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Etanol Brasileiro Avança Além da Cana: Biocombustível de Milho Reduz Volatilidade e Impulsiona Descarbonização

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Transição do Setor: Etanol de Milho Ganha Protagonismo no Brasil

Por mais de quatro décadas, o etanol de cana-de-açúcar foi o símbolo da matriz energética renovável brasileira, consolidado desde o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), em 1975. Hoje, o setor vive uma nova transformação com o avanço do etanol de milho, que vem ampliando a oferta e modernizando o parque produtivo nacional.

A criação da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), em 2017, foi um marco na estruturação dessa nova cadeia. Desde então, o país passou a contar com 29 usinas dedicadas exclusivamente ao milho, com capacidade anual de 12,36 bilhões de litros, segundo a DATAGRO. Outras 18 unidades estão em construção e 20 projetos em desenvolvimento, o que deve permitir que, em menos de uma década, a produção de etanol de milho se iguale à da cana.

Debate Superado: Etanol de Cana e Milho São Complementares, Não Rivais

A percepção de que os dois modelos competem perdeu força. Segundo Guilherme Nolasco, presidente da UNEM, e Mário Campos Filho, presidente da Bioenergia Brasil, o futuro da bioenergia está na integração entre as rotas produtivas, não na competição.

“O etanol de milho e o de cana são produtos idênticos em sua composição química. O que muda é o caminho até chegar à molécula final”, explica Campos Filho.

“Transformar essas diferenças em complementaridade é a grande oportunidade do setor”, completa Nolasco.

Diferenças Produtivas: Sazonalidade e Logística Moldam Cada Modelo

O etanol de cana é produzido a partir de uma cultura semiperene, com colheita concentrada entre abril e novembro. Como a cana precisa ser moída em até 48 horas após a colheita, o processo é intensivo e sazonal.

Já o etanol de milho é fabricado a partir de um grão armazenável, colhido principalmente na segunda safra (maio a setembro). Essa característica permite produção contínua durante todo o ano, reduzindo o impacto da entressafra e estabilizando o abastecimento.

“Enquanto a cana tem seu estoque no campo, o milho está no silo. Isso muda completamente a dinâmica industrial”, explica Campos Filho.

Mercado Mais Estável e Menos Volátil

Antes do avanço do milho, o período entre dezembro e março — entressafra da cana — sempre exigia formação de grandes estoques, elevando custos e volatilidade de preços.

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Com a expansão das biorrefinarias de milho, a oferta se tornou mais constante, trazendo estabilidade ao mercado e benefícios diretos ao consumidor.

“O etanol de milho reduziu a necessidade de grandes estoques e garantiu oferta contínua. Isso trouxe previsibilidade e menor variação de preços”, afirma Nolasco.

Custos, Eficiência e Coprodutos: O Papel das Duas Cadeias

A formação de custos do etanol de cana depende da relação entre os preços do açúcar e do próprio etanol, enquanto no milho, o principal insumo é o grão cotado no mercado internacional.

Apesar disso, o modelo de milho ganha força nas regiões produtoras do Centro-Oeste, onde há abundância de matéria-prima e menores custos logísticos.

Além disso, as duas cadeias apresentam coprodutos distintos:

  • Na cana, o bagaço gera energia renovável para a própria usina;
  • No milho, o DDG (farelo proteico) e o óleo de milho aumentam a rentabilidade e integram o conceito de economia circular.
Complementaridade Estratégica e Políticas Públicas

Nos últimos anos, o crescimento do etanol de milho foi essencial para manter o abastecimento nacional, especialmente quando o mix das usinas de cana foi direcionado para o açúcar.

“Nos últimos quatro anos, os dois modelos conviveram de forma harmônica e produtiva”, afirma Campos Filho.

Essa expansão foi crucial para o avanço de programas como o RenovaBio e a manutenção de altos níveis de mistura de etanol na gasolina, além de apoiar novas políticas como o E30.

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As usinas flex, que produzem tanto etanol de cana quanto de milho, têm sido fundamentais nesse processo. Elas operam com alta eficiência energética, utilizando bagaço de cana como biomassa para sustentar a produção de milho durante a entressafra.

Sustentabilidade: Etanol é Combate Direto ao Carbono

Ambas as rotas de produção possuem baixa pegada de carbono e alta eficiência energética quando comparadas aos combustíveis fósseis.

  • A cana se destaca pela alta produtividade e autossuficiência energética;
  • O milho, por sua vez, utiliza áreas já cultivadas na segunda safra, sem demandar expansão agrícola.

“Nosso desafio não é etanol de milho versus etanol de cana. É etanol versus carbono”, resume Nolasco.

O RenovaBio tem sido essencial nesse contexto, certificando a produção com base na intensidade de carbono de cada produtor, estimulando o uso de biocombustíveis como solução climática.

Impacto Regional e Economia Circular no Centro-Oeste

O avanço das biorrefinarias de milho tem impulsionado o desenvolvimento econômico do Centro-Oeste, transformando excedentes agrícolas em etanol, bioenergia e insumos para ração animal.

Essas plantas contribuem para geração de empregos, integração logística e segurança energética, além de fortalecer cadeias de suínos, aves e peixes.

“Estamos convertendo excedentes agrícolas em energia limpa e alimento, promovendo simultaneamente a segurança energética e alimentar”, explica Nolasco.

Futuro do Etanol: Integração e Descarbonização Global

O Brasil caminha para se consolidar como referência mundial em biocombustíveis de baixo carbono, com perspectivas de expansão para combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e transporte marítimo.

“O modelo de etanol brasileiro é um ativo estratégico global na agenda de descarbonização”, reforça Campos Filho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expoagro, procissão religiosa e corrida provocam interdições no trânsito

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A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública realizará interdições temporárias em vias de Cuiabá para a realização da 58ª Expoagro, de uma procissão religiosa e da corrida Santander Track&Field Run Series Shopping Estação Cuiabá. As alterações ocorrerão nas proximidades da Acrimat, da Rua Major Gama e da Avenida Miguel Sutil, em locais distintos, entre sexta-feira (10) e domingo (12), para garantir a segurança dos participantes e a fluidez do trânsito.

Para a Expoagro, será necessário interditar totalmente a Rua São Cristóvão, que permanecerá fechada das 17h às 4h de sexta-feira e sábado. A via dá acesso ao portão de entrada do Sindicato Rural.

Devido ao fluxo de pedestres na região, os motoristas devem redobrar a atenção. Além de agentes de trânsito monitorando o tráfego no entorno da Acrimat, equipes de segurança pública reforçarão a área externa para coibir a cobrança indevida de estacionamento.

No sábado, 11, a interdição ocorrerá na Rua Major Gama, a partir das 18h30, para a realização da procissão religiosa em homenagem a São Pedro. O percurso é curto, com bloqueios momentâneos e liberação da via conforme a passagem dos fiéis. Agentes de trânsito acompanharão todo o trajeto.

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No domingo, 12, em razão da etapa do Santander Track&Field Run Series Shopping Estação Cuiabá, com largada às 5h30 em frente ao shopping, na Avenida Miguel Sutil, no bairro Santa Rosa, haverá estreitamento de pista ao longo do percurso.

Após a largada, os participantes seguirão pela Avenida Miguel Sutil, no sentido Várzea Grande, até a rotatória do Cidade Alta, retornando pela mesma via até o Centro de Eventos do Pantanal.

Segundo a secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne, a orientação aos motoristas é reduzir a velocidade e respeitar a sinalização de trânsito. “Especificamente durante a corrida de pedestres, nossas equipes estarão monitorando todo o percurso. A via não será totalmente interrompida, mas funcionará com estreitamento de pista, e todo cuidado é necessário para garantir a segurança dos participantes. Quanto aos demais eventos, sempre vale a conscientização, a prudência e o respeito no trânsito”, frisou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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