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Brasil assume liderança mundial na produção de carne bovina em 2025; Goiás bate recorde histórico nas exportações

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Brasil ultrapassa os Estados Unidos e se torna o maior produtor de carne bovina do mundo

O Brasil encerrou 2025 como líder mundial na produção de carne bovina, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) no informativo Agro em Dados de janeiro.

Apesar dos impactos da taxação de produtos brasileiros pelo governo norte-americano e das tensões geopolíticas que afetaram o comércio internacional, o país obteve recordes históricos de produção e exportação, impulsionado pelo elevado abate de fêmeas, demanda externa aquecida e valorização do preço do bezerro.

Com a retração da produção nos Estados Unidos, o Brasil ultrapassou o antigo líder global, reforçando sua posição como principal fornecedor de carne bovina no comércio internacional.

Setor bovino mantém preços firmes e abates em alta

De acordo com o relatório da Seapa, o desempenho do setor foi sustentado não apenas pelo bom momento das exportações, mas também pela manutenção de preços firmes no mercado interno.

Esse equilíbrio entre consumo doméstico e vendas externas foi essencial para consolidar o crescimento da produção nacional, mesmo em um contexto de custos elevados e desafios logísticos.

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O documento destaca ainda que o abate de fêmeas teve papel relevante no aumento da oferta de carne, movimento que tende a se estabilizar ao longo de 2026 com o início de um novo ciclo de retenção de matrizes.

Goiás tem recorde de abates e se consolida entre os maiores produtores do país

O estado de Goiás registrou avanço expressivo nos abates e na produção de carcaças bovinas em 2025.

Nos seis primeiros meses do ano, foram abatidos 2,0 milhões de animais, um aumento de 1,3% em relação ao mesmo período de 2024, com produção total de 527,6 mil toneladas de carcaça.

Segundo a Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa, o resultado “sinaliza uma tendência de recorde histórico para o estado”, especialmente considerando o terceiro trimestre, quando foram registrados 1,1 milhão de abates e 306,8 mil toneladas de carcaça, os maiores volumes da série histórica para o período.

Exportações goianas de carne bovina atingem recorde histórico

Entre janeiro e novembro de 2025, Goiás registrou o maior volume e valor exportado de carne bovina da história, consolidando-se como o terceiro maior exportador do país.

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Foram embarcadas 384,6 mil toneladas do produto para 96 países, gerando US$ 1,9 bilhão em receita — o maior saldo comercial já obtido pelo estado.

O desempenho reflete o fortalecimento da indústria frigorífica local e a diversificação dos destinos de exportação, que ampliaram o alcance da carne goiana em mercados estratégicos da Ásia e do Oriente Médio.

Perspectivas para 2026: Brasil fortalecido no mercado global

A Seapa avalia que o avanço de 2025 reforça a competitividade do Brasil no mercado mundial de proteínas e confirma a eficiência do setor pecuário nacional diante de um cenário de restrições comerciais e mudanças geopolíticas.

Com o aumento da produtividade, investimentos em tecnologia e consolidação de novos mercados, o país deve manter a liderança global na produção e exportação de carne bovina em 2026, com destaque para estados como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio atingem US$ 16 bilhões em maio e representam mais da metade das vendas externas do Brasil

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O agronegócio brasileiro voltou a demonstrar sua força no comércio internacional em maio de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16 bilhões, avanço de 8,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado, consolidando o agro como responsável por 50,2% de todas as exportações brasileiras no período.

Os dados reforçam a relevância estratégica do setor para a economia nacional e mostram um cenário de expansão sustentado tanto pelo aumento dos volumes embarcados quanto pela valorização dos produtos exportados.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as vendas externas do agronegócio somaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6% sobre igual período de 2025 e o maior valor já registrado para o intervalo de janeiro a maio.

Enquanto o volume exportado cresceu 3,6% em maio, os preços médios dos produtos vendidos ao exterior avançaram 4,4%, contribuindo para o desempenho positivo da balança comercial do setor.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão, queda de 3,6% na comparação anual. Com isso, o saldo comercial do agronegócio alcançou superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.

China amplia liderança entre os principais compradores

A China permaneceu como o principal destino das exportações do agro brasileiro. Em maio, o país asiático adquiriu US$ 6,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Com participação próxima de 40% na pauta exportadora do setor, os chineses seguem como principal parceiro comercial do agronegócio nacional.

A União Europeia manteve a segunda colocação, com importações de US$ 2,4 bilhões e participação de 15% nas exportações do setor. O bloco registrou crescimento de 5,4% nas compras em relação ao ano anterior.

Os Estados Unidos apareceram na terceira posição, com aquisições de US$ 837 milhões. Apesar da participação de 5,2% na pauta exportadora, o mercado norte-americano apresentou retração de 28% em comparação a maio de 2025.

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Além dos grandes mercados tradicionais, países como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia ampliaram significativamente suas compras de produtos brasileiros, fortalecendo a estratégia de diversificação dos destinos das exportações.

Soja mantém liderança e carnes batem recordes históricos

A soja em grãos continuou sendo o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro. As vendas externas da commodity alcançaram US$ 6,3 bilhões em maio, crescimento de 14,6% frente ao mesmo período do ano anterior.

O volume embarcado chegou a 14,8 milhões de toneladas, alta de 5,1%, confirmando a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.

Outro destaque foi o desempenho das proteínas animais, que registraram recordes históricos de valor e volume exportado para o mês de maio.

As exportações de carne bovina in natura atingiram US$ 1,7 bilhão, avanço expressivo de 50,2% na comparação anual. Os embarques totalizaram 262 mil toneladas, aumento de 20,2%.

A China permaneceu como principal destino da proteína bovina brasileira, respondendo por US$ 1 bilhão em compras, o equivalente a 61,4% das exportações do segmento.

A carne de frango também apresentou desempenho recorde. As exportações somaram US$ 883 milhões, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado alcançou 442 mil toneladas, avanço de 32,3%.

O resultado evidencia a confiança dos mercados internacionais na produção brasileira, com embarques destinados a mais de 135 países ao longo do mês.

Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo novo recorde para maio.

Complexo soja, algodão e proteínas impulsionam crescimento

Entre os segmentos de maior destaque nas exportações do agronegócio, o complexo soja liderou com US$ 7,5 bilhões em vendas externas, crescimento de 16,3% em relação a maio de 2025.

As proteínas animais movimentaram US$ 3,2 bilhões, avanço de 38%, enquanto o segmento de fibras e produtos têxteis alcançou US$ 483 milhões, crescimento de 39,6%.

Produtos específicos também apresentaram resultados expressivos. O óleo de milho registrou exportações de US$ 28,5 milhões, aumento de 798%. O algodão alcançou US$ 450 milhões em vendas externas, crescimento de 45,3%, enquanto as miudezas de frango somaram US$ 62,5 milhões, alta de 20,5%.

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A pauta exportadora brasileira também ganhou maior diversificação com o avanço de produtos como sementes de gergelim, rações para animais domésticos, amendoim, arroz, óleo de milho, pães, biscoitos, produtos de pastelaria e erva-mate, todos com resultados recordes em valor ou volume exportado.

DDG ganha espaço e amplia presença internacional

O DDG (Dried Distillers Grains), subproduto da indústria de etanol de milho amplamente utilizado na alimentação animal, vem se consolidando como uma importante alternativa na pauta exportadora brasileira.

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações do produto alcançaram US$ 130 milhões, crescimento de 37,7%. O volume embarcado chegou a 555 mil toneladas, avanço de 30,5% e recorde histórico para o período.

O desempenho acompanha o trabalho de abertura de mercados realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde 2023, o Brasil conquistou acesso a 21 novos mercados para o DDG.

Nos cinco primeiros meses deste ano, os principais destinos foram China, Turquia, Vietnã e Nova Zelândia.

Diversificação e abertura de mercados fortalecem o agro brasileiro

O desempenho das exportações em maio reforça a capacidade do agronegócio brasileiro de atender à crescente demanda global por alimentos, fibras, energia renovável e insumos agroindustriais.

Além da força de cadeias tradicionais como soja e proteínas animais, o avanço de produtos de maior valor agregado e a ampliação do acesso a novos mercados vêm reduzindo a dependência de poucos compradores e fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

Com recordes sucessivos nas exportações e expansão dos mercados consumidores, o agronegócio segue como principal motor do superávit comercial brasileiro e um dos pilares do crescimento econômico do país em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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