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Agricultura familiar cresce e amplia presença na 36ª Abertura da Colheita do Arroz no RS

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A agricultura familiar intensifica sua participação na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que será realizada de 24 a 26 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

Neste ano, 20 empreendimentos familiares estarão presentes, contra oito em 2025 e seis em 2024, mostrando um crescimento expressivo da participação do setor. A maior parte das bancas apresentará produtos alimentícios de agroindústrias locais, especialmente da região de Pelotas, além de artesanato e plantas.

Estrutura moderna e diversificação de produtos

O extensionista rural Edenilson Batista de Oliveira, chefe do escritório municipal da Emater de Capão do Leão, destaca que o aumento da participação ocorre de forma constante nos últimos cinco anos.

“O volume de vendas cresceu 80% desde a primeira edição em que estivemos presentes, e para 2026 esperamos ampliar ainda mais a comercialização”, afirma Oliveira.

Com apoio da Federarroz, Embrapa e Secretaria de Desenvolvimento Rural, o evento contará com um pavilhão moderno, equipado com mais tecnologia, oferecendo estrutura adequada para receber os produtores familiares.

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Entre os produtos que serão comercializados estão linguiças, queijos, panificados, iogurtes, salames e bebidas artesanais, reforçando a diversificação e a qualidade da produção local.

Formalização e programas de incentivo fortalecem o setor

Nos últimos anos, houve aumento significativo de agroindústrias formalizadas. Oliveira destaca que o número de empreendimentos regulados cresceu mais de 1.000% nos últimos dez anos no estado. A formalização permite que os produtores vendam em feiras e programas institucionais, como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

Para participar do pavilhão da agricultura familiar, todos os empreendimentos devem estar cadastrados no Programa Estadual de Agroindústria (PAF), gerido pela Emater. Além disso, os produtores podem obter o selo “Sabor Gaúcho”, que atesta a qualidade e conformidade dos produtos.

“O selo se soma a todo o trabalho de orientação, desde boas práticas de fabricação até a organização da documentação e elaboração de tabelas nutricionais, garantindo segurança e qualidade para os consumidores”, explica Oliveira.

Evento gera oportunidades de renda e aproxima campo e mercado

A Abertura da Colheita do Arroz é considerada uma oportunidade estratégica para aumentar a renda da agricultura familiar, devido ao grande público presente. Novos produtores têm procurado o evento a cada ano, interessados em ampliar sua participação no mercado.

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O tema da 36ª edição é: “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”. O evento é promovido pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site oficial: www.colheitadoarroz.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Selic a 14,50% pressiona crédito e leva agroindústrias a buscar linhas subsidiadas para investir

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,50% ao ano, o custo do capital segue como um dos principais fatores nas decisões estratégicas das empresas, especialmente no agronegócio. Em um ambiente de crédito mais caro e restritivo, agroindústrias têm intensificado a busca por linhas subsidiadas para financiar investimentos, modernização e expansão.

A definição da taxa pelo Banco Central mantém o crédito tradicional em patamares elevados, impactando diretamente o planejamento corporativo. Projetos passam a ser analisados com maior rigor, considerando retorno ajustado ao risco, impacto no fluxo de caixa e estrutura de capital.

Crédito caro adia investimentos no agro

Com a alta da Selic, operações atreladas ao CDI acompanham o movimento da política monetária, encarecendo financiamentos e reduzindo a viabilidade de projetos, principalmente os de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Nesse cenário, empresas enfrentam um dilema: investir para ganhar competitividade ou preservar liquidez. O resultado, em muitos casos, é o adiamento de projetos produtivos, como ampliação de plantas industriais, aquisição de máquinas e adoção de novas tecnologias.

Além disso, instrumentos do mercado privado, como debêntures e operações estruturadas, continuam concentrados em grandes empresas com maior acesso a investidores e governança consolidada. Para pequenas e médias empresas (PMEs), o crédito se torna mais restrito, com prazos menores, custos mais altos e exigências mais rígidas de garantias.

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Linhas subsidiadas ganham protagonismo

Diante desse cenário, linhas de crédito subsidiadas operadas por bancos de desenvolvimento voltam ao centro da estratégia financeira das empresas, especialmente no agronegócio e na indústria.

Programas voltados à inovação e à digitalização produtiva têm ampliado a oferta de recursos com condições mais atrativas. Iniciativas conduzidas por instituições como BNDES e Finep priorizam investimentos em tecnologias como automação, robótica, Internet das Coisas (IoT) e manufatura avançada.

Com prazos mais longos, carência ampliada e taxas inferiores às do mercado tradicional, essas linhas alteram significativamente o cálculo de viabilidade dos projetos, permitindo que empresas mantenham seus planos de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados.

PMEs ampliam acesso a investimentos

Para micro, pequenas e médias empresas, o impacto das linhas subsidiadas é ainda mais relevante. O acesso a crédito com condições diferenciadas permite diluir o investimento inicial e viabilizar ganhos de produtividade que seriam inviáveis no crédito tradicional.

No entanto, acessar esses recursos exige mais do que identificar a linha disponível. Cada instituição financeira trabalha com critérios técnicos específicos, incluindo métricas de inovação, exigências regulatórias e modelagem financeira estruturada.

Engenharia financeira vira diferencial competitivo

Nesse contexto, a estruturação do funding ganha papel estratégico. A escolha da fonte de capital — considerando prazo, indexador, custo e exigências — passa a influenciar diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das empresas.

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Consultorias especializadas têm atuado na chamada engenharia de funding, estruturando operações que combinam diferentes fontes de recursos para reduzir o custo médio da dívida e ampliar a capacidade de investimento.

Casos recentes mostram empresas de setores como agronegócio, engenharia, varejo e recursos humanos acessando linhas como o Pró-Inovação, voltado ao financiamento de projetos tecnológicos, com apoio técnico na estruturação e aprovação dos financiamentos.

Estratégia financeira define crescimento

Com a Selic elevada, o crédito tradicional tende a pressionar margens e alongar o prazo de retorno dos investimentos. Nesse cenário, linhas subsidiadas deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia financeira das empresas.

A definição correta do funding pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Escolhas inadequadas comprometem o fluxo de caixa por anos, enquanto uma estrutura bem planejada sustenta o crescimento e melhora a competitividade.

Empresas que tratam o financiamento como variável estratégica conseguem avançar em suas agendas de modernização, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso. Já aquelas que dependem exclusivamente do crédito tradicional tendem a operar de forma mais conservadora, priorizando a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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