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Como evitar o entupimento de mangueiras na irrigação por gotejamento e garantir eficiência na lavoura

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O entupimento das mangueiras e emissores é um dos problemas mais comuns — e também um dos mais fáceis de prevenir — na irrigação por gotejamento. Quando não há uma rotina de limpeza e manutenção, a obstrução pode reduzir a uniformidade da irrigação e comprometer diretamente o crescimento e a produtividade das plantas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim no Brasil, o problema geralmente é percebido tardiamente.

“O produtor costuma notar o entupimento apenas quando a lavoura apresenta diferenças de cor ou vigor entre as plantas. Quando isso acontece, parte da área já está recebendo pouca água há dias”, alerta o especialista.

Principais causas do entupimento das mangueiras

O entupimento no sistema de gotejamento está ligado a três fatores principais: partículas sólidas, resíduos orgânicos e acúmulo químico dentro das tubulações.

As partículas sólidas, como areia e outros sedimentos, surgem quando a filtragem é ineficiente ou não há limpeza periódica. Já os resíduos orgânicos, como algas e biofilmes, se formam especialmente em sistemas expostos ao sol ou que não passam por desinfecção regular.

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Por fim, depósitos químicos — formados por ferro, manganês ou carbonatos — ocorrem em águas com alta concentração mineral.

“Essas impurezas reduzem a passagem de água e, com o tempo, podem bloquear totalmente os gotejadores. O tratamento da água precisa ser definido antes de ligar o sistema, e não depois que o problema aparece”, explica Torezani.

Filtragem eficiente: o primeiro passo para evitar problemas

A filtragem correta é essencial para o bom funcionamento da irrigação por gotejamento. Filtros de areia, disco ou tela devem ser selecionados de acordo com a origem da água — seja ela proveniente de rio, represa ou poço — e limpos regularmente.

“O filtro precisa ser dimensionado conforme a vazão do sistema. Não adianta ter um bom conjunto de irrigação se o filtro não garante o fluxo adequado ao longo do tempo”, orienta o engenheiro.

Além disso, é recomendável realizar lavagens periódicas por arraste, tanto nas extremidades dos tubos de PVC quanto nos finais das mangueiras. Essas lavagens ajudam a eliminar sedimentos acumulados. Em muitas propriedades, uma limpeza semanal é suficiente para evitar a maioria dos entupimentos.

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Manutenção técnica garante eficiência e longevidade do sistema

Mesmo com os cuidados diários, é fundamental que o sistema passe por inspeções regulares, a fim de identificar variações de pressão e vazão. Em alguns casos, pode ser necessária a aplicação de produtos químicos específicos para eliminar biofilmes e algas — sempre com orientação de um profissional capacitado.

“Todo sistema de irrigação exige atenção. Ele pode ser moderno, automatizado e eficiente, mas sem manutenção não cumpre seu papel. O segredo está na prevenção”, reforça Torezani.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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