aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além do uso de programas genéricos sem considerar solo, clima e estágio da cultura, estão entre os principais problemas observados no campo”, destaca.

Manejo adequado melhora qualidade e reduz perdas pós-colheita

Um manejo nutricional equilibrado tem impacto direto nos principais atributos valorizados pelo mercado, como coloração, firmeza, uniformidade e desenvolvimento adequado dos frutos.

Nutrientes como cálcio, potássio e micronutrientes desempenham papel fundamental na formação estrutural das plantas e na conservação pós-colheita, aumentando a resistência dos produtos durante transporte e armazenamento.

Como resultado, alimentos com melhor padrão de qualidade apresentam maior aceitação no mercado, melhor valorização comercial, redução de perdas e maior competitividade para o produtor.

Além disso, práticas nutricionais mais eficientes contribuem para a sustentabilidade da produção, com melhor aproveitamento de insumos e redução de perdas por lixiviação, permitindo produzir mais com menor uso de recursos naturais.

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Monitoramento e agricultura de precisão são fundamentais

Para alcançar melhores resultados, especialistas recomendam que o produtor adote um acompanhamento constante da lavoura, com base em análises de solo e foliares, além de observação técnica no campo.

Sinais como desuniformidade, queda de vigor, frutos deformados, baixa produtividade e perda de firmeza podem indicar desequilíbrios nutricionais e necessidade de ajuste imediato no manejo.

“A base técnica é semelhante entre os produtores, mas a estratégia deve ser ajustada conforme estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis para diferentes perfis de produção, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, afirma Fernanda Dantas.

Tecnologia nutricional fortalece competitividade do hortifruti brasileiro

Com o avanço das tecnologias nutricionais e a adoção de práticas mais precisas de manejo, o setor de hortifruti tende a reduzir perdas ao longo da cadeia e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado.

A tendência é de maior profissionalização da produção, com integração entre tecnologia, monitoramento e sustentabilidade, fortalecendo a competitividade do produtor e contribuindo para um sistema alimentar mais eficiente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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