Policiais militares da Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), do 2º Comando Regional prenderam, nesta quinta-feira (22.1), dois integrantes de facção criminosa suspeitos por roubo, porte ilegal de arma de fogo e direção perigosa, em Várzea Grande. As equipes recuperaram um veículo, apreenderam uma arma de fogo e um dos integrantes da quadrilha morreu, após confronto com os militares.
Durante o patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero, os policiais militares flagraram dois homens em uma motocicleta modelo Honda CG 150, no bairro Costa Verde, em atitude suspeita. Durante tentativa de abordagem, o piloto seguiu em alta velocidade, dando início a uma perseguição policial.
No trajeto, já no bairro Jardim Primavera, os militares se depararam com motorista de um veículo modelo Hyundai Creta branco, também em alta velocidade e realizando manobras indevidas nas ruas. Ao perceber aproximação dos policiais, o condutor bateu em três motociclistas.
Mesmo após os acidentes, o suspeito permaneceu na tentativa de fugir dos militares. Em terminado momento, ao saltar diversos quebra molas, o homem perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e parou somente ao dar pane elétrica no veículo, que já apresentava diversos danos.
Durante abordagem, o homem, de 19 anos, confessou aos policiais militares que havia roubado o carro, de uma residência no bairro Costa Verde, na companhia de mais quatro comparsas. O suspeito alegou que os demais integrantes da quadrilha estaria em uma casa, na região do Capão Grande.
Com apoio de demais equipes, os policiais militares se deslocaram até o local relatado e flagraram algumas pessoas saltando muros de residências vizinhas. No entanto, um homem, de 19 anos, foi detido na casa e apontado como um dos autores da ação criminosa. A motocicleta Honda CG 150 foi localizada na casa.
Em rondas pela região, os militares se depararam com um homem, de 20 anos, escondido em uma área de mata. O suspeito atirou contra as equipes, que revidaram à injusta agressão. Ele foi baleado e socorrido pelos próprios militares até o Pronto Socorro, Hospital e Maternidade Municipal de Várzea Grande (PSHM-VG), não resistiu e veio à óbito. O homem portava um revólver calibre .32 e diversas munições.
Os policiais militares foram informados que as vítimas do acidente também foram atendidas no PSHM e não apresentavam risco de morte. Os suspeitos detidos, a motocicleta e o veículo recuperado foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência. Participaram da ação, equipes do 4º Batalhão, Rotam, Força Tática e Ciopaer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.
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