Mato Grosso

Governo de MT repassa R$ 11 milhões para construir ponte e modernizar ETA em Alto Garças

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O Governo de Mato Grosso anunciou para Alto Garças, nesta quarta-feira (22.1), recursos para a ampliação do Sistema de Abastecimento de Água do município e também lançou uma ponte de concreto de 60,5 metros sobre o Ribeirão Café, na MT-107. Os investimentos somam mais R$ 11,8 milhões para o município.

Nos últimos sete anos, o Governo destinou mais de R$ 134,1 milhões em recursos para Alto Garças, que contemplam áreas, como infraestrutura, educação e saúde.

“O Estado tem proporcionado muitos benefícios para a população de Alto Garças. A construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) e a ponte vão trazer mais desenvolvimento e progresso para a região”, afirmou o prefeito de Alto Garças em exercício, David Fraga de Carvalho, conhecido como Badu.

“Mostramos lealdade aos compromissos que devemos ter com o dinheiro público. Tiramos o Estado daquela situação de dificuldade financeira em que estávamos há alguns anos atrás. Esse é o dever de quem está na administração pública: trabalhar e fazer o dinheiro dos impostos retornar para todos nós em forma de estradas, hospitais e escolas”, destacou o governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes.

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O vice-governador Otaviano Pivetta ressaltou as entregas do Estado nos últimos sete anos. “Quando assumimos, Mato Grosso tinha no total 6,5 mil quilômetros de rodovias asfaltadas, e estamos entregando 7 mil apenas na nossa gestão, mais do que foi feito na história do nosso Estado. Estamos fazendo também uma revolução na saúde pública e entregamos o maior hospital do Estado, o Hospital Central, além de construir mais cinco em todas as regiões. E alavancamos a educação mato-grossense da 22ª para a 8ª posição. Não tem nenhum outro estado no Brasil que tenha feito essa transformação em tão pouco tempo”, citou.

Os recursos estaduais para construir a ponte vão substituir a atual, que possui estrutura de madeira que precisa de manutenções frequentes no período de chuvas, trazendo segurança ao trânsito de veículos, principalmente para o escoamento da produção local e o transporte escolar.

Já a ETA vai garantir um abastecimento de água mais eficiente para a população.

Também participaram da solenidade em Alto Garças a senadora Margareth Buzetti, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, juntamente com os deputados estaduais Valmir Moretto, Beto Dois a Um, Dr. Eugênio, Nininho, Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco, além dos secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e coronel PM César Roveri (Segurança Pública), do presidente da MT Par, Wener Santos, e de prefeitos da região do Araguaia.

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Fonte: Governo MT – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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