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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 21,5 bilhões em 2025, com China na liderança dos destinos

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Rio Grande do Sul mantém posição de destaque nas exportações brasileiras

O Rio Grande do Sul encerrou 2025 como o sétimo maior exportador do Brasil, com US$ 21,5 bilhões em vendas externas, o que representa 6,2% do total nacional, segundo dados do Boletim de Exportações do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

O resultado foi impulsionado principalmente pelo bom desempenho do primeiro trimestre, quando as exportações cresceram 12,1% em relação ao mesmo período de 2024.

Soja, fumo e carnes lideram a pauta exportadora gaúcha

A pauta exportadora do estado em 2025 foi dominada pelo complexo soja, responsável por US$ 5 bilhões em embarques. Em seguida vieram fumo e derivados, com US$ 3 bilhões, carnes com US$ 2,7 bilhões, produtos florestais e cereais e farinhas, ambos com US$ 1,2 bilhão, além de veículos rodoviários, que alcançaram US$ 1,1 bilhão.

Apesar desses números, o estado registrou queda de 1,9% nas exportações totais em relação a 2024 — uma perda equivalente a US$ 426 milhões —, enquanto o Brasil, como um todo, teve crescimento de 3,5% nas vendas externas.

Estiagem e queda no complexo soja pesaram no resultado anual

O principal fator de retração foi a redução de 20,3% nas exportações do complexo soja, resultado da estiagem que afetou a produção agrícola e reduziu o volume exportado em US$ 1,3 bilhão. Também contribuíram para o recuo a queda nas exportações de máquinas e equipamentos industriais (-32,2%) e de produtos florestais (-13%).

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Por outro lado, alguns setores mostraram forte recuperação. As exportações de carnes cresceram 15,4%, fumo e derivados avançaram 11,1%, e veículos rodoviários tiveram alta expressiva de 26,3%.

No setor pecuário, os embarques de carnes bovina e suína compensaram a leve queda de 1,3% na carne de frango. Já a indústria automotiva foi impulsionada pelas vendas de autopeças e veículos de passeio, que tiveram grande aceitação em mercados da América do Sul.

China mantém liderança entre os principais parceiros comerciais

A China seguiu como o principal destino das exportações gaúchas, com participação de 22,5% no total. Em seguida aparecem a União Europeia (12,9%), Estados Unidos (7,7%) e Argentina (7%). Outros mercados importantes foram Vietnã, Indonésia, Paraguai e Uruguai, que juntos representaram 61,4% das exportações do estado.

A Argentina teve destaque especial, consolidando-se como o quarto maior parceiro comercial do Rio Grande do Sul, com US$ 1,5 bilhão exportados — um salto de 36,4% em relação a 2024. O avanço foi atribuído à retomada das importações argentinas a partir do segundo semestre, com forte demanda por veículos de passageiros, autopeças e máquinas agrícolas.

Crescimento expressivo nas exportações para Singapura e Indonésia

As exportações para Singapura também registraram forte alta, somando US$ 350,5 milhões — um crescimento de 72,6% em relação ao ano anterior. Mais da metade desse valor (52%) veio de óleos combustíveis, impulsionados pela atuação da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e pela relevância de Singapura como polo energético e logístico.

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Outro destaque foi a Indonésia, que ampliou suas compras de produtos gaúchos em 167,1%, com incremento de US$ 377 milhões. O crescimento foi puxado principalmente por farelo de soja, fumo não manufaturado e cereais.

Redução nas vendas para China, Coreia do Sul e Irã

As maiores quedas nas exportações ocorreram em destinos como China, Coreia do Sul e Irã. No caso chinês, o recuo foi associado à menor oferta de soja e celulose, além da redução nos embarques de carnes.

A carne de frango, por exemplo, foi afetada por embargos temporários decorrentes de um foco de influenza aviária registrado em Montenegro (RS). Mesmo assim, o produto manteve participação estável na pauta estadual, com US$ 1,2 bilhão exportado ao longo de 2025.

Estados Unidos reduzem importações após aumento de tarifas

As vendas do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos caíram 10,9% no acumulado de 2025, o que representa uma perda de US$ 200,5 milhões. O recuo se intensificou no segundo semestre, após o aumento de tarifas de importação imposto pelo governo norte-americano.

Entre agosto e dezembro, as maiores reduções ocorreram nas exportações de fumo não manufaturado, armas e munições, madeira, tratores agrícolas e celulose, responsáveis por 63,4% da perda registrada no período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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