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Acordo Mercosul-União Europeia marca nova era de cooperação econômica, energética e sustentável, avalia ABAG

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A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) considera que a aprovação do Acordo Mercosul–União Europeia representa um marco estratégico para o fortalecimento das relações econômicas e políticas entre os dois blocos. Segundo a entidade, o tratado amplia a oferta e reforça a segurança alimentar e energética da União Europeia, em um momento em que o cenário geopolítico global exige estabilidade e novas parcerias sustentáveis.

Benefícios para o Mercosul: mais investimentos e competitividade global

Para os países do Mercosul, a ABAG destaca que o Acordo deve impulsionar o crescimento econômico regional, favorecendo o fluxo de investimentos e promovendo a redução ou eliminação de tarifas de exportação para produtos sul-americanos. Além disso, o tratado contribui para consolidar o bloco como potência alimentar, energética e ambiental, reforçando sua relevância no comércio internacional e sua capacidade de promover o desenvolvimento sustentável.

Novas agendas: energia limpa e cooperação tecnológica

O acordo também abre espaço para novas frentes de cooperação, especialmente nos setores de combustíveis sustentáveis para aviação, transporte marítimo e mobilidade híbrida. Essas iniciativas devem estreitar ainda mais a integração econômica entre América do Sul e Europa, fortalecendo parcerias em inovação tecnológica, logística e integração bioceânica, especialmente com países que já mantêm acordos avançados com a União Europeia, como o Chile.

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Brasil: parceiro estratégico em cadeias sustentáveis

Reconhecido internacionalmente como fornecedor confiável de alimentos e energia limpa, o Brasil tende a ampliar sua presença no mercado europeu, atendendo à crescente demanda por cadeias produtivas descarbonizadas e sustentáveis. Essa parceria é vista como essencial para o cumprimento das metas de redução de emissões e combate às mudanças climáticas dentro da União Europeia.

Perspectivas de longo prazo e fortalecimento da democracia

O presidente da ABAG, Ingo Plöger, enfatiza que o Acordo Mercosul–União Europeia estabelece um novo arcabouço jurídico e institucional, capaz de favorecer o avanço de agendas de cooperação entre blocos democráticos e comprometidos com a livre iniciativa.

“Abrem-se oportunidades nas áreas de novos combustíveis e tecnologias industriais, com mais cooperação do que competição. É um momento de integração de inovações em serviços digitais e de fortalecimento dos instrumentos da democracia. Mais mercado, melhor cooperação e maior participação do setor privado no desenvolvimento sustentável. Devemos construir um Roadmap conjunto e projetar uma nova agenda União Europeia–Mercosul para os próximos 25 anos”, afirmou Plöger.

Integração econômica e sustentabilidade: um novo ciclo de desenvolvimento

A ABAG reforça que o tratado representa um passo decisivo rumo a uma economia mais integrada, sustentável e inovadora, capaz de fortalecer a competitividade do Mercosul no cenário global. A cooperação ampliada entre empresas, governos e instituições dos dois blocos deve resultar em novas oportunidades de negócios, avanços tecnológicos e fortalecimento do comércio internacional com base na sustentabilidade e na democracia.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

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Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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