Saúde

Calendário do Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde para 2026 está disponível

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O Ministério da Saúde disponibilizou o calendário do Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde (Siaps) para este ano. Ele apresenta as datas-limite que gestores estaduais e municipais têm para enviar os dados de produção das equipes de saúde: até o décimo dia útil de cada mês, é necessário enviar as informações referentes ao mês anterior.

Os repasses federais em saúde para os estados e municípios brasileiros são feitos com base nos dados enviados pelos gestores locais, por meio do Siaps. Além disso, as informações atualizadas permitem a adesão a programas e estratégias da Política Nacional de Atenção Básica (Pnab) – por isso a importância de enviar no prazo estabelecido.

Confira, abaixo, o calendário de 2026:

Dezembro/2025

  • Data de início e fechamento: 01/12/2025 até 31/12/2025

  • Data limite: 15/01/2026

Janeiro/2026

  • Data de início e fechamento: 01/01/2026 até 31/01/2026

  • Data limite: 13/02/2026

Fevereiro/2026

  • Data de início e fechamento: 01/02/2026 até 28/02/2026

  • Data limite: 13/03/2026

Março/2026

  • Data de início e fechamento: 01/03/2026 até 31/03/2026

  • Data limite: 15/04/2026

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Abril/2026

  • Data de início e fechamento: 01/04/2026 até 30/04/2026

  • Data limite: 15/05/2026

Maio/2026

  • Data de início e fechamento: 01/05/2026 até 31/05/2026

  • Data limite: 16/06/2026

Junho/2026

  • Data de início e fechamento: 01/06/2026 até 30/06/2026

  • Data limite: 14/07/2026

Julho/2026

  • Data de início e fechamento: 01/07/2026 até 31/07/2026

  • Data limite: 14/08/2026

Agosto/2026

  • Data de início e fechamento: 01/08/2026 até 31/08/2026

  • Data limite: 15/09/2026

Setembro/2026

  • Data de início e fechamento: 01/09/2026 até 30/09/2026

  • Data limite: 15/10/2026

Outubro/2026

  • Data de início e fechamento: 01/10/2026 até 31/10/2026

  • Data limite: 16/11/2026

Novembro/2026

  • Data de início e fechamento: 01/11/2026 até 30/11/2026

  • Data limite: 14/12/2026

Dezembro/2026

  • Data de início e fechamento: 01/12/2026 até 31/12/2026

  • Data limite: 15/01/2027

Instituído no ano passado, o Siaps consolida informações essenciais da atenção primária, integra a Estratégia e-SUS APS e desempenha papel central no fortalecimento do primeiro nível de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), apoiando a qualificação dos processos de trabalho e gestão nos estados e municípios.

O Ministério da Saúde indica a adoção de boas práticas de envio, como a checagem de possíveis inconsistências na transmissão, para assegurar a qualidade das informações que subsidiam o planejamento os repasses regulares de recursos aos municípios.

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Laísa Queiroz

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Mudanças climáticas desafiam organização do SUS e reforçam adaptação dos serviços de saúde

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Os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população e os desafios para fortalecer a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram em debate durante painéis da programação técnica do 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre/RS. Durante as atividades, representantes do Ministério da Saúde (MS) discutiram estratégias voltadas à adaptação do setor de saúde, à organização dos serviços e à proteção das populações em situação de maior vulnerabilidade.

Os técnicos do Ministério explicaram que as mudanças climáticas impactam tanto as pessoas quanto o sistema de saúde e, por isso, o problema não pode ser tratado de forma isolada. Os eventos extremos afetam a continuidade dos serviços, agravam doenças e ampliam desigualdades já existentes. Por esta razão, os integrantes da mesa alertaram que a equidade precisa ser um eixo transversal das políticas de adaptação.

Vulnerabilidades

Além dos eventos extremos, outros problemas ocorrem em decorrência das mudanças climáticas: aumento das temperaturas, maior frequência de dias de calor intenso, poluição do ar, insegurança alimentar e dificuldades de acesso à água e ao saneamento básico. São impactos tendem a ser mais intensos entre idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e populações em situação de maior vulnerabilidade social.

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Um exemplo da gravidade dos problemas climáticos foi apresentado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Segundo o relato, secas prolongadas, enchentes, queimadas e ondas de calor já estão afetando o deslocamento das equipes de saúde, o abastecimento de insumos e a continuidade da assistência em diferentes regiões do país.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde ressaltou a necessidade de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como garantia de que os territórios tenham capacidade de responder aos efeitos das mudanças climáticas. A presença das equipes em todo o território nacional permite identificar vulnerabilidades, conhecer as características locais e organizar ações de prevenção, vigilância e cuidado de forma integrada.

Durante os painéis, foi apresentado aos gestores municipais de saúde o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima para a Saúde (AdaptaSUS). A estratégia, elaborada pelo Ministério da Saúde, integra o Plano Clima e orienta a incorporação da adaptação climática ao planejamento do setor. Ele estabelece diretrizes para fortalecer a vigilância em saúde, a gestão de riscos, a organização dos serviços, a produção e o uso de informações estratégicas e a resposta a emergências relacionadas ao clima. 

Infraestrutura resiliente

Na terça-feira, dia 14/07, os debates aprofundaram o papel da infraestrutura de saúde na adaptação às mudanças climáticas. Durante o painel “ADAPTASUS: Resiliência da infraestrutura de saúde, vigilância epidemiológica e proteção de populações vulneráveis” foi explicada a necessidade de garantir que os serviços permaneçam funcionando antes, durante e após eventos extremos, de forma a assegurar a continuidade da assistência mesmo em situações de crise.

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Segundo a equipe técnica do MS, a adaptação no setor saúde não se limita à resposta a desastres, mas envolve mudanças permanentes na forma de planejar e organizar os serviços. Isso inclui incorporar informações climáticas e ambientais ao planejamento em saúde, ampliar o uso de sistemas de alerta precoce, fortalecer a vigilância epidemiológica e priorizar ações voltadas às populações mais vulneráveis.

A infraestrutura resiliente envolve tanto aspectos físicos quanto organizacionais. Entre os exemplos citados estão a avaliação dos riscos climáticos na implantação e manutenção das unidades de saúde, a garantia de abastecimento de água, energia e comunicação, o fortalecimento das cadeias de suprimentos e a elaboração de planos de contingência capazes de assegurar a continuidade dos atendimentos durante eventos extremos.

O AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações voltadas ao fortalecimento da adaptação do setor saúde e conta com a participação ativa de estados e municípios na elaboração de estratégias compatíveis com as características de cada território. Para apoiar esse processo, o Ministério da Saúde disponibiliza painéis de informações sobre saúde e clima e incentiva o uso de dados locais para orientar o planejamento das ações.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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