AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE: Modernização do agro exige preparo jurídico e novas certificações

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A reativação das tratativas para a consolidação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia recolocou o agronegócio brasileiro em um cenário de dualidade: de um lado, a promessa de expansão econômica; de outro, o desafio de uma nova ordem regulatória. Considerado um dos maiores blocos econômicos do mundo, o pacto prevê a redução gradual de impostos para produtos estratégicos como carnes, grãos, café e suco de laranja, mas impõe condições técnicas severas.

Oportunidades estratégicas vs. Rigor regulatório

A competitividade brasileira pode ganhar um novo patamar com a eliminação de tarifas. No entanto, o ganho comercial está condicionado à capacidade do produtor em se adaptar a padrões internacionais de sustentabilidade e sanidade.

O advogado Adriano de Almeida, sócio do escritório Durão & Almeida Pontes Advogados Associados e especialista em direito agrário e tributário, ressalta que o setor precisa de preparo jurídico imediato. “O acesso a esse mercado de alto valor agregado demanda o cumprimento de normas técnicas e fiscais que hoje ainda representam gargalos para muitos produtores brasileiros”, explica Almeida.

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Gargalos tributários e logística internacional

Apesar da expectativa de redução de alíquotas de importação na Europa, a estrutura fiscal brasileira para exportação permanece complexa. Segundo o especialista, a diminuição tarifária não anula a necessidade de um planejamento tributário robusto. Questões como tributação indireta, gestão de créditos fiscais e custos logísticos continuam sendo fatores que, se mal administrados, podem neutralizar as vantagens competitivas trazidas pelo acordo.

Impacto sobre pequenos e médios produtores

Um dos pontos de maior preocupação para o setor é a possível disparidade na adaptação às novas regras. Pequenos e médios produtores tendem a sentir com mais força o peso dos investimentos necessários para:

  • Rastreabilidade completa da cadeia produtiva;
  • Certificações internacionais de baixo carbono;
  • Adequação sanitária rigorosa.

Adriano de Almeida alerta para o risco de uma concentração de mercado. “Se não houver políticas públicas e linhas de crédito que fomentem essa transição, o pequeno produtor terá dificuldades em atender às exigências europeias. O acordo é positivo, mas exige suporte interno”, pontua.

Expectativa e segurança jurídica

Enquanto o texto final do acordo ainda tramita sob resistências políticas na Europa, o agronegócio brasileiro observa o movimento com cautela. A mensagem de especialistas é clara: o sucesso do Brasil no mercado europeu não dependerá apenas da assinatura do tratado, mas da segurança jurídica e da modernização dos processos produtivos para atender a um consumidor global cada vez mais exigente.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Boletim aponta aumento de casos de influenza em Cuiabá; vacinação está disponível nas 72 USFs da capital

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios referente ao período de 4 de janeiro a 2 de maio de 2026, que mostra aumento expressivo nos casos de influenza A e B no município. Diante do cenário, a Secretaria reforça a importância da vacinação, disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital.

Conforme os dados da Vigilância Epidemiológica, Cuiabá registrou 1.883 casos de influenza A e B no período analisado, sendo 1.454 em moradores da capital. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 290 casos entre residentes, o aumento foi de 401,63%.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, o crescimento pode estar relacionado à maior circulação dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames laboratoriais em 2026. Apesar do aumento dos casos de influenza, o boletim também aponta queda de 89,75% nas notificações de Covid-19 em relação ao mesmo período do ano passado.

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A influenza é uma infecção viral altamente transmissível e pode evoluir para quadros graves, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção, contribuindo diretamente para a redução de internações e óbitos.

A vacina contra a influenza está disponível nas 72 USFs de Cuiabá para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Na rotina, a imunização é destinada a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais.

Também fazem parte do público prioritário puérperas, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua.

A campanha contempla ainda trabalhadores da saúde das redes pública e privada, professores do ensino básico e superior, profissionais das forças de segurança e salvamento, integrantes das Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários e dos Correios, população privada de liberdade, trabalhadores do sistema prisional e jovens sob medidas socioeducativas.

Entre as condições clínicas prioritárias estão doenças respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas e neurológicas, além de diabetes, obesidade grave, imunossupressão, transplantados e pessoas com trissomias.

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A Secretaria Municipal de Saúde também mantém vacinação domiciliar para pacientes acamados ou com mobilidade reduzida acompanhados pelas equipes das Unidades de Saúde da Família. O atendimento é realizado por profissionais multiprofissionais, incluindo enfermeiros, médicos e agentes comunitários de saúde, que também ofertam consultas médicas e odontológicas durante as visitas.

Outra estratégia adotada pela Secretaria é a vacinação de profissionais da saúde diretamente nos locais de trabalho, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito e sede da Secretaria Municipal de Saúde.

O boletim também mostra que a faixa etária mais atingida pela influenza neste ano é a de crianças de 0 a 6 anos, com 780 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas entre 15 e 59 anos, com 535 notificações. Já entre idosos com mais de 60 anos, foram contabilizados 133 casos até 2 de maio de 2026.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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