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Produção de açúcar do Centro-Sul cai 33% no fim de novembro, mas mantém avanço na safra 2025/26

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A produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil somou 724 mil toneladas na segunda quinzena de novembro, registrando uma queda de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (17) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

O recuo é resultado do encerramento gradual da moagem e da maior destinação da cana para a produção de etanol nas semanas finais da safra 2025/26. Ainda assim, no acumulado do ciclo, o setor sucroenergético mantém crescimento na produção de açúcar, que segue em alta de 1,1%, totalizando 39,90 milhões de toneladas.

Etanol tem leve retração, mas com produção de milho estável

Na segunda quinzena de novembro, a produção total de etanol caiu apenas 1,3%, somando 1,185 bilhão de litros, mesmo com a redução de 21,1% na moagem de cana. O destaque ficou para o etanol de milho, que se manteve praticamente estável, alcançando 374,82 milhões de litros no período, segundo a Unica.

As usinas do Centro-Sul, responsáveis por 90% da produção nacional de cana, processaram 15,99 milhões de toneladas na segunda quinzena, cerca de 4 milhões a menos do que no mesmo período de 2024.

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De acordo com o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, o encerramento das atividades é natural para esta época do ano. “Até o início de dezembro, cerca de dois terços das unidades já haviam encerrado as operações”, afirmou.

Mais de 170 usinas encerram operações na safra 2025/26

Até o final da segunda quinzena de novembro, 173 usinas do Centro-Sul haviam encerrado as operações da safra 2025/26, número superior às 141 unidades que haviam concluído as atividades no mesmo período da safra anterior.

No acumulado desde o início do ciclo, a moagem total atingiu 592,27 milhões de toneladas, uma queda de 1,92% em relação à temporada anterior. Apesar da retração na moagem, o setor mantém resultados positivos na produção de açúcar, que foi priorizada ao longo da maior parte do ciclo.

Já a produção total de etanol na safra atingiu 29,5 bilhões de litros, uma redução de 5,4% no comparativo anual.

Vendas de etanol variam entre anidro e hidratado

Em novembro, as vendas totais de etanol pelas unidades do Centro-Sul somaram 2,70 bilhões de litros, com comportamentos distintos entre os tipos do biocombustível:

  • Etanol anidro: 1,07 bilhão de litros, alta de 2,42% em relação ao ano anterior;
  • Etanol hidratado: 1,63 bilhão de litros, queda de 13,78%, refletindo a redução no consumo interno — especialmente entre veículos flex.
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No acumulado da safra até 1º de dezembro, a comercialização total de etanol chegou a 23,32 bilhões de litros, uma queda de 2,41%. O desempenho foi pressionado pela menor demanda por hidratado, enquanto o anidro, usado na mistura com a gasolina, apresentou alta de 4,4%, atingindo 8,79 bilhões de litros vendidos até o fim de novembro.

Panorama geral: etanol ganha espaço na reta final da safra

Com o encerramento da moagem em grande parte das usinas e a redução na oferta de cana, o setor sucroenergético priorizou o foco na produção de etanol neste final de ciclo. Apesar da desaceleração pontual na fabricação de açúcar, o balanço da safra 2025/26 segue positivo, com avanços na produção acumulada e desempenho consistente nas vendas de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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