AGRONEGÓCIO
Mercado de milho registra ajustes regionais no Brasil e leve pressão nas bolsas com revisão global da safra pelo USDA
Publicado em
10 de dezembro de 2025por
Da Redação
O mercado de milho no Brasil continua com baixa movimentação e negociações limitadas. De acordo com a TF Agroeconômica, os preços seguem pressionados pela falta de consenso entre produtores e indústrias, o que tem mantido o ritmo lento nas principais praças.
- Rio Grande do Sul: referências entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual em R$ 62,68 (+0,80%). A consultoria aponta falta de estímulos que sustentem alta no mercado spot.
- Santa Catarina: cenário travado, com produtores pedindo R$ 80,00/saca e indústrias ofertando R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, negócios pontuais entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca.
- Paraná: produtores buscam R$ 75,00/saca, mas indústrias mantêm interesse em R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse nas negociações.
- Mato Grosso do Sul: movimentação limitada, com valores entre R$ 52,00 e R$ 56,00/saca. Maracaju apresenta cotações mais altas, enquanto Chapadão do Sul se destaca com leve avanço.
Segundo a TF, o mercado interno permanece cauteloso, com produtores concentrados no plantio da nova safra e atentos ao comportamento climático, o que adiciona um prêmio de risco à safrinha de 2026.
Preços do milho recuam na B3 e em Chicago
Na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3), os preços futuros do milho iniciaram a quarta-feira (10) em queda. As principais cotações variavam entre R$ 71,11 e R$ 76,37 por volta das 10h07 (horário de Brasília).
- Janeiro/26: R$ 73,94 (-0,84%)
- Março/26: R$ 76,37 (-0,61%)
- Maio/26: R$ 75,50 (-0,51%)
- Julho/26: R$ 71,11 (+0,15%)
No mercado internacional, os futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) também recuaram.
- Dezembro/25: US$ 4,40 (-0,75 ponto)
- Março/26: US$ 4,46 (-1,75 ponto)
- Maio/26: US$ 4,54 (-1,25 ponto)
- Julho/26: US$ 4,60 (-1 ponto)
Segundo o portal Successful Farming, a pressão veio após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevar sua estimativa de produção global de soja e diante das preocupações com o ritmo de compras da China.
USDA reduz oferta global de milho e ajusta projeções de exportação dos EUA
O relatório de dezembro do USDA trouxe mudanças relevantes para a safra 2025/26. O órgão revisou para cima as exportações de milho dos Estados Unidos, que devem atingir 3,2 bilhões de bushels, refletindo forte demanda externa e interna, especialmente pelo setor de etanol.
Com isso, os estoques finais caíram 3,17 milhões de toneladas, chegando a 50,84 milhões, enquanto o preço médio pago aos produtores permaneceu em US$ 4,00 por bushel.
No cenário global, a produção de grãos grossos foi revisada para 1,576 bilhão de toneladas. O USDA reduziu a oferta de milho em Ucrânia, Canadá, Nigéria, Indonésia e Senegal, mas registrou aumento na União Europeia, Rússia e Zimbábue.
A queda mais expressiva ocorreu na Ucrânia, afetada por excesso de chuvas durante a colheita. Já na UE, países como Espanha, Hungria, Romênia e Polônia apresentaram recuperação. No Canadá, novos dados oficiais indicaram cortes adicionais.
Os estoques globais de milho foram estimados em 279,2 milhões de toneladas, 2,2 milhões abaixo da projeção anterior. O relatório ainda apontou que, apesar da redução de oferta, a demanda internacional segue firme, sustentando os preços nas bolsas.
Bolsas registram movimento misto e mercado mantém sustentação
Na terça-feira (9), o mercado de milho apresentou avanços pontuais na B3, impulsionado pela alta do dólar e pela valorização em Chicago após a divulgação do relatório do USDA.
- Janeiro/26 fechou a R$ 74,47 (leve baixa diária, queda semanal)
- Março/26 encerrou a R$ 76,72 (alta diária, mas perda na semana)
- Maio/26 terminou a R$ 75,83 (valorização no dia, mas ajuste semanal negativo)
Nos portos, os preços se mantêm firmes diante da oferta ajustada, enquanto produtores seguem segurando vendas à espera de novas valorizações. O comportamento climático e o ritmo de plantio ainda são fatores determinantes para as próximas movimentações de preços no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Açúcar: USDA reduz superávit global em 57% e cenário climático reforça expectativa de alta nos preços internacionais
Published
53 minutos agoon
9 de junho de 2026By
Da Redação
O mercado global de açúcar recebeu um importante sinal de sustentação para os preços com a divulgação do primeiro relatório semestral do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/27. Os novos números apontam uma redução expressiva do superávit mundial, reforçando a percepção de um mercado mais ajustado entre oferta e demanda nos próximos meses.
Segundo análise da SAFRAS & Mercado, o USDA reduziu a projeção de superávit global da safra 2026/27 para 4,8 milhões de toneladas, volume 57% menor em relação à estimativa anterior de 11,4 milhões de toneladas. Além disso, a entidade também revisou para baixo os números da safra 2025/26, cujo excedente foi reduzido de 11,4 milhões para 6,13 milhões de toneladas.
A combinação entre menor oferta global e condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras fortalece a expectativa de valorização dos contratos futuros do açúcar negociados em Nova York ao longo do segundo semestre.
USDA promove forte ajuste na oferta global
O principal destaque do relatório está na magnitude das revisões realizadas pelo USDA.
A safra 2025/26 teve seu superávit reduzido em mais de 5 milhões de toneladas, uma revisão equivalente a 46% em relação à projeção anterior. Já para a temporada 2026/27, o excedente global foi estimado em apenas 4,8 milhões de toneladas, representando uma queda adicional de 20% frente ao volume revisado da safra passada.
Somando os dois movimentos, os cortes acumulados alcançam aproximadamente 6,55 milhões de toneladas, alterando significativamente a percepção do mercado sobre a disponibilidade global de açúcar.
Na avaliação da SAFRAS & Mercado, esse ajuste representa um dos principais fatores de sustentação para os preços internacionais nos próximos meses.
El Niño e monções ampliam preocupação com a produção asiática
Além da redução da oferta apontada pelo USDA, o mercado acompanha com atenção a evolução das condições climáticas na Ásia.
O Departamento de Climatologia da Índia elevou sua projeção de déficit de chuvas durante a temporada de monções de 2026, passando de 8% para 10% abaixo da média histórica.
A preocupação aumenta diante da previsão de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte a muito forte intensidade, conforme projeções internacionais.
Em 2023, quando a região enfrentou um episódio de El Niño de intensidade moderada, o déficit pluviométrico na Índia ficou entre 12% e 14% abaixo da média. Caso as previsões atuais se confirmem, o impacto climático sobre a produção agrícola asiática poderá ser ainda mais severo.
Índia e Tailândia figuram entre os maiores produtores e exportadores de açúcar do mundo, tornando qualquer redução produtiva um fator relevante para a formação dos preços globais.
Brasil também pode enfrentar impactos na produção
Enquanto a Ásia sofre com a perspectiva de chuvas abaixo da média, o cenário brasileiro aponta para o movimento oposto.
As projeções climáticas indicam aumento significativo das precipitações sobre os canaviais do Centro-Sul do Brasil a partir de agosto, com intensificação entre setembro e outubro e possibilidade de persistência até o início de 2027.
O excesso de chuvas pode comprometer o ritmo da colheita e da moagem da cana-de-açúcar, reduzindo a eficiência operacional das usinas e encurtando o período de processamento em algumas regiões produtoras.
Segundo a análise da SAFRAS & Mercado, dezenas de unidades industriais poderão encerrar suas atividades de moagem antecipadamente, reduzindo a disponibilidade de açúcar para exportação.
Produção mundial deve recuar em 2026/27
Os dados do USDA mostram que a produção global de açúcar deverá atingir 184,85 milhões de toneladas na safra 2026/27, abaixo das 186,05 milhões registradas na temporada anterior.
A redução de 1,2 milhão de toneladas representa queda de 0,65% na comparação anual.
Os cortes de produção esperados para Brasil, União Europeia e Tailândia mais do que compensam o crescimento previsto para a Índia, contribuindo para o aperto na oferta mundial.
Além disso, o relatório aponta redução das exportações globais, principalmente por parte do Brasil, União Europeia, Marrocos e Paquistão.
Consumo mundial segue em trajetória recorde
Pelo lado da demanda, o consumo global continua avançando.
O USDA estima que o consumo mundial alcance 179,99 milhões de toneladas em 2026/27, praticamente atingindo a marca histórica de 180 milhões de toneladas.
Embora o crescimento seja modesto, o avanço da demanda ocorre em um momento de oferta mais restrita, contribuindo para sustentar os preços internacionais.
As exportações globais, por outro lado, deverão recuar de 62,64 milhões para 62,32 milhões de toneladas, reforçando o cenário de menor disponibilidade no mercado internacional.
Estoques crescem, mas não anulam tendência de alta
O único fator com potencial de limitar parcialmente a valorização do açúcar é o aumento dos estoques globais.
A relação estoque/consumo deverá avançar de 24,19% para 24,67% entre as safras 2025/26 e 2026/27.
Os estoques iniciais foram estimados em 43,52 milhões de toneladas, crescimento de 3% sobre a temporada anterior. Já os estoques finais devem alcançar 44,10 milhões de toneladas, avanço de 2%.
Apesar desse aumento, a SAFRAS & Mercado avalia que o crescimento dos estoques será insuficiente para neutralizar os efeitos combinados da menor oferta global, da demanda aquecida e dos riscos climáticos nas principais regiões produtoras.
Mercado mira patamares mais altos em Nova York
Diante desse cenário, a consultoria projeta continuidade do movimento de recuperação dos preços do açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York.
Os contratos futuros já demonstram fortalecimento ao longo da curva para os vencimentos do final de 2026 e início de 2027, com preços orbitando entre 16 e 17 cents por libra-peso.
A expectativa predominante é de avanço para a faixa dos 18 cents ainda neste ano, enquanto o patamar de 20 cents passa a ser considerado uma possibilidade crescente caso os riscos climáticos se confirmem e a oferta mundial continue sendo revisada para baixo.
A combinação entre menor superávit global, incertezas climáticas na Ásia e possíveis impactos do El Niño sobre a safra brasileira coloca o mercado internacional de açúcar em uma trajetória de maior firmeza para os preços ao longo do segundo semestre de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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