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Evento natalino do MPMT reconhece trabalho de colaboradores terceirizados

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, realizou na manhã desta quarta-feira (17), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, um encontro especial para celebrar o Natal e reconhecer o trabalho dos colaboradores terceirizados que atuam na instituição. Durante o evento, foram entregues cestas básicas, panetones e presentes aos filhos e filhas dos trabalhadores que prestam serviços na sede da PGJ e nas promotorias de Cuiabá e Várzea Grande.A ação fez parte da campanha “Faça uma Terceira Pessoa Feliz neste Natal”, que superou a meta inicial de arrecadação graças à união de esforços de membros, servidores, colaboradores e parceiros. Foram R$ 22 mil que possibilitaram a distribuição de 170 cestas e panetones, além de 73 presentes para as crianças.O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, destacou a importância do trabalho realizado pelos terceirizados para o funcionamento da instituição. “Vocês são peças essenciais para que a engrenagem do Ministério Público funcione. Todo o trabalho que prestamos à sociedade não seria possível sem cada um de vocês. Quero que saibam que são muito importantes para nós e que moram em nossos corações. Este momento é uma forma de reconhecer isso e de agradecer pelo empenho diário.”A coordenadora do Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, reforçou o caráter simbólico da iniciativa. “Este gesto simples carrega um significado profundo, é a nossa forma de agradecer pelo cuidado e dedicação de cada um. Vocês contribuem para que o Ministério Público alcance seus resultados, porque cada detalhe do trabalho de vocês impacta diretamente na qualidade do atendimento à sociedade.”A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, também ressaltou o espírito natalino presente na campanha. “Ser Ministério Público é muito mais do que ocupar um cargo. É cuidar, é reconhecer que cada pessoa que passa pela instituição deixa nela um pouco de si. Este evento materializa o verdadeiro espírito natalino: solidariedade, gratidão e comunhão.”O titular da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, trouxe uma reflexão sobre empatia e solidariedade. “A vida só tem significado se conseguirmos fazer com que o próximo seja feliz. Este momento nos lembra que a verdadeira grandeza está no servir, no olhar atento ao outro e na solidariedade que transforma. Mais do que entregar cestas e presentes, estamos compartilhando afeto, atenção e cuidado.”Representando os colaboradores terceirizados, Jovenildo Balduino expressou sua gratidão. “Este ato singelo é muito significativo para nós. Aqui no Ministério Público nós temos isso, esse reconhecimento. Me sinto feliz e orgulhoso de fazer parte desta equipe.”O evento contou ainda com apresentação musical da banda do Corpo de Bombeiros, a participação especial do Papai Noel Clóvis de Matos e da Associação Companhia do Sorriso, que atua há 14 anos com amor e dedicação ao lado de crianças e adolescentes em tratamento de câncer e hemodiálise, levando acolhimento, apoio emocional e momentos de alegria.Fundada por Silvana Rodrigues, com a ajuda de voluntários, a associação iniciou suas atividades em hospitais da região, oferecendo brincadeiras, orações e solidariedade. Hoje, mantém quatro casas de apoio para mães que deixam suas cidades para acompanhar os filhos em tratamento na capital.A instituição atende mais de 120 crianças de todo o estado, promovendo qualidade de vida e humanização por meio da arte, empatia e ações humanitárias. A Companhia do Sorriso acredita que espalhar sorrisos é plantar esperança e segue sua missão de levar amor, alegria e dignidade a centenas de vidas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Travessia Pantaneira inicia escuta social na comunidade do Chumbo

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“A gente queria uma resposta para ontem, porque já tem seis meses que estamos nessa demanda.” A cobrança do chefe distrital Odilei Souza Ponce pela reforma da escola da comunidade marcou o primeiro dia da segunda etapa da Travessia Pantaneira, realizada nesta terça-feira (15), no Distrito de Nossa Senhora Aparecida do Chumbo, em Poconé (a 100 km de Cuiabá). Durante a escuta social promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o líder comunitário apontou como principais necessidades das 253 famílias da localidade a melhoria da educação e o acesso à água potável de qualidade.A visita integra a programação da segunda etapa da Travessia Pantaneira, iniciativa desenvolvida pelo MPMT em parceria com a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, A Casa do Centro e a Associação dos Guardiões e Guardiãs do Pantanal de MT e MS (Aguapan). A proposta é ouvir diretamente moradores e lideranças locais sobre os principais desafios sociais e ambientais enfrentados pelas comunidades pantaneiras, fortalecendo a atuação institucional a partir de uma escuta social ativa e qualificada.Entre os dias 15 e 18 de julho, serão realizadas audiências públicas e visitas às comunidades do Chumbo, ao Pesqueiro do Beijão e ao Porto Jofre, além de agendas técnicas e institucionais em diferentes pontos do Pantanal. No primeiro dia da travessia, os moradores do Chumbo relataram dificuldades relacionadas à educação, abastecimento de água, saneamento básico, comunicação e infraestrutura.Ao apresentar as reivindicações da comunidade, Odilei Ponce destacou a demora no início das obras de reforma da escola local. Segundo ele, a demanda já foi levada à Prefeitura de Poconé e ao Governo do Estado, mas ainda não houve uma solução efetiva. O chefe distrital também relatou a preocupação dos moradores com a qualidade da água consumida pela população e com a ausência de caixas d’água para dezenas de famílias da região.Outra demanda apresentada durante a escuta foi a falta de sinal de telefonia móvel. Moradora da comunidade, Marilene de Oliveira Campos ressaltou que a limitação compromete o acesso a serviços essenciais. “O único meio de comunicação que temos é o wi-fi, através da internet privada, para quem tem condições de pagar, e ainda assim é um sinal de péssima qualidade”, relatou.Ela explicou que, em situações de emergência, os moradores precisam recorrer a familiares na cidade para acionar serviços como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Marilene Campos defendeu a instalação de uma torre de telefonia móvel na região, o que também beneficiaria comunidades vizinhas.A professora e integrante da Associação das Comunidades Negras Quilombolas do Chumbo, Juziane Luisa de Lima Silva, destacou a necessidade de fortalecer a educação e garantir a valorização da identidade quilombola. “Se hoje eu tenho lugar de fala, é graças à minha ancestralidade e àqueles que me antecederam. Eu nunca falo apenas por mim, mas a partir da história dos que vieram antes de nós e lutaram para que hoje tivéssemos condições melhores de vida”, afirmou.Durante sua participação, a professora defendeu que a educação seja tratada como prioridade nas políticas públicas e observou que os indicadores educacionais refletem a falta de investimentos históricos no setor. Ela também chamou atenção para a importância de preservar a identidade quilombola e ampliar o reconhecimento das especificidades dessas comunidades. A procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza reforçou que a proposta da Travessia Pantaneira é aproximar o Ministério Público da realidade vivenciada pelas comunidades tradicionais do Pantanal e dar encaminhamento efetivo às demandas apresentadas. “Nós pudemos ouvir as demandas da comunidade e as suas dificuldades. Vamos catalogar todas essas informações para, na sequência, encaminhá-las aos promotores de Justiça responsáveis, que poderão adotar as providências necessárias”, destacou.Segundo a procuradora, a escuta realizada no Chumbo evidenciou necessidades urgentes relacionadas à infraestrutura escolar, à qualidade da água e ao fortalecimento da agricultura familiar. Ela citou a importância da reforma da única escola que atende a comunidade, as preocupações envolvendo possível contaminação da água e a necessidade de ampliar o apoio às famílias que vivem da produção rural. “Também identificamos a necessidade de criar condições para que as pessoas permaneçam no campo, sem que seus filhos precisem deixar a comunidade em busca de oportunidades nas cidades”, apontou.Conforme o promotor de Justiça Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé, o município ocupa uma posição estratégica por ser uma das principais portas de entrada do Pantanal mato-grossense e, por isso, concentra desafios socioambientais que exigem atenção permanente dos órgãos públicos.Ao comentar as reivindicações apresentadas durante a escuta, o promotor informou que o Ministério Público já instaurou procedimento para apurar a situação da água proveniente dos poços tubulares que abastecem a comunidade e acompanhará o andamento da reforma da unidade escolar. Segundo ele, a instituição também fiscalizará o cumprimento dos prazos anunciados pelo poder público para a execução das melhorias.“A comunidade quilombola do Chumbo terá sua identidade resguardada, assim como os direitos das crianças, adolescentes e de todos os moradores, para que possam viver com dignidade, exercer atividades como o extrativismo e a agricultura e contar com água de qualidade e melhores condições de ensino e aprendizagem”, afirmou.Presente na visita, a vice-prefeita de Poconé, Camila Silva, ressaltou a importância da aproximação institucional promovida pela Travessia Pantaneira. “Nós queremos parabenizar o Ministério Público, que através da Travessia Pantaneira está indo in loco às comunidades para ouvir as demandas e ver de que forma pode nos ajudar”, afirmou. Sobre a reforma da escola, ela explicou que o município enfrenta entraves burocráticos para a execução da obra, mas informou que já existem recursos destinados tanto à reforma da unidade atual quanto à construção de uma nova escola no distrito.Também participam da comitiva os promotores de Justiça Henrique Schneider Neto, Joelson de Campos Maciel, Liane Amelia Chaves Mansano, Adalberto Ferreira de Souza Junior e Claudio Angelo Correa Gonzaga.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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