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Central de Processamento Eletrônico organiza fluxos e amplia apoio às unidades do Primeiro Grau

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A Central de Processamento Eletrônico (CPE) vinculada à Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, fechou 2025 com resultados consolidados no apoio às unidades do Primeiro Grau. Ao longo do ano, a Central ampliou sua atuação, aumentou a produtividade e contribuiu diretamente para a redução de acervos e a melhoria dos fluxos de trabalho em todo o Estado.

Em 2025, a CPE passou a prestar apoio direto e contínuo a 40 unidades judiciárias, com atuação voltada ao impulsionamento processual e ao suporte especializado das rotinas cartorárias. Também manteve e fortaleceu o apoio na expedição de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) e Precatórios para 117 unidades judiciárias.

No período, 25.343 processos ingressaram no fluxo da Central no Processo Judicial Eletrônico (PJe), número superior aos 20.804 registrados em 2024. Já a expedição de requisições alcançou 58.448 registros, frente a 35.461 no ano anterior, evidenciando o aumento da capacidade operacional e a consolidação da CPE como estrutura de apoio permanente às unidades do Primeiro Grau.

O juiz auxiliar da Corregedoria e coordenador da CPE, Jorge Alexandre Martins Ferreira, destacou a ampliação do atendimento da Central às unidades com competência da Fazenda Pública. Segundo ele, o número de unidades atendidas passou de 84 para 117, além da redução do prazo para elaboração de RPV e precatórios, que passou a ser inferior a 30 dias.

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Criada pela Lei Estadual nº 11.126 de 2020 e regulamentada pela Resolução nº 09 de 2020 do TJMT, a CPE vem se consolidando como estrutura estratégica de apoio técnico e colaborativo às unidades judiciais.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, ressaltou que os resultados alcançados refletem o compromisso da Corregedoria com uma Justiça simples e eficaz. Segundo ele, embora a atuação da CPE ocorra nos bastidores, os efeitos alcançam todo o Estado e impactam diretamente o cidadão que aguarda a prestação jurisdicional.

Entre as ações desenvolvidas em 2025, os mutirões tiveram papel relevante. A CPE atuou de forma integrada com gabinetes do Núcleo dos Juizados Especiais, por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário, com ordens de bloqueio, decisões minutadas e triagem processual. O número de expedições de alvarás passou de 766 em 2024 para 1.118 em 2025.

A Central também prestou apoio ao Programa Mais Júri, voltado à redução do acervo de crimes contra a vida. Ao longo do ano, foram realizados júris em Cuiabá, Porto Alegre do Norte, Vila Rica, Várzea Grande, Sorriso e Marcelândia, em atuação conjunta com as unidades envolvidas.

Em 2025, a CPE passou por expansão estrutural, regulamentada pela Lei nº 12.957. A nova organização passou a contar com gestor administrativo, cinco gestores judiciários, três gestores de distribuição, além de analistas judiciários e assessores de gabinete, totalizando 109 colaboradores, entre servidores e estagiários.

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Outro avanço do ano foi a atuação inédita da Central no Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU). No mês de dezembro, a CPE iniciou mutirão de arquivamento que abrange todas as unidades do Estado, com previsão de atuação em cerca de 99 mil processos sentenciados pendentes. Em 25 dias úteis, foram realizadas 10.551 movimentações processuais e implantadas aproximadamente 1.200 guias.

A Central também prestou apoio ao Núcleo de Execuções Fiscais Estadual, com a realização de 238.005 tarefas e 102.433 movimentos processuais. Em 2025, o núcleo recebeu 2.773 processos novos e promoveu a baixa de 2.857, demonstrando eficiência no tratamento do acervo.

Para o coordenador da CPE, os resultados alcançados ao longo do ano evidenciam o impacto do investimento em organização, tecnologia e capacitação de pessoas. Segundo Jorge ALexandre, os números representam processos resolvidos, fluxos aprimorados e respostas mais rápidas à sociedade, reforçando a importância da Central no fortalecimento do Primeiro Grau do Judiciário de Mato Grosso.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, diz juiz após quase 40 anos dedicados à Justiça

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Em uma solenidade marcada pela emoção, gratidão e reconhecimento, o juiz Luiz Antônio Sari despediu-se da magistratura após 39 anos e seis meses de atuação no Poder Judiciário. Realizada no Fórum da Comarca de Rondonópolis, na sexta-feira (29), a cerimônia reuniu magistrados, servidores, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), familiares, amigos e convidados para homenagear uma trajetória marcada pela dedicação à Justiça, pelo atendimento humanizado e pela contribuição ao fortalecimento institucional do Judiciário mato-grossense.

Compuseram o dispositivo de honra a juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; o promotor de Justiça Reinaldo Antônio Vessani Filho, representando o Ministério Público; o advogado Bruno de Castro Silveira, representante da OAB de Rondonópolis; e os defensores públicos Jacqueline Gevizier Rodrigues Ciscato e Fernando Ciscato Bastos, representantes da Defensoria Pública.

Durante a cerimônia de despedida, Luiz Antônio Sari destacou os valores que nortearam sua caminhada profissional e pessoal. “Entrei no Judiciário em 1986, aos 35 anos. Já era casado com a minha companheira de seis décadas, Sonia Maria, e já tinha meus dois filhos”, relembrou.

Ao fazer um balanço da carreira, o magistrado definiu a magistratura como uma vocação que transcende os limites de uma atividade profissional.

“A magistratura é mais que um sacerdócio. É mais que uma profissão. É algo divino. Não é para qualquer um. É preciso ter amor ao próximo, ser cada vez mais fraterno”, definiu.

A visão humanista que marcou sua atuação também ficou evidente ao recordar os ensinamentos acumulados ao longo de quase quatro décadas julgando conflitos e lidando diariamente com histórias de vida: “Aprendi que o ser humano deve cuidar de si mesmo e buscar harmonia e compreensão ao semelhante.”

Ao olhar para a própria trajetória, Sari afirmou não guardar ressentimentos ou lamentações.

“Eu não tive tristeza, nem dificuldade no caminho. É preciso não ter queixa nenhuma. Só tenho um pouco de decepção porque poderia ter feito mais daquilo que fiz. Nunca parei”, revelou.

A juíza diretora do Foro da Comarca de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, destacou a relevância da trajetória de Luiz Antônio Sari para a história do Judiciário local. A juíza pontua que o magistrado construiu uma carreira marcada pela dedicação à comarca e pela decisão de permanecer em Rondonópolis, mesmo diante de oportunidades de ascensão profissional.

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“O doutor Luiz Antônio Sari completa 39 anos de magistratura e chega aos 75 anos de idade com uma trajetória admirável. Ele fez a escolha de permanecer em Rondonópolis, mesmo quando a comarca ainda era menor. Sempre teve um vínculo muito forte com a cidade e com a população. Muitos colegas seguiram na carreira para outros cargos e comarcas, mas ele optou por permanecer aqui, onde constituiu sua família e construiu sua história”, afirmou.

A magistrada lembrou ainda que Sari participou ativamente do desenvolvimento da estrutura judiciária local ao longo de mais de três décadas de atuação no município.

“Ele está em Rondonópolis desde 1993 e ajudou a construir a história desta comarca. Foi o primeiro juiz da Execução Penal, atuou nas varas criminais que foram sendo criadas ao longo dos anos e, há bastante tempo, está à frente da 1ª Vara Cível. Sempre foi um magistrado discreto, simples e extremamente humano”, ressaltou.

Ao falar sobre a despedida, Aline destacou o carinho e a admiração que o juiz conquistou entre servidores, magistrados e demais profissionais do sistema de Justiça.

“Todos aqui no fórum têm grande afeição por ele. A homenagem que realizamos foi muito emocionante”.

A dedicação integral ao trabalho é uma característica reconhecida por quem conviveu diariamente com o magistrado. A assessora técnica jurídica Tammy Bellinaso, que trabalhou ao lado dele durante 19 anos na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, destacou o compromisso permanente com a magistratura e com os jurisdicionados.

“Dr. Sari deixa um legado de dedicação, respeito e total entrega à magistratura, primando sempre pela entrega humana ao jurisdicionado e pela eficiência dos trabalhos prestados. Ele é exemplo de humanidade, integridade, devoção e amor ao que faz”, disse.

Tammy iniciou sua trajetória profissional no gabinete ainda no segundo ano da faculdade. Começou como auxiliar e, em 2010 assumiu a função de assessora técnica jurídica. Segundo ela, o magistrado viveu a profissão de maneira intensa.

“Durante 39 anos e seis meses de sua vida, o magistrado se entregou ao ofício de corpo e alma. Não houve um dia sequer em que não tenha trabalhado, fossem finais de semana ou feriados. Um verdadeiro amor à magistratura e à Justiça”, contou.

Ela afirma que os ensinamentos recebidos permanecerão como referência para toda a vida. “Ele foi e sempre será meu exemplo de dedicação, resiliência e amor em tudo o que faz. Minha gratidão é imensurável ao profissional e homem exemplar, íntegro e excepcional que ele é”.

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Em seu discurso de despedida, Luiz Antônio Sari compartilhou reflexões sobre empatia, solidariedade e convivência humana, valores que considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.

“Acredito que só exista a religião do amor. Amar o próximo como a si mesmo significa respeitar os sentimentos das pessoas. É um dever que temos a cumprir. Se cada um fizer a sua parte, dois terços dos problemas do mundo estarão resolvidos”, ensinou.

Para o magistrado, a vida em sociedade exige compreensão da interdependência entre as pessoas, pois “somos seres gregários, interligados e interdependentes”.

A mensagem final escolhida para marcar o encerramento de sua carreira resume a filosofia que guiou sua atuação no Judiciário e sua visão de mundo.

“Façam da vida uma lista de amor e não de terror”, ensinou.

Aposentado da magistratura, Luiz Antônio Sari garante que continuará vivendo os mesmos valores que defendeu ao longo da carreira: “Independentemente de estar na ativa, estou aqui. Vejo o sol, danço de manhã porque escolhi ser feliz. O amor é eterno.”

Despedida

A programação da solenidade contou ainda com a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, além de homenagens e pronunciamentos que relembraram a contribuição do magistrado para a história da comarca e do Poder Judiciário.

Ao longo da carreira, Luiz Antônio Sari participou de importantes marcos da Justiça em Rondonópolis. Entre eles, a mobilização para a elevação da comarca a Entrância Especial, a implantação da Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, o fortalecimento do Tribunal do Júri e a construção do atual Fórum Desembargador William Drosghic.

Reconhecido pelo compromisso com a cidade, o magistrado chegou a recusar, em 1994, uma promoção para Cuiabá. A decisão foi motivada pelo entendimento de que sua missão profissional estava ligada ao desenvolvimento da comarca de Rondonópolis e ao atendimento da população local.

A conquista da Entrância Especial, concretizada em 2004 com a inauguração do atual fórum, é considerada um dos momentos históricos de sua trajetória. Outro marco foi a consolidação do Tribunal do Júri da comarca, que passou a contar com espaço próprio em 2007, encerrando décadas de funcionamento em estruturas improvisadas.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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